A Lei essencial para o Homem – a Autopreservação


Se um homem ou a sociedade falham em cumprir com essa lei estarão condenados a extinção, cedo ou tarde.
No caso da sociedade, o que se observa, é que ela se organiza sobre pseudovalores e acrescenta um milhão de regras e ajustes compensatórios para seus erros contínuos, como defesa – essa é a origem de suas “leis, constituição”. A sociedade e seus membros estão ordenados por leis espúrias e sob um rede de complexidade infinita que sempre tende para a injustiça e a escravidão, inexorável.
Essa extensa, incoerente, contraditória e intrincada massa de regras, regulamentos, códigos e punições não tem base nas leis cósmicas e naturais, mas em motivos políticos, pessoais, de costumes e época, o que as torna injustas e conflituosas. Os legisladores, ignorantes e corruptos, empilham regras sobre regras, caoticamente. Não há, consequentemente, como seguir, reger, e julgar sobre esse emaranhado sem nexo. E isso torna todo o regramento social incompreensível e cheio de tropeços e armadilhas. Nenhum cidadão poderá dar um passo sem cometer delito, falta ou desvio e, obviamente, não tem condições de ter nenhuma visão clara sobre a sociedade em que vive. Isso torna a vida em desassossego e as pessoas em presas de assaltos pelo Estado e inimigos. No fim, tudo tende para decisões de tribunais cada vez mais absolutos que interpretam essas leis incoerentes, como desejam e impondo sentenças esdrúxulas.
Não saber como se conduzir sem cair em uma dessas inúmeras armadilhas, perdendo a liberdade, a propriedade e a igualdade, deixando que outros o conduza pela mão e esses com o poder de punir, é o princípio da injustiça e da revolta, temor e perturbação.
Não há como “reformar”, melhorar, aperfeiçoar um fundamento construído sobre esse terreno instável. As tentativas de reforma só pioram tudo, tornando a vida insuportável e um risco constante. Esse é o retrato de quase todas as nações modernas apoiadas sobre a ignorância e a negligência das leis cósmicas e naturais.
Nessas condições anormais todos estão em falta e poderão ser agredidos em qualquer momento pelo Estado e governantes. Ou seja, foram todos feitos em escravos compulsórios e inadvertidos.
A conduta deve estar apoiada em duas sensações instintivas que foram feitas para a autopreservação: o prazer e a dor, os quais dependem, para a sua perfeição, da instrução da razão e do controle das paixões.
Autopreservar-se é a lei primeira para o homem e está implantada na sua origem vital. Todos os sinais externos de ameaça a autopreservação provocam reações de defesa, fuga e ataque e, na impossibilidade desses há deformação profunda da natureza humana em neuroses, psicoses e loucura.

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