A Destruição do Indivíduo


Não há nada no mundo atual em que possa se depositar confiança.
A tal “ciência” é apenas um meio de enganar, iludir e impedir que as pessoas pensem por si mesmas e compreendam o mundo, pessoalmente.


Facilitar, interpor máquinas, o estado, um sistema econômico, lazer, prazer, uma educação formal e robótica, e outras mil coisas desnecessárias e prejudiciais à busca pessoal, ao desafio de sobreviver, constrói pessoas defeituosas, incompletas. Tudo aquilo que é tomado como “evolução e progresso” são meios de imbecilizar as pessoas.


A parafernália, a “complexidade”, da sociedade rebaixou o ser e o conhecimento com consequências desastrosas. O Homem foi retirado de seu meio natural e lançado num ambiente artificial, poluído, agressivo, onde os instintos são inúteis e valem as regras de cada época, etnia, cultura.
Em resumo, ele não usa, como indivíduo independente, seu instinto, sua inteligência baseada em suas próprias experiências e conclusões, mas antes, em opiniões e decisões externas, em autoridades constituídas e na “ciência”.

Em geral, o que ele deve pensar, fazer, sentir e falar lhe é determinado pela mídia, pelos meios digitais, pela igreja a qual pertence, por seus pais e professores, por seu médico, enfim, alguma autoridade de sua sociedade. Isso cria, mesmo que não se dê conta, conflitos internos, dissonância cognitiva, os quais acabam sendo “resolvidos” por se anular a si mesmo com o abandono de suas capacidades de discernimento.
Claro que isso é artificial e contrário a natureza ou consciência e, com a repetição dessas condições, nenhuma lei natural e cósmica é obedecida, conhecida e empregada para a vida.

O que temos, ao fim, não é um ser humano, mas uma máquina programada pela sociedade que apenas imagina, sonha, “acredita” que certas coisas são assim ou de outra forma – ele mesmo, já não conta para nada. Se tornar adulto, significa, portanto, anular completamente sua individualidade e percepção por opiniões e poderes externos, sem uma real experimentação e consideração direta.

Esse é o fim do indivíduo, do ser, por um produto padronizado coletivo.
O meio social é tão agressivo e veloz que atropela e determina como o cidadão deve ser, pensar, sentir e agir para sobreviver, para ser aceito, para pertencer ao grupo – não há nenhum espaço para considerar, meditar sobre nada. O resultado desse processo anormal é a completa destruição, regressão e perda de funções naturais. A alma morre e o que fica no lugar é uma coisa reativa, automatizada, cheia de respostas que não lhe pertencem. E nesse processo, aquilo que se tornou e substituiu a religião, foi a “ciência”.


Na sociedade tudo é maliciosamente construído para que seus membros reajam em conformidade e não sintam ou pensem mais por si mesmos.

Sem a base real das leis cósmicas e naturais, através das quais observar e pensar o mundo e a si mesma, uma pessoa não pode ter nada seu e não passa de um teleguiado. Portanto, a civilização se esforça para produzir vassalos, uma coletividade e para anular indivíduos. Há um total desconhecimento e nenhuma aplicação das leis naturais à vida. Essa é a causa da vulnerabilidade e depois, da anulação do ser, do humano!

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