Sobre as Parábolas

E os discípulos vieram a Yaohushua e disseram: “Por que falas em parábolas à multidão?” Ele respondeu: “Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino do céu, mas a eles, não é dado.
“Porque, aquele que desta maneira tem, a ele será dado e terá mais abundância; mas aquele que não tem, dele será tirado, ainda aquilo que parecia ter.
“Assim lhes falo em parábolas, porque, vendo, não veem; e ouvindo, não ouvem, nem compreendem.
“Porque neles é cumprida a profecia de Isaias, que diz: ‘Ouvindo, ouvireis e não compreendereis; e vendo, vereis e não percebereis; porque o coração deste povo embruteceu e seus ouvidos estão insensíveis para ouvir, e eles fecharam seus olhos, para que em nenhum momento possam ver com seus olhos e ouvir com seus ouvidos, e possam compreender com seu coração e ser convertidos, e eu possa curá-los’.
“Mas benditos são os vossos olhos porque veem e vossos ouvidos porque ouvem, e vossos corações porque compreendem. Eu vos digo, muitos profetas e homens justos desejaram ver aquelas coisas que vedes e não as viram, e ouvir aquelas coisas que ouvistes e não as ouviram”.
Estas coisas eu declaro a vós do Círculo Interior; mas àqueles de fora declaro em parábolas. Quem tem ouvidos para ouvir ouça”.

Em um certo momento o Mestre começou a ensinar por parábolas e isso confundiu até mesmo seus discípulos.
As próprias razões para que tenha feito assim são perturbadoras e revelam, ademais, que a um certo nível elevado não há como receber o Ensinamento senão por parábolas – uma linguagem simbólica e agora, completamente perdida para essa nossa Era.
Numa civilização decadente e apodrecida como essa atual, onde o misterioso, o invisível e o milagroso desapareceram e são escarnecidos e, tudo depende da tecnologia, de máquinas e a esperança está depositada na pseudociência – que foi sequestrada pelos poderosos que a usa para controle e dominação do povo – nada da essência do ensinamento original do Mestre pode chegar à multidão.
Está cada vez mais restrito a pequenos grupos/escolas a possibilidade de compreensão. As igrejas oficiais são um real impedimento a qualquer evolução humana.
Para quem ainda tem alguma dúvida de que sempre foi assim e de que agora, dadas as condições decadentes, não haveria qualquer possibilidade de um verdadeiro mestre surgir, recordemos a parábola do semeador.
E novamente ele falou, dizendo: “O reino do céu é semelhante ao semear de semente. Eis que um semeador saiu para semear; e, como ele semeou, algumas sementes caíram ao lado do caminho e os pássaros do ar vieram e devoraram-nas.
“E outras caíram sobre os lugares rochosos sem muita terra, e instantaneamente brotaram, porque não tinham profundidade de terra; e o sol estando alto elas foram queimadas; e, porque não tinham raízes, murcharam.
“E outras caíram entre espinhos e os espinhos cresceram e sufocaram-nas. E outras caíram sobre bom solo, corretamente preparado, e produziram fruto: algumas umas cem vezes, outras sessenta, outras trinta. Quem tem ouvidos para ouvir, deixe-os ouvir.”

E a interpretação:

“Ouvi também a parábola do semeador. A semente que cai ao lado do caminho é como as não ouvidas palavras do reino. Um tal as ouve, mas não compreende estas sementes celestes. Então o maligno vem e arrebata aquilo que foi semeado no coração daquele. Estes são aqueles que recebem a semente ao lado do caminho.
“E aqueles que recebem a semente em lugares pedregosos, estes são os que ouvem a palavra e imediatamente a recebem com alegria. Ainda eles não estão bem consolidados em si mesmos e persistem somente por um tempo. Quando a tribulação ou a perseguição se ergue por causa da palavra, mais e mais são ofendidos.
“Aqueles que recebem a semente entre os espinhos são os que ouvem a palavra, mas as preocupações deste mundo e as falsidades das riquezas sufocam a palavra e ela se torna infrutífera.
“Mas aqueles que recebem a semente no bom solo são os que ouvem a palavra e a compreendem; e o bom solo também produz fruto e concebe: alguns trinta, alguns sessenta e alguns cem vezes.”

É certo que a maioria do povo pertence ao primeiro nível psicológico descrito na parábola do semeador: “Eis que um semeador saiu para semear; e, como ele semeou, algumas sementes caíram ao lado do caminho e os pássaros do ar vieram e devoraram-nas.”
Eles não compreendem nada, não se interessam por nada, estão numa condição interior perturbada e rebaixada e isso se chama BARBÁRIE!
Não se pode injetar, como pretende a pseudociência com suas vacinas, interesse e compreensão nesses pseudo-humanos, que são legião. O conhecimento e a compreensão a nível do Reino não pode ser forçada, é voluntaria e não é para todos.
A aqueles que se dão conta do horror e do futuro ainda pior, só resta se afastar num Êxodo para se preservar e estudar.

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