O que é o Homem?


Há algumas teorias sobre o que somos.
A pseudociência em voga afirma que somos um produto do acaso, um acidente múltiplo, que foi dando certo, começando lá no Big Bang (que também teria sido um acidente de sucesso onde todos os globos continuam girando em ordem e o nosso sistema solar seria o único em trilhões de km onde a vida orgânica se fez possível – casualmente, também. Não podemos esquecer, ainda, que a própria matéria com todos os seus elementos e organização em átomos com milhares de componentes organizados se mantém estáveis e únicos em seus elementos e tudo vindo do NADA. Tudo isso também inexplicavelmente, por acaso!
Como seríamos um produto do acaso, de uma suposta evolução por mutações inexplicáveis, mas positivas (trilhões de trilhões delas), chegamos ao que somos hoje, um “elo perdido”. E isso só aconteceu, supostamente, no passado, agora nenhum desses milagres pseudocientíficos ocorre.
Não há nenhuma espécie hominídia entre nós. Somos únicos e os nossos ancestrais mais próximos desapareceram todos, misteriosamente. Aqueles que deveriam ser as espécies mais capazes foram extintos, contra toda a teoria da sobrevivência dos mais fortes e sobraram os menos capazes, os elos mais distantes, inexplicavelmente, os símios – que seriam anteriores aos hominídeos e depois, nós.
Só para fazer um exercício, um pequeno esforço de imaginação, deve-se construir uma teoria onde as mutações levaram ao nascimento de masculinos e femininos simultâneos (necessários para a reprodução) – o que requereria mais sorte com uma probabilidade negativa de quatrilhões. É como se você sempre ganhasse o prêmio com 1.000.000.000 de números para acertar em cada sorteio. Tudo isso eles chamam de “ciência” incontestável e a negação disso é visto como um crime pavoroso.


Há ainda outras doutrinas filosóficas e religiosas. Falam em criação, livre arbítrio e determinação absoluta do destino. Essas doutrinas tomadas ao mesmo tempo são muito contraditórias e, em geral, quando as coisas não são aceitáveis, se lança mão da fé, do dogma.
Segundo as doutrinas religiosas mais comuns, somos pecadores contumazes e devemos ser salvos coletivamente, pelo sangue do inocente, se apenas acreditamos nisso. De outra maneira, estaremos condenados. Acrescente-se a isso, que alguns já estariam condenados e outros já estariam salvos. Ou seja, alguns nunca creriam e outros creriam forçosamente. Mas, há dissidentes dessa doutrina. Teríamos o livre arbítrio para fazer qualquer coisa. Tudo isso e muito mais está misturado e confuso na mente da maoioria das pessoas – uma verdadeira “salada russa”!
O problema é que se uma pessoa não tem isso claro, tomando tudo dogmaticamente, sem o uso cuidadoso da razão, ela estará irremediavelmente perdida e sujeita a crer em falsos profetas e a ser dominada por aventureiros.


Segundo o cristianismo esotérico o Homem é um experimento de uma inteligência superior, ele vem do invisível e do superior e não do inferior e acidentalmente, como preconiza a pseudociência atual.
O Homem é um experimento em evolução interior, psíquica e, para isso, seu corpo precisa ser um instrumento estável sobre o qual um crescimento organizado pode ocorrer, consciente e voluntariamente. Ou seja, essa evolução não pode ser forçada, imposta, casual, acidental, por qualquer meio. Se o Homem toma contato com o conhecimento esotérico e trabalha, sob orientação de uma escola filosófica esotérica e pode ou não ter sucesso – a salvação e a evolução não são jamais garantidas, automáticas.
O meio para que a evolução aconteça são as condições normais de vida, “melhores ou piores”, mas não impeditivas, onde um Homem, o ser invisível que habita o corpo, pode crescer e dar nascimento a um segundo, terceiro e quarto corpo dentro do corpo físico, que é o meio natural adequado e necessário.


Ora, a ideia de criar um paraíso terrestre, de facilidades e tecnologia é uma quimera e um desastre para o Homem porque introduz coisas não previstas e prejudiciais em sequência, de tal maneira que o propósito humano original se perca. As melhores condições são as mais próximas da Natureza, com todas as suas dificuldades, as quais, mesmo que sejam necessárias, não são suficientes. Um conhecimento especial precisa estar disponível e ser encontrado por uma pessoa normalmente desenvolvida, a qual seja tocada por essas ideias esotéricas.


Só existe auto-salvação, auto-cura e autopreservação porque somos um experimento em auto-evolução. Só estamos relativamente prontos fisicamente – psiquicamente, há tudo por fazer e isso depende de querer e amar esse crescimento. O detalhe aqui é que tudo começa com se dar conta da condição inadequada em que todos nos encontramos: não somos conscientes, não podemos fazer e não temos uma vontade real. Recebemos um corpo naturalmente pronto e organizado, mas não uma psicologia – essa precisa ser construida inteiramente. A vida é uma verdadeira aventura e nós mesmos somos o objeto e o alvo dessa viagem. É preciso de roteiro e começar a andar!

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