Não somos o nosso corpo físico


A identificação absoluta com o corpo, a preocupação com tudo o que se refere a ele é a morte da alma. Não há evolução possível nesse estado psíquico. Essa é a prisão no tempo e no espaço, na matéria – pelos sentidos.
Por outro lado, a não ser que cumpramos com o menor dos mistérios, que sejamos fiéis ao que não é nosso, com o pequeno, não poderemos acessar os grandes mistérios, conquistar o que é nosso e receber as coisas de valor.
Recebemos um corpo, por um período, um instrumento preparado e organizado com o qual construir um segundo corpo, que pode abrigar um terceiro corpo, receptáculo adequado para o Eu Real, o nosso verdadeiro Eu, imortal.
Não somos o nosso corpo físico, mas precisamos dele, ele deve ser cuidado para que outros corpos se desenvolvam.

É um meio para um fim maior e não um fim em si mesmo. Mal cuidar, maltratar, deixar perecer, desprezar, intoxicar, destruir o corpo físico é condenar-se à morte. Por outro lado, não saber e não compreender que é apenas um instrumento e meio e que estamos acima dele é viver como um animal irracional.
Fomos criados incompletos para que, voluntariamente, nos completemos, ou não! Ninguém obriga ninguém a evoluir, a crescer em compreensão e poder.
Transformar a si mesmo significa transformar-se psiquicamente, já que não é lícito ou possível fazer isso fisicamente. Interferir, influir, modificar o corpo e o meio ambiente é erguer um obstáculo intransponível para a evolução interior – já que a base sob a qual essa evolução deve ocorrer está determinada. Essas são as condições, as melhores, e altera-las é ir contra o plano, a própria Criação. Toda a parafernália pseudocientífica, tecnológica, é uma abominação porque é uma rebeldia e uma visão negativa do propósito da Criação. Há leis claras e evidentes de como viver para manter a vida. Todas as ações e meios artificiais são prejudiciais e conduzem a mil outras consequências negativas e impedem o bom Caminho.
É claro que para os incultos, ignorantes e dominados pelas suas paixões doentias, que sonham com um paraíso antes de merece-lo e acabam acreditando em quimeras e promessas vãs, se condenam a uma vida medíocre e vazia – sem significado!

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