Evolução e Tecnologia


É comum que se relacione tecnologia com evolução, com inteligência, com progresso. A propaganda sobre isso é contínua e extensiva.
Há um grande interesse dos poderosos para que o povo pense assim e se torne adorador e dependente das assim chamadas “conquistas da ciência”. Quanto mais dependentes e crédulos, maior o lucro e o domínio deles sobre você. Para aqueles que conseguem enxergar além de um metro, logo percebem que a tecnologia representa um risco à vida, à liberdade, à igualdade, à propriedade, à justiça. O controle sobre a “natureza” tem um alto custo humano. Aquilo que se traduz em conforto e facilidades tem um pagamento de sangue e sofrimento.
Aquilo que chamamos “natureza”, universo, incluído o Homem, é uma imensa máquina interconectada onde nada pode ser mudado e as tentativas de usar as forças e poderes da natureza para fins pragmáticos e interesseiros provoca um desequilíbrio que deve ser corrigido, o qual se reflete sempre negativamente sobre tudo e todos e o ser mais complexo e sensível, o Homem, paga o preço mais alto. Saúde, felicidade, liberdade são sacrificados no altar da pseudociência que se traduz em equipamentos, máquinas e produtos.
Entre todas as “conquistas” nessa área estão a militar e a farmacológica. A militar, obviamente é uma ameaça evidente e a dos remédios e vacinas se revelou recentemente uma ameaça tão grave e real quanto a das armas de extermínio.
Às pessoas, cada vez menos é permitido viverem suas vidas e escolherem seus caminhos.
A evolução possível ao homem não é aquela que se traduz em tecnologia, em uma evolução inconsciente, casual e mecânica de seu corpo em uma nova espécie ou em drogas e coisas que o façam supostamente mais poderoso ou inteligente. Isso é o que aqueles que dominam esses meios quer que você pense para escraviza-lo absolutamente.
A evolução possível ao homem é interior, psíquica, consciente, voluntária e pessoal. Esse é aquele caminho estreito que só alguns ousam entrar e percorrer.
Chegamos a um ponto, que certamente é uma repetição de outras crises em outras épocas e lugares da vida da humanidade, onde parece que as soluções são exclusivamente políticas, militares, tecnológicas. O senso comum insiste que pensemos que só sobreviverão e terão alguma chance de se manter aqueles que apoiam, se submetem aos que detém o poder tecnológico.
Da mesma maneira que a pseudociência da medicina não pode curar nada, nenhuma das assim chamadas doenças, porque atua sobre as consequências, isto é, sobre os sintomas, aliviando seus efeitos, também não há nenhuma saída forçando sobre a natureza, usando de violência, de artifícios, barganhas e subterfúgios sempre tentando corrigir as consequências de suas ações contra as leis cósmicas e naturais. É evidente que a civilização está sempre em constante risco e ameaçada de destruição e num estado de desassossego, de luta e guerra. Isso não é porque a natureza é imperfeita e cruel, mas porque suas leis são afrontadas e negligenciadas.
A verdadeira ciência começa no conhecimento e na harmonia com as leis naturais, essa é a base, o fundamento. Mas, ao homem se exige muito mais. O que nos é pedido tem a ver com a consciência, com uma mudança interior, uma transformação da mente. Se o mundo pode ser melhor então deve começar com uma mudança interior, uma melhora no estado psíquico.
O sonho insano e grosseiro de melhorar o mundo pela tecnologia sempre foi desastroso e agora nos encontramos novamente a beira do abismo, da catástrofe e da extinção da espécie humana.
A saída é muito mais sutil e pessoal. Só há auto-evolução, autocura, auto-salvação. As ofertas sedutoras pela tecnologia fizeram da vida um inferno, mas poucos podem reconhecer isso.

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