O Corpo Físico


Somos 98,7% animais! Ou seja, com pequenas diferenças, a nossa estrutura e funções físicas são idênticas aos animais, e 95% idênticos a todos os mamíferos geneticamente.
Portanto, somos, no nosso corpo, um animal. A nossa carne, ossos e sangue são os mesmos dos animais.
Nascemos prontos, completos fisicamente – não há nada e nada deve ser feito para alterar o que está pronto e funcional. Somos uma espécie estável. Porém, estamos incompletos quanto ao nosso interior, a parte invisível e insensível aos sentidos, o psíquico!
O que foi deixado a ser completado e construído foram os nossos poderes e funções psíquicas. Assim como temos um fundamento solido, funcional – o corpo físico, foi nos dado por terminar o principal, o verdadeiramente humano – aquilo que nos diferencia muito dos outros animais, o psiquismo.
Ora, esse psiquismo é um mundo especial, infinito, perpétuo de construção, ou desconstrução. Quando corretamente trabalhado novos corpos sutis se formam e isso possibilita um acesso ao mundo das causas.
O corpo físico, com seus sentidos e mente lógica periférica se abre para o mundo material, o mundo de aparências, sempre restrito ao poder dos sentidos e da lei de causa/efeito.
Os corpos do sentimento e pensamento são incipientes e precisam de um longo trabalho organizado para se formarem. São eles que permitem o contato com o invisível e sao capazes de inteligência e funções superiores que o corpo físico não pode ter!
O humano e o divino estão no homem, no psiquismo e no espírito, que, no homem, é o Eu Real, onde Deus habita.


Nascemos com um potencial de crescimento que precisa ser voluntária e conscientemente obtido. O corpo físico é o instrumento preparado que nos foi dado – é a nossa parte orgânica, animal. O humano está acima, em potencial, é invisível e deve comandar o corpo físico. Se a evolução for suficiente o Mestre virá, ou seja, o Eu Real!
A maioria das pessoas dessa época só chegam a ter uma mente mecânica e limitada, um pouco acima dos animais e um sentimento, quase sempre, muito abaixo dos nossos irmãos menores. Essa condição é o resultado de uma sociedade pervertida, doente. O homem produto dessa civilização tem algum conhecimento e lógica combinado a um sentimento negativo – ou seja intelecto desenvolvido e um ser subdesenvolvido ou deteriorado. O nível de ser geral é muito baixo, de modo que as pessoas estão prisioneiras de uma psiquê defeituosa.


Para trazer isso em termos atuais: o corpo é o Hardware e a psiquê, o Software. O Hardware não deve comandar, determinar a vida – não devemos ser reativos, mas ativos. O que é mais interno deve dirigir as ações, como o condutor decide e determina aonde levar o carro.
O corpo físico exige cuidados, atenção, firmeza, disciplina, conhecimento de suas capacidades, necessidades e limitações – é o nosso “pet” – o nosso animal de estimação, por excelência. Ele nos foi dado para os nossos cuidados e estamos, até certo ponto, embarcados nele – até que um novo, mais sutil, poderoso e completo corpo seja produzido dentro dele. Quando isso acontece, não há nenhuma dúvida de que estamos de posse de um novo e mais evoluído instrumento com funções e poderes impossíveis e desconhecidas para o corpo físico. Para atuar no mundo de aparências ainda precisamos do corpo físico, mas não estamos mais limitados a ele e dependentes dele para a vida. O Software se tornou permanente e tem vida própria. Isso não é o final da evolução. Um novo corpo – o corpo Mental, ainda mais sutil e capaz pode se formar dentro desse segundo corpo de Sentimentos e comanda-lo e então, o Amo, o Eu Real, pode vir e dentro dele, unido e acima, está Deus.
Enquanto isso não se realiza, tudo o que se conhece sobre espiritualidade é imaginação, invenção, sonhos – não nos pertence – é sempre o que aconteceu a outros, aos heróis e profetas. A evolução possível nos aguarda e não é nada que se possa comprar ou ganhar, mas construir com trabalho e inteligência.
Enquanto isso, nas condições involuídas, somos apenas animais crescidos, limitados e frustrados. O corpo físico é um instrumento, um meio e não o final. Se ele morre sem que outro corpo se forme, morremos e esquecemos tudo e perdemos a oportunidade. Morrer, como falsas doutrinas afirmam, não nos garante nada se antes não construímos um corpo imortal aqui, enquanto com esse meio excepcional que é o corpo físico. Ao Trabalho!

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