O Caminho

Não há e não pode haver qualquer dúvida que o Evangelho foi pesadamente editado e falsificado pela igreja – falsificaram a bíblia, portanto, as escrituras usadas por todas as crenças cristãs. Aqueles que tomaram as escrituras para si e as manipularam, certamente não sabiam e não sabem do que elas se tratavam ou se tratam, ainda hoje.

 Sua linguagem é simbólica e parabólica. Seu alvo é a alma, o Eu Real e não a personalidade e a mente lógica. Portanto, a questão histórica importa menos do que os significados. O Evangelho é uma ponte para acessar os centros superiores e não pode ser utilizado sem uma adequada preparação e guia – as escolas esotéricas que deram origem a maioria das escrituras, estão invisíveis e enfraquecidas nessa nossa Era.  Entretanto, a igreja e seus padres, que são ignorantes ou maliciosos, não sabem do que o Evangelho se trata. A advertência de que o Evangelho deveria ser recebido pelas crianças se refere a criança interior de cada um de nós – a Essência e não a Personalidade! Se as histórias, as parábolas, não conseguirem passar a barreira da personalidade, chegando ao real e genuíno em nós, será destruído pela mente formatória logo na entrada. O Mestre, o Mashiakh está dentro, esperando para “descer” do céu sobre cada um de nós – Deus está dentro. O personagem Jesus somos nós mesmos, é a nossa possível história a qual pode acontecer ou não. Se for tomada como algo externo, não tem nenhuma utilidade, ou pior, causará mais mal do que bem. Cada um de nós representa a encarnação de Deus na Terra. Atualizar e realizar isso é uma possibilidade individual e voluntária. Não existe a salvação vicariante pelo sacrifício alheio de um avatar como teria sido o do suposto Jesus. Cada ser humano precisa fazer o sacrifício pessoal, precisa passar por tudo o que, alegoricamente e parabolicamente Jesus passou. Acreditar que o sacrifício de sangue de outro – um semi-deus, nos salvaria, se apenas acreditamos, é idolatria, paganismo, superstição.

O fanatismo, o sectarismo e a violência têm as suas raízes em salvadores, nos messias e profetas. “O meu é o verdadeiro e o único”! “O seu é, portanto, falso”! O que se imagina que pode resultar disso? Motivo para impor sua crença e destruir e aniquilar todos os outros. O verdadeiro foco, a evolução espiritual fica relegada. O messianismo, a jihad, o controle de tudo e de todos, com o motivo de imaginar que se está de posse da verdade e da justiça, está autorizado.

Há tantos Caminhos quanto pessoas. Somos todos diferentes, indivíduos. Os problemas surgem quando as pessoas se juntam em torno não de ideias, mas de líderes e avatares. É difícil para muitos compreender que seu caminho é único, suas soluções são pessoais e próprias e isso é muito mais agudo na busca espiritual. Não há uma solução coletiva para algo tão único como cada ser humano. Imaginar que o Criador nos fez todos diferentes, mas planejou um caminho único para todos congregados em uma única “igreja” é contraditório, impossível. Os enviados, iluminados, os irmãos mais velhos e experientes que se propuseram a indicar o caminho, são legião. Não há um messias, um profeta acima de outros que tenha vindo em determinada época e lugar – por si só isso seria injusto, inaceitável. Todas as doutrinas que pregam tal aberração são perniciosas, falsas, perigosas. Finalmente, as sugestões e diretivas de todos esses professores são preciosas, são necessárias para cada tipo, cultura, época e lugar, mas jamais suficientes.

O verdadeiro Caminho começa quando as instruções são internalizadas, pensadas, sentidas, faladas e vividas e isso, é absolutamente pessoal! Não se está dizendo que pessoas não possam se reunir em escolas e se auxiliarem – isso, certamente, é fundamental. Porém, isso é o externo, o exotérico. O verdadeiro Caminho começa dentro – é esotérico. Quando uma pessoa chega nesse ponto, o Mestre, o Verdadeiro e Único aparece e assume a direção e ele está dentro e é pessoal.

Mestre

Em muitas tradições espirituais o título de Mestre, Professor, Guia, Guru, se repete amplamente e significa sempre um homem, que se destaca por sua sabedoria, bondade e iluminação.

Há uma necessidade e uma busca generalizada por instrução e guia. Não se duvida que a humanidade precisa ser assistida em suas necessidades espirituais. O problema é que logo o professor se personifica em ídolo, em deus, com poderes supra-normais especiais, inatingíveis, supostamente, pelos simples mortais. Na verdade, essa é a raiz do paganismo, da idolatria e da superstição estúpida. Para complicar, muitos são forjados pelos poderes constituídos e/ou usados para domínio e controle do povo.

Esse era, é e será sempre um dos maiores obstáculos à evolução espiritual possível ao Homem. Não há nada externo que possa salvar, curar, elevar uma pessoa. Nenhuma salvação vicariante pelo sacrifício de sangue, de revelação, de poderes sobrenaturais é real – todo o credo e crenças que afirmam isso são falsas!

A salvação, a cura, a conquista é pessoal, intransferível e vem do interior – de dentro. O que vem de fora é um guia, um estímulo necessário, mas jamais suficiente.

Num nível ainda inferior, mas não menos perturbador, a República, Democracia, as ideologias e seus líderes políticos se impuseram como determinantes aos caminhos da humanidade, sempre em conflito com as aspirações e as crenças do povo.

O verdadeiro e único Mestre está dentro, oculto e misturado com os poderes psiquicos, dos quais deve ser separado.

A busca por revelações escritas, como verdades absolutas e não como mapas e guias (que podem eventualmente ser) que ajudam no caminho para o Mestre interior, é ridícula e patética e jamais levará a nenhum progresso real.

Quem é o Mestre, finalmente?

Quando Jesus perguntou aos seus apóstolos quem ele era, responderam “tu és o Filho do Deus vivo que desceu do céu e habita o coração daqueles que acreditam e cumprem e justiça”. Não é ele, o Mestre uma pessoa, um homem, um semi-deus, mas o Mestre que se ergue dentro daqueles que trilham determinado Caminho.

Da mesma forma, em outras tradições é dito que o Mestre é o Vidente que precisa ser separado do psiquismo natural. Também foi afirmado que somos deuses! E, certamente, não como nos encontramos agora: adormecidos, iludidos, confusos, violentos, esquecidos de nós mesmos.

O Mestre é o homem espiritual, Ele é o instrutor de tudo quanto passou, pois não está limitado pelo tempo. O Eu Real é o Mashiakh, o Ungido que aguarda dentro de cada um para se manifestar, para renascer e trazer o Reino, a Paz.

Nao procure fora aquilo que está dentro!

Os Remédios Curam?

Aqueles que estão mais atentos às reações de seu corpo desconfiam, e logo se certificam, que os remédios não curam e ao mesmo tempo, seu próprio corpo se recupera naturalmente, sozinho, sem ajuda externa. Se os remédios curassem então não haveria auto-cura, isto é, o corpo não poderia regenerar-se como efetivamente o faz. As feridas cicatrizam sozinhas, os ossos se soldam sozinhos, a tosse passa sozinha, idem para o vômito, a febre, a infecção, a gripe, a pneumonia e assim por diante. Se o organismo vivo é auto-regenerador significa que há nas funções orgânicas normais, seguindo uma lei e ordem naturais uma capacidade curativa e regenerativa. Os remédios, produtos da farmacodinâmica, se opõe a ordem e a lei naturais e, portanto, só podem ser um obstáculo e um fator de agravamento da enfermidade. Não existe a assim chamada “ação” dos remédios sobre o corpo, simplesmente porque o corpo vivo é que age e reage a eles expulsando-os, porque são venenos. Se um medicamento pudesse “agir” sobre o corpo, então agiria mais sobre uma pessoa mais doente e idosa e mais ainda sobre um corpo inerte, morto. Na verdade, as reações mais prontas e agudas aos remédios são nas crianças e jovens, cujos corpos são fortes e reativos. Temos muitos indicativos vindos da história que o passado do homem foi luminoso, jubiloso, feliz e que somente o passado mais recente, é que foi lúgubre e em trevas na ignorância, e imundície e brutalidade, ao contrário do que insistentemente se faz um esforço para tratar o homem ancestral como um meio-macaco, sujeito as doenças e com vida curta. Há registros de longos períodos nos quais o homem não adoecia e que gozava de uma vida longa e paradisíaca. Neste período ele comia apenas os alimentos simples vindo diretamente das plantas e árvores da terra, diretamente delas para a sua boca e não cadáveres e alimentos cozidos e impróprios como faz hoje; ele vivia ao ar livre ao sol e nas florestas e não nas cidades infectas e sufocantes dentro de caixas de pedra sob radiação artificial; ele bebia a água da chuva e dos riachos cristalinos e se banhava freqüentemente, diferente das águas drogadas e corrosivas de hoje; admirava a beleza da Natureza e alegrava-se com a vida ao seu redor, diferente da busca da beleza artificial e da alegria forçada e dependente das drogas, álcool, bens materiais, prestígio e poder; compartilhava gratuitamente da saúde das grandes e majestosas árvores ao contrário de hoje que deve pagar por uma falsa saúde induzida artificialmente pelas drogas, médicos e aparelhos; seus pés tocavam a relva que brotava da terra fértil e ele compartilhava deste gozo e poder regenerador inerente à vida nascente, diferente do isolamento que se impôs e lhe foi imposto da natureza, vivendo hoje num gozo forçado, compulsivo e estéril de uma sexualidade doentia. Naquele momento do passado, ou para dizer melhor, naquelas condições ideais, humanas, o homem gozava de saúde e de longevidade, sem sofrer dores, limitações, invalidez, ou morte prematura. Não se registram as atuações ou mesmo a existência de curandeiros, de xamãs, de sacerdotes para assisti-lo, porque ele raramente adoecia, ou jamais, e todos reconheciam e sabiam que o poder de cura era inerente e exclusivo do organismo vivo. Depois o homem sofreu uma decadência sistemática onde seus hábitos tornaram-se infectos, bárbaros e ele adoeceu, morria cedo e hoje substitui-se uma superstição por outra. Antes a doença era culpa dos demônios ou um castigo divino e hoje um “ataque” de algum agente misterioso invisível externo na forma de bactérias, vírus, defeito genético, ou algo mais indefinível ainda. E no lugar do xamã e do sacerdote foi colocado o doutor, o médico, com poderes semelhantes aqueles seus ancestrais na cura, poderes misteriosos e indiscutíveis que somente ele deteria. Hoje sua vida é artificial, seus hábitos vão contra as leis da vida, de sua constituição, de sua biologia e fisiologia e mesmo de sua alma. Em passado recente ele bebia água infectada, comia alimentos podres, passava fome, era brutalizado, vivia com medo, morava em lugares úmidos e bolorentos e então, adoecia freqüentemente e morria facilmente, as vezes ao nascer. Nestes períodos os sacerdotes e os curandeiros tornaram-se poderosos, como o médico é hoje, com sua religião chamada de “ciência médica” pela qual é necessário pagar muito para ter o privilégio de conhecê-la. Se o homem ancestral se curava sozinho, tinha excelente saúde quando vivia em harmonia com a Natureza, certamente nós, que não somos outra espécie, mas compartilhamos da mesma biologia, poderíamos voltar aquele estado feliz. É certo que algumas coisas mudaram, mas o homem é o mesmo, sua capacidade de auto-cura é a mesma. O fato do homem ter sobrevivido a toda a barbárie do passado recente, perpetrada pela superstição, ganância e ignorância incluindo os maus tratos, maus hábitos e extermínio sistemático, ele sobreviveu e reproduziu-se.

        Curar-se é um processo biológico, não uma arte. Sabemos hoje, revelado pela verdadeira ciência, que a cura é realizada por forças e processos intrínsecos ao organismo vivo e não por substâncias e coisas de fora do corpo. A assim chamada ciência médica oficial tal a como a conhecemos hoje, não tem mais de um século e já se desmentiu milhões de vezes neste período. Anteriormente esta mesma prática era um amontoado de práticas brutais, grotescas e supersticiosas. Portanto, a raça humana não pode gozar quase nada de seus pretendidos benefícios. Mesmo assim, sobrevivemos e não paramos jamais de crescer e povoar a terra, apesar das más condições. 

A evidência do poder de auto-cura do corpo vivo é comprovada no fato que através de toda a história da humanidade, pacientes têm se recuperado de todas as espécies de estados de doenças não somente sem tratamento e sob modos de tratamento que hoje reconhecemos que não tinham o menor efeito de ajuda, mas eles teimaram em se recuperar também sob tratamentos que eram terríveis. Quando se diz que sem medicamentos o paciente se recupera de uma gripe em uma semana e que com remédios ele fica bem em 7 dias, demonstra-se um fato significante. É evidente que há um outro poder, além daquele que os médicos se atribuem que tem sido responsável pela sobrevivência e a reprodução da raça, a recuperação do doente, para a cura de ferimentos e as fraturas dos ossos.

        O que pode ser responsável pela recuperação do doente hoje? Teriam os meios de cura e restauração mudado radicalmente? Enquanto o enfermo antigamente recuperava-se em virtude de seu próprio poder intrínseco de auto cura, se recuperam eles somente em virtude das medidas terapêuticas de seus médicos e outros tratadores de doenças? A recuperação hoje depende dos mesmos poderes e processos sobre os quais ele se apoiava muito tempo atrás? 

        Nós não pensamos que a resposta correta a estas questões possa suscitar dúvida. A maioria da prática médica é francamente meramente paliativa; não é ainda nem imaginada ser curativa. Nem o médico nem o leigo pensa que um laxativo cura a constipação ou que uma aspirina cura dor de cabeça. Os médicos então ocupados em nada mais significante do que aliviar sintomas enquanto os inerentes poderes restauradores do paciente devolvem a saúde. Nós poderíamos aceitar a prática paliativa como útil não fosse pelo fato que os paliativos eles mesmos, ocasionam distúrbios e sempre interferem com os processos restauradores do corpo.

        Se um osso é fraturado, pode ser ajustado por arte humana; mas nenhuma arte pode cura-lo (soldá-lo). Tudo o que o cirurgião pode fazer, após ajustar o osso, é esperar sem interferir pelo processo de restauração fazer o seu trabalho. Um ferimento não é uma doença; mas suas atividades vitais – dor, inflamação, febre e outras evidências da ação vital – constituem doença ou ação remediante. Estes representam processos pelos quais a cura é realizada. Não pode haver doença onde nada há para ser remediado e não pode haver apreciável remediação de condições anormais sem um esforço remediante: doença!. Um osso fraturado, semelhante a uma carne dilacerada, é curada pela ação inflamatória.

O que é Alimento para o Homem?

Alimento é qualquer substância que, quando ingerida, pode ser usada por e para o crescimento e reparo do corpo e as funções orgânicas.

Tudo que não pode ser transformado em tecido vivo é, portanto, veneno. Desse ponto de vista a maioria dos assim chamados alimentos dessa nossa época e que são usados como tal, são ou contém vários elementos que obstruem e impedem as funções fisiológicas ou destroem as células.

É preciso reconhecer que quase tudo aquilo que é colocado na boca para nutrir, na verdade, não tem relação com as verdadeiras necessidades do organismo, mas é determinado por hábitos e costumes, pelo gosto e não gosto, por um estado alterado da saúde que determina necessidades estranhas a vida e que podemos chamar de vícios.

O que um homem come ou deixa de comer determina tudo na sua vida: pensamento, sentimento, vitalidade, força, longevidade, boa ou má saúde. Não se pode pensar propriamente com carências, com o estômago cheio de alimentos ou de toxinas. Os produtos do metabolismo não terminam como a maioria ingenuamente imagina – na construção do corpo e na produção de energia para os músculos, por exemplo. Tudo se passa muito mais próximo daquilo que a alquimia descreve. Até onde a química conhece é muito tosco para descrever a riqueza e a velocidade e elementos envolvidos no processo.

Há é claro, por outro lado, a questão da determinante influência dos estados psíquicos em todo o processo de escolha, mastigação, respiração e metabolismo das substâncias ingeridas.

O homem médio não só desconhece as leis básicas das alimentação como está sempre com seu paladar alterado, sua busca determinada por seu estado geral intoxicado, como seu poder de escolha em qualidade e quantidades está muito embotado.

O resultado desse estado desastroso, realmente enfermo do homem é que o processo de nutrição é, na verdade, um processo de envenenamento lento e gradual até que suas células morram e/ou sejam incapazes de cumprir com as suas funções.

O que propomos é um recomeço, é quebrar esse ciclo doentio e vicioso de alimentar-se de forma a se destruir envelhecendo e se suicidando.

Ser capaz de compreender o que significa alimentar-se apropriadamente é um grande passo para buscar ajuda profissional para romper o processo de destruição ao qual se submetem aqueles que foram levados por maus costumes a um estado perturbado e diminuído de sensibilidade e conhecimento.

Evite todos os Excessos

Uma higiene de saúde se compõe de vários cuidados, como uma alimentação adequada em quantidade e qualidade, sempre em harmonia com idade, necessidade, horário do dia, condições gerais e pontuais de saúde, estado emocional, frequência, e outros aspectos – isso para citar uma das condições essenciais para a preservação e recuperação da saúde.

Entretanto, como uma regra de ouro, qualquer excesso, na vida será um fator negativo para a saúde. Quando se fala em saúde considera-se que, como outras questões de vida, ela depende, antes de tudo, de você mesmo.

O falso conceito de que a saúde depende de alguém além de você é um erro fatal. Ninguém pode lhe dar saúde, mesmo que possa prejudicá-la. Você é responsável por você mesmo, em todas as áreas de sua vida e no que se refere a sua saúde física e psíquica isso é mais crítico. Nenhuma quantidade de recursos financeiros e científicos lhe garantirão bem estar, vitalidade, longevidade, funcionalidade, sabedoria, paz. Esperar que a ciência ou uma certa condição política é racial lhe tragam garantias é estúpido, infantil.

O Homem tem necessidades muito modestas que, sob condições razoáveis, são facilmente encontradas e aplicadas. O desequilíbrio, a desarmonia é muito mais função de excessos do que falta. A busca por compensações, por prazeres, os vícios, os hábitos e costumes dessa época de busca põe sensações, garantias e “direitos”, produziu mais má saúde do que todas as outras causas juntas.

A moderação em tudo, que depende de um pensar íntegro e de uma consciência que se estende além do limite dos sentidos precisa ser resgatada para ser o fundamento de uma vida saudável.

A prática do auto-controle e da moderação farão pela sua saúde mais do que toda a ciência e recursos jamais farão.

Repouso Fisiológico

Para manter a saúde e a vida precisamos de repousos – repousos porque são três: repouso físico, mental e fisiológico.

Além da agitação, pressa e desassossego que são marcas desses nossos tempos, o repouso é, geralmente, incompleto.

Quando não se consegue um bom repouso físico, com longas horas de sono contínuo e profundo há um sério comprometimento da vitalidade e das funções nervosas. Somente através de um repouso completo acontece uma regeneração celular e desintoxicação, sem as quais o envelhecimento se acelera e haverá predisposição para todas as doenças degenerativas, como o câncer.

No lugar do necessário repouso mental o que se assiste é a hiperestimulação, uma continua agitação mental e um sem número de práticas que impedem apenas deixar as funções psíquicas em paz.

Entre todos os repousos, o menos conhecido e praticado é o fisiológico. Ou seja, permitir o descanso cíclico e pontual dos órgãos internos. A única maneira de fazer isso é se abstendo de alimentos (não de água). O jejum, entre outras funções, permite que os órgãos e vísceras descansem.

Um jejum de 24 horas semanal é uma prática saudável e necessária. Só isso melhora a saúde em geral, a vitalidade e é um rejuvenescedor único. Experimente.

O Poder nas suas Mãos

“Hospitais, penitenciárias, asilos não são construídos suficientemente rápido para darem conta da senilidade prematura. Isto é o que a doença é – tecido envelhecido superando a reserva do novo”.

Talvez assim fique mais fácil de compreender quando todo um sistema de vida, uma civilização, se encaminha para o fim.

Os sintomas de senilidade, de inadequação, de limitações, de loucura nos indivíduos são compartilhados pela sociedade. A lei que governa um homem, governa a sociedade e o universo também.

A verdadeira ciência da saúde e a sua filosofia é conhecida e aplicada por um modelo oposto àquele da medicina alopática atual – e não poderá ser encontrado na ciência oficial. Decidiu-se chamar todas as abordagens da saúde fora do sistema oficial de “alternativos”, ou “holísticos” lhes dando uma conotação de inócuos, anticientíficos e até, ilegais.

Há uma escolha a ser feita e, abandonar o velho e o inadequado, tem todas as vantagens, mas não é gratuito. Há algumas decisões a serem tomadas individualmente que são efetivas pessoalmente, mas significam uma oposição permanente com o sistema e a sociedade. Uma mudança de filosofia de todo o sistema oficial de saúde é quase impossível. No caso, os mercadores da doença e a ignorância generalizada do povo, impedem que o velho e ineficiente sistema seja descartado.   

Uma civilização construída sob bases falsas e que perdeu de vista seus valores fundamentais  e metas não produz nada verdadeiro e o que se tornou hegemônico e é visto como correto suas conquistas, são por esse mesmo motivo, uma ilusão.

O modelo atual é falso e ilusório. O paradoxal é a insistência em repeti-lo e esperar que, num futuro mítico, aquilo que se mostra torcido e falho trará uma solução milagrosa. Acredita -se em curas – mesmo que os maus hábitos externos e internos que são destrutivos estejam presentes no povo por toda a vida. O que eles acreditam é que mesmo vivendo caoticamente, sem compreender nada sobre si mesmos, um remédio ou um doutor lhes salvará na última hora.

Uma total inversão do pensamento e seu desenvolvimento nessa nova direção começará por abrir novos caminhos e soluções, começando pelo indivíduo. A conquista é pessoal e custa um esforço sutil. O todo é a soma das partes. Não se pode salvar o mundo sem antes salvar-se a si mesmo. Comece já, com você – não fique à espera de um salvador na vigésima quinta hora.

Coma com Moderação e viva Muito

A verdadeira ciência da saúde (Natural Hygiene) que renasceu por volta de um século e meio atrás nos EUA, como uma “revolta” de um grupo de médicos aos métodos anti-científicos e destrutivos da alopatia, trouxeram muitas novidades.

Foram criadas novas escolas de medicina, que depois de algumas décadas foram fechadas pelo poder estabelecido em conluio com a indústria farmacêutica e os interesses da classe médica alopática. Hoje, há escolas oficiais (não médicas) estabelecidas que formam Higienistas Naturais por todo mundo, dentro e fora dos quadros médicos oficiais.

Por muitas décadas as descobertas, ou melhor, as redescobertas dos princípios hipocráticos da saúde e das pesquisas científicas dos modernos naturalistas, foram execradas, difamadas e perseguidas pelos médicos alopatas e pelo governo.

O barbarismo dos métodos alopáticos que causam a destruição da fisiologia pelo emprego de drogas químicas, práticas mutiladoras, hormônios, vacinas e radiação ionizante, foram expostos como desnecessários e prejudiciais pelos Higienistas Naturais. As provas de que “pelos frutos conhecemos a árvore” está explícito na má saúde global sob os cuidados da alopatia.

Dieta correta, ar puro, Sol, higiene física, roupas adequadas, repouso, equilíbrio psíquico, entre outras providências necessárias à vida e à saúde fazem parte de um modo de vida saudável que mantém e restaura a saúde na grande maioria de seus desvios.

Depois de mais de um século a medicina alopática foi obrigada a admitir o valor dos bons hábitos como promotores da saúde, mas continuam a envenenar as pessoas com suas drogas.

Todos os dias, através de propaganda massiva e de publicações pseudo-científicas os “eleitos” e luminares da “ciencia” tomam para si as descobertas dos Higienistas como suas! Aqui e ali doutores declaram ter descoberto os princípios há muito estabelecidos, como seus – roubo vergonhoso!

Todos os princípios fisiológicos da saúde foram descobertos e comprovados por aqueles que sistematicamente foram perseguidos indevidamente como charlatões. A guerra contra a verdade e, portanto, contra a autonomia na obtenção da boa saúde é permanente – é claro que a classe médica tem interesse na má saúde e na dependência do povo de suas más práticas. Isso significa poder e recursos eternos – a medicina atual é muito mais um negócio de sucesso e muito menos ciência.

Entre as práticas salutares para manter e recuperar a saúde está o comer frugalmente. Em nenhum cenário, aqueles que se empanturram terão qualquer chance de gozar de bem estar, vitalidade e longevidade.

O excesso de alimentos é um problema grave mundial para aqueles que têm acesso aos alimentos. Não há dúvida de que todas as rações diárias poderiam ser reduzidas pela metade, com excelentes resultados gerais. O princípio da compensação está aqui perfeitamente aplicado: o excesso de alimentos, entre outros problemas mantém a circulação intensa no ventre e uma anemia no cérebro. Não é por acaso a brusca queda da inteligência e do equilíbrio emocional na população – os idiotas sempre comem demasiado!

A saúde não depende de drogas químicas

Decidi reproduzir um artigo publicado na página final da Superinteressante, que convidava alguns autores para escreverem livremente nesse espaço, sem censura. Todas as ideias e conceitos expostos naquela época por mim são os mesmos de hoje.

Artigo por Fernando C Travi

A saúde é função de Bons Hábitos

Desde o ressurgimento dos princípios naturais da promoção da saúde há 150 anos nos EUA, chamada Higiene Natural e logo, da descoberta e comprovação dos princípios contidos no Evangelho Essenio da Paz (o Evangelho da Saúde) em 1924 pelo Dr Szekely, ficou demonstrado que a doença é o resultado de maus hábitos de vida e a saúde de bons hábitos.

A erradicação da dor e do sofrimento é desde muito conhecida, mas os métodos destrutivos e anti-científicos da alopatia continuam avançando e submetendo a humanidade aos horrores das doenças iatrogênicas (causadas pelas drogas e más práticas dos “doutores”).

O enfraquecimento e alteração genética da espécie humana avança velozmente e breve, teremos um planeta ocupado por zumbis – não seria o que desejam os poderosos – ter uma população fraca e dócil, cada vez mais dependente das drogas médicas?

Os prazeres e gozos de atentar contra a própria saúde e vida por habitos contra a natureza estão no mesmo nível dos vícios com drogas como cocaína, morfina, tabaco, maconha, entre outros. A estupidez de proclamar “eu gosto” ou, “eu não gosto” para manter hábitos destrutivos como justificativa para destruir a própria vida é insano e inaceitável.

O surgimento de novas e terríveis enfermidades, de alterações graves no comportamento, na sexualidade e vitalidade, são inegáveis e resultado direto de um viver anormal.

Continuamos a ensinar bons hábitos que mantém e recuperam a saúde não como “tratamento”, mas como educação para uma vida plena. As soluções contra as leis naturais através de meios pseudo científicos que prometem alívio ou cura imediatos são todos, sem exceção, destrutivos. Atenção!