A Origem Oculta da Destruição da Família


Para envenenar, o veneno deve estar oculto e camuflado em algo desejável e inocente. Esse é o caso dos avanços e da eficiência da atual civilização. São venenos que são engolidos e até desejados pela turba ignara. Entre esses estão os produtos semiprontos e dourados dos empregos, profissões, formação, como garantia de ganhar dinheiro e com esse, pagar impostos, comprar o sustento e satisfazer os luxos e vícios insaciáveis – e não antes sob a regulação do Estado e governos sobre o que seria lícito e legal.


As profissões, especializações, aposentadoria, empregos, salários, estudos e formação profissional, enfim, toda a estrutura social foi pensada para destruir a família, esgarçar as relações pai e filhos e erguer uma sociedade matriarcal, sem pai e apoiada nos valores materiais antes que no moral, ideal e familiar. Essas coisas são desnecessárias para a sobrevivência, para a família e se opõem as relações humanas. Os meios de vida simples e diretos preservam o que é realmente humano e garantem tempo, energia e preparo para a evolução interior, mais do que o mero acúmulo de bens materiais. O pai foi diminuído e excluído e feito em um mero reprodutor e servidor material da pseudo-família. Toda a coisa foi idealizada para enfraquecer e impedir a união pai/filhos e aumentar a dependência ao Estado e da estrutura social. Muito cedo, mesmo na infância, o pai é um ausente e sua influência sobre a família é formal e artificial. Nada disso tem a ver com sobrevivência e eficiência, mas com tirar o poder natural e destruir as relações familiares. Para quem não notou, muito cedo os filhos se unem a mãe e desprezam o pai. A mãe e seus valores, que deveriam ter prioridade somente até a pré-adolescência se perpetuam e a função patriarcal nunca ocorre. A coisa foi elaborada para impedir as relações familiares e destruir os laços. Os negócios do pai, na maioria das pseudo-famílias, desaparecem quando ele se aposenta, são desprezados pelos filhos e não são fortalecidos e continuados por esses. Os filhos não seguem, não continuam, geralmente, as ocupações, negócios e profissões dos pais. Há um rompimento do que seria natural e esperado – uma certa revolta e desprezo pelas conquistas e o modelo patriarcal.


A ingerência do estado e da sociedade na família é brutal e objetiva sua destruição ou enfraquecimento. Os filhos não tem apreço real pelos pais e os filhos, em contrapartida, logo se tornam um peso para a família e são empurrados para fora. Os filhos e filhas tendem a ver a família cada vez mais como algo a ser evitado, as relações entre os pais sempre são artificiais, problemáticas e conflitantes, de maneira que eles não se sentem encorajados para constituir família ou o fazem para evitar a solidão ou pelo impulso sexual imaturo e fantasioso. O real assento da família foi destruído completamente. Os raros exemplos de sucesso são surpreendentes ou são ridicularizados como submissão, como atraso, como inadequados e até ameaçadores para a sociedade. A força dos laços familiares foi deslocada e sequestrada pelo estado, pelos patrões, pelas ideologias e valores fúteis. As pessoas originárias desse ambiente vicioso e doentio são fracas, medrosas, não confiáveis, exatamente como esse projeto de destruição da humanidade pretendia. As causas de vários problemas crônicos, sociais, de relacionamento, e pessoais continuam um mistério para o mundo atual porque, quem imaginaria que coisas tão “naturais” e “desejáveis” estariam na origem dos graves problemas gerais de comportamento da família?


As famílias aristocratas, ricas e poderosas fazem exatamente o contrário das massas: são tradicionais, conservadoras e revelam uma estrutura onde há papéis femininos e masculinos bem marcados nas relações familiares. Em todas as ideologias e regimes esses mandatários incentivam, promovem e determinam para seus súditos e dominados um modo de vida e costumes que eles não seguem. É óbvio que sabem que famílias coesas e fortes são contrárias à dominação e as pessoas crescidas nelas representam problemas para se submeterem à escravidão, essa cada vez mais evidente na sociedade contemporânea.


A propaganda e a organização social atual se apoia nesses valores e costumes destrutivos e anormais para a natureza humana. Aliás, os regimes atuais, de direita, de esquerda e ditaduras seriam impossíveis com pessoas normais e saudáveis. É necessário destruir completamente a natureza e o equilíbrio humano para dominar e conduzir passivamente os rebanhos humanos antes de instalar quaisquer dos Estados e governos como os atuais. Diante da passividade e rebaixamento moral e intelectual das massas fica possível dominar e aniquilar sem resistência – o que seria impossível em e sobre seres humanos saudáveis. A ameaça à liberdade, a restrição dos direitos fundamentais inegáveis e assustadores em todo o mundo não são o resultado de um acidente, mas de um projeto maquiavélico persistente e longo para mudar a natureza humana. O motivo da fragilidade social diante do avanço totalitário e ditatorial está na base da própria organização da sociedade. O coletivismo, o estatismo, a dependência e não sustentabilidade da pessoa e famílias são os cabrestos invisíveis da escravidão inexorável.

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