O Príncipe dos Fariseus – Nicodemo


Como não ser Nicodemo! Nicodemo era um mestre, um rabino de todos os rabinos da seita farisaica e foi ao encontro do Mestre Yaohushua e lhe rendeu homenagem dizendo que via Yaohushua como um enviado de Deus, porque viu e ouviu seus milagres e obras.
Então, o Mestre lhe respondeu, paradoxalmente, que se um homem não nasce de novo da água e do espírito, não pode entrar no Reino do Céu. E Nicodemo lhe responde, mostrando que não entendia , como poderia um homem sendo velho entrar novamente no ventre de sua mãe. É claro que com isso Nicodemo declarava uma doutrina comum na época que ensinava que todas as coisas se repetem exatamente – voltando na mesma época, mesma família, mesmos acontecimentos. De certa forma, Nicodemo mostrava que era um erudito que conhecia bem os assuntos que imaginava serem esotéricos, mas tinha dúvidas sobre eles. Ora, o Mestre lhe diz, então, que mesmo ele sendo um mestre, não conseguia entender o que estava lhe trazendo. E o que seria isso? Yaohushua lhe diz, imediatamente, ao ouvir a declaração, que Nicodemo estava atado aos sentidos e a mente lógica e que isso era inadequado e um obstáculo para ascender ao Reino do Céu. O nosso Mestre ensina que é necessário uma outra maneira de pensar, além dos sentidos, das aparências. Renascer não é algo a ser feito no círculo do tempo, o qual é inexorável e uma prisão, mas em superar essa repetição ao introduzir um outro elemento, completamente novo, algo que os sentidos, o mundo, não trazem jamais, mas somente um ensinamento verdadeiro que vem de cima, de Deus – o qual ele foi Ungido por Deus, com o Óleo da Árvore da Vida, para ensinar aos homens.
De maneira direta, Yaohushua rejeita a honra que o príncipe dos fariseus lhe atribui ao confessar que acredita nele pelos milagres, aos quais o Mestre mostra que não são o que importa, mas sim uma mudança interior, um novo conhecimento que é a única coisa capaz de libertar um homem dos nascimentos repetidos.
Esse momento, aqui e agora, que são uma lembrança de si, vendo o que não sou Eu, da realidade que não é aquela dos sentidos, introduz um elemento novo, algo que vem pelo espírito, porque carne e sangue jamais seriam capazes de revelar. O que muda na pessoa que se recorda de seu Eu Real é o que estava condenado a ser e a fazer. Aqui está claro que antes de vencer o mundo é preciso vencer a si mesmo – e é exatamente isso que o Mestre nos traz: a auto-salvação!
Esse movimento interior, através de um conhecimento esotérico é, um primeiro movimento, muito sutil, muito pessoal. Não há como começar a viagem para o espírito antes de compreender que estamos sonhando, olhando imagens e sombras projetadas na parede da caverna e prisioneiros, porque olhamos sempre na direção oposta das causas.
O tempo de cada um é um círculo fechado onde o futuro será o que é passado e o passado seu futuro. Ao morrer tudo recomeça e tende a se repetir, sem mudança.
O Mestre nos ajuda a despertar desse pesadelo e sair do círculo de repetições através de uma mudança da mente, em ver o mundo como ele é, uma imagem projetada pela mente e que pode ser mudado, antes dentro e depois fora. A tentativa de mudar o exterior, que tem sua causa e origem no mundo invisível e interior, é uma armadilha terrível – é o que leva as repetições no próprio circulo do tempo. Renascer da água e do espírito é conhecer a verdade e trabalhar dentro de si, pela compreensão.

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