O Individual e o Coletivo


Não há, na natureza, nada em que apoiar as leis cósmicas e naturais a não ser no indivíduo.
O coletivo, sociedade, raça, país, são entidades fictícias e, assim, não podem determinar as leis sobre o indivíduo tomando como base coisas inexistentes e fantasiosas. O Criador criou o Homem e claramente, como indivíduo, e sua Lei foi determinada à pessoa e não à “sociedade”. As leis cósmicas e naturais estão acima de qualquer regra estabelecida, artificialmente, pelo Estado, por legisladores, etc.
O que se assiste e se sofre hoje é uma anulação do indivíduo e seus direitos naturais por supostos direitos coletivos e sociais que são usados como justificativa para suprimir tudo do indivíduo – como se esses direitos estivessem acima da vida. Essa inversão é criminosa, perversa, falsa e insustentável. Sob a cobertura dos direitos de todos, algo fantasioso, se anula os direitos atribuídos pela lei natural, pela condição real sustentada pela vida.
O Criador não se dirige à humanidade, sociedade, raça, mas a cada homem nascido. Aventureiros e usurpadores inventaram direitos inexistentes, artificiais e incompatíveis com as leis naturais, somente aplicáveis ao indivíduo. Não há tal coisa como o direito coletivo substituindo o instinto primário de autopreservação, apoiado nas sensações de prazer e dor e na capacidade exclusivamente pessoal do controle das paixões e da disciplina da mente que permite, desde dentro, a convivência social e a justiça. Não se pode forçar e impor nada desde fora, através da ameaça, punições e a força. O homem pervertido, alterado, indisciplinado, ignorante é apenas um escravo obediente e nada nem ninguém pode falar e agir por ele sem destruir sua natureza e cometer injustiça. Seria necessário uma sociedade fundada nas leis cósmicas e naturais para imitar, mesmo que pobremente, os processos internos do indivíduo que são, sob qualquer circunstância, muito superiores as regras e ações artificiais e pervertidas do estado e governantes.
A autopreservação é a essência da natureza humana e deve ser, de todas as maneiras, facilitada e aperfeiçoada pela sociedade ao indivíduo e jamais, impedida, punida ou substituída por imitações e falsificações.
A sedução e a armadilha cruel da civilização decadente e fundada sob falsos princípios é que o natural, a vida, a autopreservação, deva ser abandonada ou sufocada pelo bem dos outros. Isso não somente destrói a humanidade, mas impede qualquer progresso – é a condenação à pena capital da criação divina. Quem ama a si mesmo, verdadeiramente, amará o seu próximo. Quem não se ama, quem está incapacitado para se preservar a si mesmo, não amará ninguém e se tornará uma personalidade psicopática e vazia de amor – tudo nela será falseado, cínico.
A ladainha pseudo-religiosa e social de “amar o próximo”, de sacrifício das necessidades básicas, como se o homem fosse incapaz de fazer o bem e amar, naturalmente, é própria de doutrinas pervertidas. Amor se pratica, não se fala ou apologiza.
A não ser que o homem encontre o seu centro, a autopreservação e seu objetivo, a individualidade, perecerá e será reduzido a uma formiga, um cupim, que pertencem a uma “sociedade” perfeita e não são eles próprios, NADA!

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