Comece pelo começo


Há uma ordem, há lei para tudo. Não se pode pular etapas. Se há uma possível evolução ao homem, então essa evolução deve, necessariamente, passar por etapas.
O mundo está voltado para a negação dessa ordem, para tentar pular etapas, fraudar o processo, facilitar, circular, evitar enfrentar.
Essa Ordem é necessária à evolução e, as etapas, os obstáculos, são os meios para o crescimento, a descoberta.
O objeto sobre o qual trabalhar começa pelo corpo, pela vida que o anima e essa só pode ser acessada pela sensação. A imaginação e fugir de enfrentar, do contato, é o impedimento absoluto a experimentar o que precisa ser sentido. A matéria vivificada está aí para ser sentida, apreciada. A Lei está escrita no nosso corpo e em tudo o que é vivo.
Essa civilização, a Babilônia, se opõe ao contato e conhecimento interior – ela nos leva para longe, para fora, para o imaginário e o impedimento de sentir. Estamos sempre projetados para fora, para longe do que é vivo, e assim, não tocamos e não compreendemos a vida e as leis. Sem isso, envolvidos com o artificial, com o falso, com o sem paz, com a mentira, a vida se esvai e perdemos a chance de viver, realmente.
O que sente é a alma, a mestra da vida. Deixar de sentir é estar morto. Estar “vivo”, sem sentir é próprio dos zumbis, dos assim chamados, mortos-vivos! A sensação de si, sentir a si mesmo é a base da lembrança de si, do terceiro estado de consciência. Além disso, aqueles que vivem na imaginação, fora de seus corpos, só sentem através da violência, do desassossego. A assim chamada paz, começa e se assenta sobre a sensação de si. Essa imitação do sentir, por outro lado, é uma projeção da imaginação, quase sempre negativa ou sensualizada na busca por reproduzir, artificialmente, o verdadeiro sentir, que é: sat, cita, ananda – o gozo do viver! “Satcitānanda, Satchitānanda, ou Sat-chit-ānanda “existência, consciência, êxtase” – Eu, aqui, agora, eu mesmo!
Ainda, sem dúvida, a sensação é o assento do eu observador, necessário ao conhecimento. Não é possível o nascimento do Segundo Corpo, de Emoção, e eventualmente, o Terceiro (de Pensamento) e o Quarto (o Eu Real – o Mestre, o Masiakh), sem antes da verdadeira Encarnação! O Cristo (Mashiakh) jamais nascerá no seu coração sem trabalho inteligente e intenso. O aceitar, com tudo o que isso representa, o estar aqui e agora nesse corpo, para poder começar a Ser é um degrau inicial da Escada.
A assim chamada Babilônia, que está fora, construída de coisas mortas e artificiais, de quinquilharias sem valor, ela afasta e impede o sentir e o aceitar a vida em sua integralidade. É o estado de revolta, de rebeldia, aquele de Lúcifer! É sempre achar que as coisas percebidas do mundo estão erradas e que se pode faze-las melhor do que o Criador as fez. É não compreender que nada pode ou deve ser mudado fora, mas somente dentro. Que a vida, o viver, é um caminho para dentro, para o vivo, para a sensação e para isso, é preciso ter um firme assento no corpo e não na imaginação, no amanhã; ou no passado, na memória; mas no eterno, no aqui e agora!
Há necessidade de um apoio estável, confiável e esse é o corpo, a sensação. A imaginação, a memória como apoio da consciência é instável, uma falsificação e nada pode ser observado dali. A fidelidade e a imobilidade de um apoio (lembrem do mito grego de Atlas) é necessária e a imaginação e/ou memória corrompida faz da vida um sonho hipnótico. Estar em uma base móvel para observar e avaliar o que se passa é olhar desde um ponto mutável, o qual distorce e influencia percepção.
Sentir, estar vivo é necessário, é o início para nós como humanos, é o nascimento e a encarnação, sem o quê, nenhum real progresso pode se fazer! Um novo, mais sutil, mais avançado corpo é necessário para aqueles no caminho evolutivo – mas precisamos começar com o que temos. O assento adequado para gesta-lo é o corpo físico, que está pronto e foi projetado para isso. Usa-lo para e como um instrumento fiel para gerar um novo corpo dentro, precisa de um sentido interno, a sensação – os sentidos, voltados para fora, estão projetados para manter o corpo físico vivo, funcional e íntegro, apenas!
Mas, viver para o exterior é um desperdício.

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