Cidades-Cemitérios


Os moradores das cidades habitam casas semelhantes a túmulos em cemitérios infectos e pagam com seu sangue uma dívida eterna. Isso é verdadeiramente descer ao inferno em vida. As cidades são erguidas para o bem do Estado, com propósitos que ignoram e negligenciam a natureza e as necessidades humanas. Cada vez mais concentram as pessoas em espaços exíguos e impróprios à vida e à saúde. O conceito sobre o qual constroem torna a terra super valorizada porque onde moraria uma pessoa, concentram cinquenta. Ora, essas pessoas pagarão um valor alto por sua moradia e serão condenadas a impostos eternos para manter a propriedade. Possuir um espaço onde seria possível produzir em uma dessas cidades é virtualmente impossível e já há cidades que proíbem que moradores produzam qualquer alimento em suas propriedades urbanas. O conceito de urbano é uma perversão das necessidades humanas e morar nessas cidades se torna cada vez mais impróprio.
O Estado quer recolher impostos seja das residências, seja da concentração de pessoas que ali residem, em produtos e serviços. Rapidamente e silenciosamente fizeram das cidades locais de produção onde o Estado e alguns lucram e outros são amontoados e forçados a produzirem e a viver sob condições doentias contra a natureza.
Os governantes e empresários exploram o povo e lhe prometem viver em um local onde as pessoas supostamente teriam vantagens financeiras, “trabalho”, em troca de viver amontoados e adoecer em um local onde ficariam condenados a pagar para morar e trabalhar. A verdade, finalmente, é que são usados como peças de uma imensa máquina onde suas reais necessidades são negligenciadas e sua vida definitivamente destruída para que outros lucrem. Ninguém pode, verdadeiramente, viver numa cidade sem que tenha uma fonte contínua de renda que lhe permita pagar o custo de viver ali. Por outro lado, as promessas de uma vida de opulência, esterilizada, fácil, segura, de progresso é certamente falsa e uma armadilha que algema a vítima para sempre. Cada movimento é vigiado e registrado pelo Estado e cobrado. A máquina estatal e governamental cresce e se sofistica continuamente. O resultado para o cidadão é da escravidão absoluta.
Para aqueles que sonham em escapar há mil tropeços e dificuldades que desestimulam e ameaçam os aventureiros. Fugir pode custar muito e expor a perigos reais. A única saída é aquela onde o êxodo se faz em grupos e sob conceitos e projeto para o crescimento de todos e não para o lucro de alguns.
O falso individualismo implantado pelo estado é aquele em que todo o esforço e responsabilidade é do indivíduo e finalmente, não colhe nenhum benefício, porque os lucros são dos patrões. Essa é só uma estratégia para enfraquecer e debilitar.
Os verdadeiros objetivos são bons para todos e é necessária a união para produzir força e resistência.
O Estado e os donos do poder convenceram o povo que ele está sozinho e que o socorro só vem dele e todos que não são “autoridades”, são suspeitos. O egoísmo e a competição na busca de conquistas é mais uma forma de transformar o vizinho em adversário e isolar a todos em pequenas e fracas células – a família – que hoje está se esfacelando.
A união verdadeira deve ser em torno da Lei, da verdade, do bem e da preservação. Isso foi deslocado e pervertido em mil falsificações e acontece especialmente na política – o povo é incitado a atribuir poder a políticos e governantes para que esses dominem sobre ele.

A fonte da vida, da harmonia, está ao alcance de todos em detrimento dos poderosos. As autoridades constituídas são, por outro lado, o real impedimento, só o povo pode se libertar ele mesmo e ser feliz.
Nenhuma solução ou bem pode vir dos usurpadores. Eles não podem dar o que não têm, mas impedem o acesso as fontes de vida. A energia perdida nessa busca não encontra o bem e atribui poder ao mal.
A vida, saúde, vitalidade, paz vem da relação perfeita do homem com as leis cósmicas e naturais. Esperar que um homem, governo, o estado, cientistas tenham poder para substituir a Lei, a Deus, é uma total estupidez, loucura.


As pessoas se entregaram nas mãos de usurpadores, dos piores e mais perversos e agora se tornaram escravos da escória.
Esse poder só será retomado pela força. Ou, para alguns mais conscientes e sábios, pelo abandono absoluto de toda a dependência e convivência, onde essas bestas regem.
Isso só é possível se congregando em torno da Lei e se retirando para a natureza, da qual devemos depender e nada mais.
Qual a vantagem de viver em cidades? Nenhuma!
Há opção de sair e ter uma nova vida. Comunidades onde pessoas com as mesmas ideias e crenças, exigem apenas 10% do esforço de vida daquele das cidades, com liberdade, segurança, paz, amizade, tempo e energia para crescer como ser humano.
A maioria, entretanto, confia só nas “autoridades constituídas” que lhes roubam, agridem, escravizam.
Um país é aquele onde você tem liberdade, onde você tem acesso a meios de sobrevivência desimpedidos, propriedade e igualdade e principalmente, onde o seu vizinho é seu irmão. Você tem isso onde você mora hoje? O “Brasil” de hoje não é nenhum país, mas um campo de concentração nazista.


As nossas necessidades são simples e pequenas. O homem equilibrado se satisfaz com pouco e transforma em muito o simples. Criaram necessidades artificiais e com elas, substituíram as essenciais por quinquilharias sem valor. O estado de carência e desvitalização geral mantém as pessoas numa busca e dependência frenética e neurótica por sucedâneos tóxicos.
Nada de bom virá dos inimigos da vida, dos mercadores da morte – das “autoridades constituídas”! O acesso direto e inteligente com a Fonte, com os elementos essenciais, é o caminho exclusivo para a libertação.

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