A Árvore Essênia da Vida e a Queda


A Queda do Homem e seu retorno ao Jardim do Éden tem a ver com dois símbolos que aparecem no Gênesis: a Árvore da Vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Para começar, os frutos dessas duas árvores não podem coexistir na vida de uma pessoa. São absolutamente incompatíveis e excludentes. A ideia de que haveria uma maneira de conciliar na vida seguir a Lei enquanto a ignoramos é uma insensatez.
O retorno do Homem ao Jardim do Éden, que é desejável e possível, mesmo que de todas maneiras negado pelas religiões oficiais, devido as edições e deturpações maliciosas dos textos originais da escritura, é virtualmente impossível na vida mundana atual. A vida, segundo os costumes e a cultura da civilização é a consequência de “comer” da árvore do conhecimento do bem e do mal!
A civilização atual é um torre cambaleante e pervertida que representa o desvio da Lei em cujo meio é impossível viver em harmonia com a Árvore da Vida. Ninguém que viva e participe da cultura, modo de vida, sociedade, conhecimento, política, economia pode viver como requerido para retornar ao Éden – tudo nela conspira para impedir o retorno.
A Queda do Homem se deveu ao afastamento da Lei, das forças, energias e conhecimento que o Criador lhe entregou como uma herança, na forma da Árvore da Vida, onde a Luz Flamejante (a consciência) o chama à comunhão com os Anjos, que são a Ponte, a conexão única possível com Deus. As forças e poderes que lhe ensinam, preparam e conectam com o Criador são os Anjos da Mãe, a Terra e os Anjos do Pai Celestial – essa é a Árvore Essênia da Vida, símbolo central da Irmandade Essênia, preservada no Gênesis Esotérico. Após a Queda, a conexão natural entre o Homem e a Lei se rompeu e só pode ser restaurada por um trabalho consciente e voluntário evoluindo por níveis, como numa escada, subindo degrau por degrau.
O Homem está sob efeito da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ele vive em desespero, insegurança e dor contínuas nesse ambiente que ele mesmo ajuda a construir e manter, na vã esperança de criar um paraíso artificial de sua lavra ou surgido, quiçá, espontaneamente. Não somente ele está sob os efeitos deletérios dessa verdadeira Babel, mas se distancia e desconhece a fonte da Vida, a Árvore que se encontra no centro do Jardim do Éden. Ele não poderá comer da Árvore da Vida se continua a também a desejar e tragar dos frutos proibidos da árvore do conhecimento do bem e do mal. O mundo, como está estabelecido é um impedimento para voltar ao Éden. Somente por comungar e reverenciar os Anjos da Mãe, a Terra e do Pai Celestial, todo o bem perdido pode ser reconquistado. Isso não é algo possível pela morte física ou como consequência dela. Se a oportunidade for perdida aqui e agora, o pesadelo continuará na repetição inexorável de uma mesma vida medíocre.

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