O Humano e a Civilização


Tudo aquilo que pode ser acessado pelos sentidos e pelas funções orgânicas e ser compreendido pelo homem que se submete a uma disciplina de escola de conhecimento, ou seja, o que acontece no homem, física e psiquicamente é o humano – entretanto, máquinas, as extensões dos sentidos e de nossos membros, não são humanas.


Estamos vivendo num mundo que não somente não é humano, mas é anti-humano, morto e artificial e isso, levará, finalmente, a morte física e também a espiritual. Toda essa cultura alienígena deve ser inteiramente rejeitada.
A parafernália de coisas apresentadas como “cultura”, como avanço tecnológico e científico, impede e distorce o real desenvolvimento humano. O que deveria interessar é o crescimento interior em detrimento do exterior. A ciência, o conhecimento, dispensa os meios de registro, de complexidades e sofisticações intermináveis que assistimos hoje nessa sociedade. Há uma evidente confusão sobre o que é ciência e o que é tecnologia. Conhecer e compreender diretamente mundo natural é essencial para a sobrevivência, mas a manipulação desse meio, o domínio da natureza vai em detrimento do crescimento dos poderes da consciência. Caminhamos para ser um mundo previsível, onde tudo está determinado e pronto – um formigueiro, uma colmeia, um cupinzeiro!
Na medida que a tecnologia avança, o humano desaparece ou se deforma. As “facilidades e confortos” impedem o crescimento interior, o desdobramento da inteligência e do sentimento. Chegamos ao ponto de que o próprio organismo, a saúde, sofre violentamente com o artificial.
Imaginar que o nosso corpo precisa de coisas artificiais para viver, para se defender do “ataque” de seres microscópicos, é patético e ridículo. Isso é mais uma armadilha para destruir a saúde e dominar o povo. Nesse momento, e isso tem avançado sempre nessa direção, o povo acredita que nem ao menos possa sobreviver sem as vacinas e as drogas farmacêuticas. Atribuem a “longevidade”, a “melhora” da vida, à tecnologia química e biológica.
Sem se dar conta, o que é humano e seu desenvolvimento possível está desaparecendo e uma sociedade artificial e tecnológica, onde nada há para fazer a não ser gozar dos prazeres artificiais proporcionados pelas máquinas. Nessa sociedade o homem é apenas um apêndice das máquinas, do mecânico, do eletrônico e digital.
Sair da prisão construída e mantida ao custo da felicidade, da liberdade, da saúde, da evolução interior, não é simples porque isso já é, por gerações, o que se imagina ser o natural e o normal. Quando se fala em abrir mão das “conquistas” isso é visto, então, como retrocesso, como uma perda inaceitável do bem estar tecnológico. Entretanto, o preço que se paga por essa prisão virtual é tão grande quanto a própria vida.

O ponto a ser observado aqui é que há uma razão fundamental para os limites de nossas funções, de nossos sentidos, da força, resistência, necessidades. Não é casual ou acidental que seja assim. Isso nos define como espécie particular, com um propósito, e evolução possível. Para aqueles que podem ver, ao que chamamos homem é muito mais o homem real aquele psicológico, invisível do que o visível. O homem visível está pronto e capacitado para não somente sobreviver, mas para servir de suporte para que o homem invisível, psíquico evolua numa certa direção bem definida. Por outro lado, deslocar todo esse potencial para criar coisas fora, para ampliar os sentidos e poderes, não somente coloca toda a humanidade em risco, mas a condena à escravidão daqueles que são detentores desses poderes artificiais. Ainda, ocupar-se dessas coisas, que são perigosas e enganosas, é um real impedimento para o crescimento interior. O homem está cada vez mais limitado e robotizado.

A sua relação com a natureza não é casual, sem sentido, mas tem razões especiais. Impedir que cada ser humano tenha que sobreviver com “o suor de seu rosto” tem consequências desastrosas porque estamos projetados para crescer através dessa luta e esforço. Tudo isso é absolutamente necessario para sua saúde, para o desenvolvimento da base justa sobre a qual outras habilidades podem se desenvolver.

De nenhuma maneira, tudo é permitido ou desejável. Precisamos da disciplina nascida dessa relação construtora de força e inteligência – isso não pode ser contornado. Nada pode substituir ou dispensar essa luta diária pela vida. A atual civilização criou substitutos para todo o natural e essas coisas são artificiais e destrutivas.

O humano precisa ser revisitado e o artificial rejeitado para que a evolução necessária ao homem aconteça. Agora, inegavelmente está evidente que acorre uma involução e que o artificial medíocre e mecânico substituiu o humano e o resultado pode ser amplamente observado, através de fatos.

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