O Ensinamento

Do que se trata o Ensinamento do Mestre
Se trata da auto-evolução possível ao homem.
Essa evolução é psíquica, invisível, voluntária, pessoal e consciente. Não há e não pode haver nenhuma salvação vicariante pelo sangue, como maliciosamente tem sido pregado pela Igreja romana e suas ramificações posteriores.
A Vontade de Deus não se faz na Terra, mas pode se fazer internamente, pessoalmente e voluntariamente em cada um de nós.
O Homem é um experimento cósmico no sentido que está incompleto e deve se completar por uma transformação em níveis, começando por uma metanóia, uma mudança da mente e, depois, um renascimento, um nascer de novo da água e do espírito. Essas ideias só fazem sentido se se compreende que há um estado possível e desejável ao qual se pode atingir, denominado no Evangelho de “Reino dos Céus”, uma condição interior superior. Isso implica que estamos incompletos e não produzimos frutos. Se não produzimos frutos, se não evoluímos o experimento falhou. Isso pode acontecer com a própria humanidade. Parece bem claro que socialmente, do ponto de vista da civilização, se tomou um mau caminho e a humanidade pode ser extinta por não ter mais utilidade para a Criação assim como para ela mesma. A maioria é simplesmente, palha para ser queimada.
O Ensinamento nada tem de emocionalmente tolo, centrado na superstição e numa fé estúpida onde todos seriam salvos se apenas acreditarem que Jesus teria derramado seu sangue como resgate daqueles que repetem, sem a menor racionalidade, a fórmula pregada por padres e pastores ilusionistas. Todos esperam por milagres e, na ausência desses, num céu garantido no pós mortem.
O caminho é estreito e poucos vão por ali. O pior lugar para se instruir são as tais “igrejas oficiais” – ali você será encaminhado ao precipício – são cegos guiando cegos.
Há uma questão interessante sobre o coletivo e o individual. Em geral, as pessoas não instruídas em uma escola esotérica estão em uma condição pior que a humanidade. Ou seja, o nível de ser e as leis que regem a humanidade são superiores e “melhores” do que aquelas que determinam a vida de cada pessoa. Ora, instintivamente, as pessoas concluem que estão mais protegidas seguindo a maioria, os movimentos coletivos de massa – o que não deixa de ser verdadeiro! Porém, “a vontade de Deus não se cumpre na Terra” e a lei que comanda aqui é involutiva, as massas servem as leis da criação e terminam por alimentar a Lua. São apenas palha a ser queimada, mesmo que tenham aqui algum conforto e se sintam fazendo parte de algo e protegidas. Nada aqui, externamente, na vida, faz sentido, a não ser que seja vista como um meio para um fim e não como um fim em si mesma. Todos os movimentos e civilizações tem um comportamento cíclico, giram em círculos, sobem e descem, melhoram e pioram, crescem e minguam, inexoravelmente. Não vão a parte alguma e a história revela os fatos inegáveis dessa armadilha cósmica.
A saída é pessoal, íntima. O indivíduo instruído, somente ele, tem a chance de evoluir verdadeiramente. Seu caminho é, aparentemente, visto com os olhos, captado pelos sentidos e pela mente lógica materialista, sempre um fracasso! Entretanto, ele somente, pode evoluir naquilo que no Evangelho está apresentado metaforicamente como “o reino do céu”. Exclusivamente ele pode escapar do destino e deixar de repetir, sofrer e continuar dormindo o sono hipnótico. Nesse sentido, ao contrário do que o instinto das massas indica, a saída da prisão e da condenação, somente o indivíduo, voluntariamente e conscientemente escapará e, portanto, está acima da massa reativa e sonhadora, mas isso não acontece porque se acredita, mas porque se começa a agir, além da mente condicionada.

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