A Vida como um Fim e a Vida como um Meio


Se e quando a vida é tomada como um fim, daí decorrem toda uma sequência de efeitos contrários àqueles quando a vida é tomada como um meio para um fim maior.
Essa civilização ensina e se apoia na premissa de que a vida é um fim em si mesma e, que, portanto, deve-se buscar por resultados a qualquer custo – ou seja, as pessoas procuram por recompensas, lucro, vencer.
Entre as consequências dessa filosofia está, necessariamente, tomar a vida como uma luta pela sobrevivência e, mais, estar continuamente competindo, buscando a vitória sobre os outros.
A busca constante por resultados é uma condenação a submeter-se a intermináveis situações de estresse, medo, violência, angústia, raiva, escravidão e submissão, exaustão. Isso é visto pela maioria como normal e necessário para sobreviver e vencer. Eles não se dão conta de que isso é um sonho ruim, sem nenhum resultado real porque não vão a parte alguma – tudo se repete, tudo flui e reflui, tudo melhora e piora, num ciclo interminável.
Passam a vida ocupados com o passado e com imaginação e eles mesmos, esquecidos. Não entendem que a vida é Trabalho, ou seja, um meio para um fim maior: a sua evolução interior. Acreditar e estar mesmerizado por todo esse espetáculo artificial e inútil é se perder, é perder a oportunidade de crescer, de despertar.
Toda a parafernália criada pela civilização, sem exceção, é desnecessária, inútil e contrária a tomar a vida como trabalho, como um meio para um fim. Dessa vida não teremos nada e não levaremos nada porque ela não é um fim em si mesma, mas um meio e é necessário compreender isso, completamente. Os sucessos, fracassos, frustrações e sonhos acontecem, apenas, e devem ser usados e não dominar-nos.
A sociedade, a cultura e todo o teatro que nos chega não pode ser tomado como ‘a realidade’, mas como uma ocasião necessária da qual aprendemos e, no caso, sobre nós.
Não estamos prontos, não somos obras acabadas, devemos nós mesmos trabalhar para nos construir. O que pior pode acontecer é acreditar na vida e nas coisas que nos contam ser importantes e que devemos fazer e conquistar – isso é coisa infantil, contos de fadas.
O Caminho é para dentro e não para fora!
Alguns podem acordar já velhos e se dar conta de que a vida passou e nada aconteceu e tudo é uma repetição como é para todos contemporâneos e como foi para seus ancestrais, também.
Ao que devemos renunciar, o que devemos sacrificar?
Despertem!

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