O que é a Justiça: “Não faça ao outro o que não deseja que seja feito a você”!


A espera pela justiça social, aquela definida e aplicada pelo estado e governantes, é uma quimera, um sonho tolo e perigoso que serve de suporte para medidas abusivas e restritivas, portanto, injustas.
Não deve ser papel do Estado ou de governos impor medidas que forçam as pessoas a agir sob ameaças e punições. Isso sempre, inexoravelmente, acaba em injustiças cruéis e generalizadas, que jamais ocorreriam se não fosse essa interferência indevida e danosa pela força.
O fato é que leis, regulamentos, quanto mais detalhados e extensos impedem a evolução da consciência moral, do refinamento interior e determinam um povo grosseiro, estúpido, medroso e passivo.


A questão da justiça começa no ser, no coração de cada pessoa e deve ser trabalhado por toda a vida para criar uma sociedade ideal. Isso, de nenhuma maneira pode ser invertido, forçado através da ameaça, pelo Estado. De fato, a suposta maldade e incapacidade das pessoas é causada por uma sociedade construída sob princípios pervertidos e falsos. Depois que uma sociedade foi erguida sobre mentiras e erros, seus membros se apresentam incapacitados e com valores falsos. Não se pode melhorar nada pela punição e por impedir o acesso aos meios necessários à evolução psíquica/moral. O ciclo negativo se realimenta até que a sociedade/civilização se autodestrua.


Não há nada no assim chamado Estado/Governo que o faça melhor ou superior a pessoa. O Estado/Governo é uma construção artificial, petrificada, sujeita a degradação inexorável e rápida – ela não pode acompanhar ou servir a meta evolutiva humana – o que está exaustivamente comprovado pela história.
As leis e juízes são mestres, ou deveriam ser, para corrigir desvios e ajudar as pessoas a reencontrar seu bom caminho. A aplicação grosseira e esterilizada da lei para punir e agredir é extremamente negativa, sempre.
As bases da justiça são atributos físicos do homem: liberdade, propriedade e igualdade e esses devem ser trabalhados, estimulados e trazidos para a convivência por toda a vida. Se uma pessoa é ensinada que isso vem de fora, apenas através do Estado, não irá procurar dentro de si. Jamais teremos justiça se cada membro da sociedade não agir desde dentro, de sua consciência, sem ameaça ou medo.
Ninguém, a nenhum nível pode impor a pessoa conceitos e meios os quais ela mesma deve atingir pelo seu esforço e com a ajuda de seus semelhantes. O Estado/Governo não pode promover a liberdade, a igualdade e a propriedade com o uso da força – essas devem ser o resultado de uma vida entre pessoas que buscam a justiça e o amor qual é definido por: “faça ao outro como deseja que seja feito a você”!
O sonho de criar uma sociedade/civilização de cima para baixo, artificialmente, é a maior e a principal causa da loucura, da violência e da maldade. O Estado, com sua elite pretensiosa, destrói as pessoas e depois cria um milhão de meios para sujeitar e punir os desvios que ele mesmo criou.
A armadilha de implorar a “justiça” artificial e estúpida pela força, pelos poderes insensíveis e inadequados do Estado/Governo, à margem das relações humanas e das oportunidades de desenvolver e despertar a consciência moral é, claramente, a principal causa da escravidão abjeta em que o mundo está mergulhando.

É só por construir o bem que a justiça se realiza primeiro dentro e depois na sociedade. Tentar destruir a injustiça por punições, ameaças e perseguições realimenta o mal. Não se está sugerindo não reagir, não se defender mas, em entregar a outros, ao Estado, a vingança torpe que, logo, se volta contra toda a sociedade e indiscriminadamente, começa a punir negativamente a todos.
É preciso atentar que a justiça está primeiro dentro, através de seus atributos físicos: liberdade, igualdade e propriedade. Que cada um procure em si mesmo e os pratique pelo amor para si e logo para seu semelhante.

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