O Mito da Moradia!


Somado a outros mitos (mentiras e ilusões) semeados e fortalecidos pela propaganda massiva, tais como emprego, profissão, representantes legais, justiça, policia, está a moradia.
O feliz morador, seja proprietário ou locatário, se sente seguro e conquistador de um território, onde imagina que será respeitado e que seus problemas territoriais estariam resolvidos. Somos, como outros mamíferos, territoriais. Precisamos marcar território e sentir segurança de que podemos dormir sem ser atacados por qualquer coisa perigosa, reproduzir e poder repousar. Essa necessidade instintiva é usada contra nós de maneira cruel pelos donos do poder.
O morador paga por uma coisa que não lhe dá essas garantias e tem a ilusão de que isso significa outras vantagens que não existem: como alimento, como intimidade. O morar, tal como chegou a ser agora, é uma coisa insustentável e tira mais do que traz em benefícios. Como tudo o que foi redefinido pela sociedade, custa um salário de escravidão.
A principal pauta dessa civilização é promover o desassossego permanente com breves e raros momentos de prazer e paz, que são interpretados como um bônus conquistado ou distribuído benevolentemente pelos senhores.
Abrigo, moradia, sem espaço para produzir alimentos e que deve ser mantido por impostos é cruel e terrível.
A situação dos moradores, assim chamados “urbanos” é de total e completa escravidão e injustiça – mesmo que imaginem que estão pagando por benefícios e vantagens de morar na cidade. Hoje está evidente que não há nenhuma vantagem e, ao contrário, que foram todos enganados e assaltados em seus direitos e sonhos.
A vida só faz sentido se uma pessoa pode, por ela mesma, independente de qualquer coisa além da natureza, ser sustentável.
A moradia não pode ser isolada e separada do sustento, do alimento. As casas, hoje, são prisões pelas quais se deve pagar e exigem do morador que se prostitua para tal.
Erguer construções umas sobre as outras, coladas e sem espaço para produzir alimentos, sufocantes, escuras, ruidosas, contaminadas por vapores fétidos e podres é condenar as pessoas a doença, a invalidez, a desvitalização e a morte – e você paga por isso!
Há muitas outras questões, como ter como vizinho inimigos, agressores, perturbadores. A lista de malefícios é interminável.
As cidades são cemitérios prontos para abrigar os zumbis que as sustentam e se arrastam e gemem por suas ruas. Ter uma moradia nelas é participar desse horror.

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