O Ensinamento Original do Mestre


O momento histórico que vivemos não é excepcional. A distopia, a mentira, a falsificação sempre esteve ligada aos príncipes do Planeta. O horror atual onde a mentira, a violência, a escravidão destruiu por completo a civilização onde havia, supostamente, respeito aos direitos humanos, a lei, a ordem, é, sem dúvida irreversível e tem tudo para se agravar.


A doutrina mais apreciada e seguida em todo o mundo nos últimos dois mil anos, denominada cristianismo, foi barbaramente pervertida logo nos primeiros séculos e a essência do ensinamento do Mestre Nazareno, Yaohushua apagada e seus discípulos exterminados. Até os registros de 300 anos de evangelização foram queimados pelo império romano, o qual impôs a sua versão oficial híbrida que nada ou pouco tem a ver com o Ensinamento primitivo original.
O que se imaginava sagrado e assim seria preservado e respeitado foi miseravelmente deturpado.
Há muitas mudanças e omissões e uma entre elas foi fatal para o futuro da fé “cristã”. Todo movimento espiritual certamente tem uma base de onde se origina o poder – e esse poder não pode ser fantasioso, apoiado numa crença tola e sem valor. Ora, a nova religião de estado, híbrida, pensada pelo império romano, inimigo do Mestre Yaohushua, apoiou sua crença numa coisa vazia e inexistente na ideia do Ensinamento primitivo – a salvação vicariante (coletiva) – por acreditar que o Filho de Deus, o Messias salva a humanidade ao derramar seu sangue na cruz, num sacrifício universal que anula todos os pecados e as consequências deles. E para complicar ainda mais tudo isso, o Filho de Deus foi elevado a Deus, o Filho, uma das Pessoas da Trindade.
O resultado disso, somado a adoção de outro inimigo como porta-voz da nova religião, Paulo de Tarso, foi de desconsiderar e diminuir, quase anulando os ensinamentos originais, deixando como centro da doutrina a “fé” em oposição as obras. Paulo, o autodeclarado “apóstolo”, se coloca acima dos apóstolos e mesmo do Salvador, dizendo que ele próprio recebeu os ensinamentos relevantes de Jesus ressuscitado e do próprio Deus no céu. Precisa de muita “fé” para engolir essa! Vamos recordar que isso é negar que o Mashiakh veio na carne, no corpo de Yaohushua e que cumpriu com toda a justiça. Ao criar a narrativa de que recebeu uma revelação especial diretamente do Cristo ressuscitado, com exclusividade, Paulo confessa que não acredita que o Homem seja divino, esse é o espírito do anticristo, como definido por Pedro, o vice-regente. Portanto, obviamente, o que Jesus ensinou em vida, foi esvaziado de sua força e relevância – para ser substituído apenas por uma oferenda sacrificial. Fizeram dele uma oferenda sangrenta pelos pecados passados, presentes e futuros em detrimento do Ensinamento!
Yaohushua foi chamado de, o Nazareno, uma alusão direta a sua origem doutrinal na irmandade Essênia Nazarena Ebionita (os Pobres) onde todas as tradições relevantes Essênias foram reproduzidas pelo Mestre em sua pregação: batismo, alimentação sem morte, eliminação dos sacrifícios de sangue, vestimenta, jejuns longos, doze apóstolos com três pilares, etc..
Entre essas está aquela na qual se fundamenta toda a doutrina original e que foi maliciosamente ocultada e apagada, não sem violência, pela igreja romana.
Uma breve passagem do Evangelho Essênio da Paz nos situa e esclarece sobre isso.


“E agora todos os anjos da Mãe, a Terra vos servem. E o vosso sopro, o vosso sangue, a vossa carne, se identificam com o sopro, o sangue e a carne da Mãe, a Terra, para que o vosso espírito também se identifique com o Espírito do vosso Pai Celestial. Pois, em verdade, ninguém pode chegar ao Pai Celestial senão através da Mãe, a Terra. Como nenhuma criancinha recém nascida compreende os ensinamentos do pai enquanto a mãe não a tiver aleitado, banhado, assistido, adormecido e criado. Enquanto a criança ainda é pequena, seu lugar é com a mãe, a quem precisa obedecer. Quando chega a idade adulta o pai a leva a trabalhar a seu lado no campo, e a criança só volta para a mãe ao soar a hora do jantar e da ceia. E agora o pai instrui o filho, para que ele se torne experimentado nos trabalhos paternos.”


Se isso não é compreendido e praticado, dentro de um ambiente de Escola, numa ordem e disciplina, a religião, tal como apresentada nas atuais igrejas, é uma casca sem vida.

Enfatizando, há um caminho, uma disciplina com pré-requisitos, com passos, com graus. Não se pode pular etapas e a ideia de uma salvação pela “fé”, tal como apresentada por Paulo e adotada pela Igreja romana, é não só contrária a doutrina original, mas um prejuízo para o desenvolvimento moral da humanidade.

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