Somos todos Proporcionalmente Iguais


Um dos pilares da justiça definida por: “não faça ao outro o que não deseja que seja feito a você”, é a igualdade. A igualdade não é um elemento subjetivo, mas é um fator objetivo, real da natureza humana que não pode ser relativizado sem prejuízo da harmonia.


Uma doutrina politica, um governante, uma ideologia qualquer, não pode avançar sobre a Natureza sem provocar consequências desastrosas para as pessoas e para a sociedade. Toda organização social, econômica e política deve, necessariamente ter como alicerce, independente de sua filosofia e objetivos, a natureza humana. Estamos falando de coisas tão estruturais como a genética e as funções internas do corpo. Não se pode ignorar ou negligenciar isso.
Somos iguais em nossas necessidades básicas, nas funções orgânicas, nos meios para viver e sobreviver. Há, portanto, uma semelhança entre todos os seres humanos de maneira que uma sociedade deve levar em conta essas igualdades deixando desimpedido os meios a disposição para todos escolherem seus caminhos e interesses.

Todos tem um direito igual à vida e aos alimentos para viver e estão dotados com os instrumentos orgânicos e psíquicos para viver. É óbvio que há diferenças relativas, mas essas devem ser atendidas e proporcionadas por cada pessoa, segundo sua natureza. Não é aqui o caso de tentar igualar as pessoas naquelas idiossincrasias, porque esse é um assunto pessoal. As leis e regras particulares feitas para um determinado grupo para fazer “justiça” a suas supostas fragilidades e menores “oportunidades” e que afetam a vida de todos, são, evidentemente, injustas e criam graves problemas que tendem a levar à conflitos insolúveis e progressivos.


A interferência do Estado naquilo que é assunto pessoal ou de grupos com necessidades e características especiais, condenam a todos a se submeterem a regras feitas para igualar em coisas e valores artificiais. Quando se fala de igualdade, deve-se entender necessidades e meios gerais que atendem a base da sobrevivência e para as quais somos muito semelhantes e que não podem ser negligenciadas ou negadas.
O que se observa é que a malícia de certos governantes e de modelos políticos que, por razões de poder, trabalham para eliminar todas as diferenças obrigando a uma conformidade, terminam por falhar exatamente naquilo que todos precisam – todos ficam privados de seus reais direitos, que passam a ser barganhados pelo Estado/governo. Por exemplo, ao proporcionar pornografia, esportes, drogas, vacinas (coisas não necessárias) para satisfazer as necessidades de alguns em detrimento de muitos, o Estado/Governo altera as bases da vida e deixam faltar os elementos básicos para a vida de todos. Ainda, naquilo em que somos diferentes são coisas desnecessárias para a vida, por definição – ou todos dependem delas ou ninguém pode ser privilegiado/protegido.

Finalmente, a Natureza está proporcionalmente adaptada ao Homem, de maneira que, há um equilíbrio que é suficiente para satisfazer as necessidades precisamente naquilo em que somos iguais e não nas eventuais diferenças. Quando a energia é empregada para proporcionar satisfação de desejos e “necessidades” particulares e bizarras esse equilíbrio se rompe porque não respeita a igualdade, mas objetiva diferenças irreconciliáveis.
O princípio da igualdade é necessário à justiça, mesmo que não suficiente. Não é uma coisa a ser determinada de fora para dentro, ela está determinada, à priori, de dentro para fora e se refere a nossa espécie e seu propósito. Não há nada a ser acrescentado aqui, porque ela se manifesta guiada por princípios orgânicos que são reais e não por parâmetros sujeitos ao tempo, lugar ou fatores relativos a costumes, ideologias ou vontade de alguém. A igualdade e naquilo que somos necessariamente semelhantes, está pronta e é compreensível por todos. Ninguém pode acrescentar ou tirar nada disso sem ameaçar o equilíbrio, ou seja, a justiça!
Toda a inutilidade e a bizarrice social, de época, que criou necessidades artificiais e pervertidas alterou profundamente o conceito natural de igualdade. A sociedade decadente e pervertida está organizada em torno do desigual, do diferente e do poder de impor isso aos outros. Não há como ser justo numa civilização baseada no desigual, nas diferenças, nas necessidades conflitantes e na medida em que essas são artificialmente impostas sob ameaça, a todos.


Respeitar as igualdades naturais e normais é justiça, impor as diferenças a todos, é injusto.
Os assim chamados “direitos” foram distorcidos e forçados anulando os verdadeiros direitos naturais , os quais verdadeiramente nos fazem iguais. Não é difícil imaginar que essa confusão sobre direitos/igualdade acabe por contaminar os campos da liberdade e da propriedade, os outros pilares da justiça.
Somos naturalmente e essencialmente iguais, mas as diferenças são individuais e assim devem permanecer. Minha religião, sexualidade, ideologia, dificuldades e defeitos não são para ser impostos aos outros numa tentativa de aplainar o meu caminho, mas em adaptar respeitosamente minhas idiossincrasias aos meus semelhantes naquilo que é possível. Novamente, é a interferência do Estado/governo que cria os conflitos e impede a paz.


O fato é que não há hoje, a nível social nenhuma harmonia, nenhum equilíbrio – e portanto, a justiça é uma quimera e o que se pratica é uma injustiça hedionda.

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