A Perversão do Instinto na vida Civilizada

O que é preciso pontuar é que as pessoas não podem, instintivamente e biologicamente viver amontoadas como estão fazendo hoje. É evidente que, por vários motivos, sendo o principal relacionado a vitalidade, o instinto se diluiu e certos aspectos culturais promoveram, ademais, comportamentos contra a preservação.
Ao obrigar as pessoas a essa convivência anormal, como a das grandes cidades, ocorreu uma anulação e distorção do instinto de preservação. Isso impediu as guerras, e propiciou uma explosão populacional. Ademais, o instinto de viver mais afastado, em evitar os semelhantes, foi alterado para tolerância e aproximação porque foi associado a sobrevivência.
Todos os comportamentos naturais de autodefesa e agressividade foram atenuados para impedir a manifestação do instinto. Isso afetou profundamente a sexualidade e a capacidade de encontrar e escolher parceiros compatíveis.


Há no homem a necessidade de espaço, de estar sozinho, de ligação com a natureza, de meditar e ouvir o silêncio. A agitação, estar sempre cercado de outras pessoas, num ambiente artificial, poluído e barulhento o impede um desenvolvimento normal, altera sua natureza mais profunda, o torna agressivo de uma maneira neurótica e mal dirigida.
Mesmo negando e camuflando a natureza auto-preservativa do homem os adeptos do coletivismo não podem negar que o instinto natural molda o indivíduo que deve, necessariamente, garantir sua vida e bem estar para, em seguida, poder fazer o mesmo a outros (“ama teu próximo como a ti mesmo“).
Qualquer coisa que se interponha entre o homem e suas necessidades básicas são interpretadas como uma ameaça séria de sua integridade e desencadeiam comportamentos de defesa e ataque para eliminar a ameaça.


O fato é que o modo de vida assim chamado “civilizado” é absolutamente antinatural e doentio. A luta por território, por reproduzir (escolher o companheiro (a)) por defender a família e, antes a si mesmo, é da natureza humana. Obrigar o homem a uma vida que não respeite essas necessidades é um prejuízo grave e irrecuperável.
Os instintos humanos são necessários, não devem ser alterados ou suprimidos e menos ainda exacerbados colocando a pessoa em situações artificiais onde fique obrigada a atacar seu semelhante ou o mais vulnerável. Não há nada errado com a natureza humana, mas certamente, há muito que está pervertido na sociedade.
As necessidades humanas foram todas ignoradas, negligenciadas e alteradas na vida “civilizada”. O resultado são seres doentios e que manifestam uma agressividade neurótica que se volta contra eles mesmos, contra a natureza, objetos, e moldam seres revoltados e rebeldes.
Toda essa perversão está presente na vida real e nas manifestações culturais.
Um homem, produto da atual civilização, jamais será normal e não desenvolverá seu potencial. O modo de vida civilizado é uma fábrica de seres doentes.
Essas condições artificiais e portanto anormais, prejudiciais à espécie, à saúde, à vida e à sociedade, levam a consequências graves e, entre elas, a da superpopulação. Ao inibir e deformar o instinto, a vida “civilizada” retira do indivíduo o controle interno salutar de comandar sua própria vida segundo sua natureza e em harmonia com o meio. Com isso, todo o autocontrole de seus instintos sexuais e tudo o que resulta dele, ficam sob o controle externo artificial, maliciosamente alterado por uma ideologia, por uma política alheia a natureza humana. A consequência é um comportamento sexual alterado, deformado, que não responde mais ao interno na sua relação com a natureza, mas a sinais e comandos vindos de fora. E esse comportamento sexual, de defesa, territorial, protetivo, familiar, que deveria regular a população, ou seja, o número de indivíduos por território, não ocorre naturalmente e temos uma explosão populacional.

À pouco, a “riqueza” de uma nação era medida por sua população abundante, hoje, isso já é uma maldição. As máquinas assumiram o lugar das pessoas na produção de bens e até de alimentos e, as pessoas são agora indesejáveis e apenas um peso para o país e também para o mundo, segundo certos grupos de influência e controle.
Há várias tentativas ocultas e mais explicitas em diminuir a população, em controlar a população em todas as suas manifestações e comportamentos. A “pandemia” atual e tudo o que a precedeu é um exemplo inegável de como estão tentando “resolver” a distorção que eles mesmos criaram ao interferirem na natureza humana. Por outro lado, mundo despopulado, esterilizado e rico que imaginam, será absolutamente insano – isso inferno materializado.

Ao invés de aumentar a autonomia e a liberdade estão criando meios mais violentos e absolutos de controle. Isso terá como consequência homens-robôs, cupins, máquinas biológicas cada vez mais dependentes de estímulos e comandos externos. Ou seja, tudo se encaminha para a eliminação do humano a uma velocidade assustadora.

Quem ainda consegue visualizar essa realidade pavorosa, só tem uma saída, fugir de tudo o que representa essa civilização alienígena – desumana e doente.

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