A Armadilha


Riqueza e pobreza extrema é uma distorção que leva a crimes e vícios.
Os miseráveis são manobrando e usados pelos políticos e pelos ricos e os ricos, manipulam os políticos.
O desequilíbrio, os excessos, para mais ou para menos, revelam profundas doenças pessoais e sociais. Não pode haver justiça em um ambiente de extremos e contrastes.


Aqueles que regozijam pelo sucesso dos muito ricos não compreendem que serão as próximas vítimas do monstro. Ter o suficiente para uma vida digna deveria ser o objetivo de qualquer sociedade justa.
Drenar bilhões do povo para o Estado e governos através de impostos escorchantes, como se uma elite soubesse como aplicar e distribuir essa fortuna usurpada pela força da ameaça e da violência, é roubo e assalto ao poder. Se submeter a esse jogo por promessas de benefícios que jamais se cumprem, é um atestado temerário de estupidez – o que se recebe em troca desse roubo oficial não corresponde ao prometido.


O sonho de justiça é sempre frustrado porque há um conluio entre o escravo e o seu senhor.
A autosufiência, autonomia, independência são fatores essenciais para destruir essas relações promíscuas.
Servir aos usurpadores e predadores da vida por covardia, na busca de prazer e por ganância é uma condenação certa aos próprios filhos e netos. As quinquilharias e produtos tóxicos e que pervertem corpo e mente não devem ser comprados, produzidos ou elaborados a soldo e por dinheiro sujo de corrupção. A festa irresponsável por todo um século chegou a isso que vivemos agora: o limiar da extinção apocalíptica.


Servir a maus senhores por vantagens imediatas é se condenar, aos descendentes e destruir o planeta. Os assim chamados “empregos e oportunidades” não podem serem tomados levianamente. Aquilo que é produzido através de um profissão legal hoje, é a condenação dos filhos amanhã. Criaram uma camuflagem e véu embaralhando as coisas de maneira que, com nomes e títulos, sejam legalizados e aceitos atos hediondos através dos quais se recebem vantagens financeiras e posições. A divisão e segmentação de funções facilita esconder onde elas levam. A maioria das “atividades inocentes” conduzem a horrores, escravidão e destruição. É uma civilização pensada para a escravidão, o extermínio e engano. Participar daquilo que não se consegue vislumbrar com clareza é ser conivente com o resultado final. A pergunta patética e estúpida: “como chegamos nisso”? é própria dos alienados, dos desonestos e mentecaptos. A maioria trabalha e contribui para o crime em vários níveis, legalizado pelo Estado corrupto e podre.


Me recordo de jovens engenheiros que trabalhavam na indústria bélica e passavam o dia imaginando como matar e aleijar com suas criações macabras. Isso é muito direto e próximo mas, em geral, as coisas são tão divididas e segmentadas que é impossível para pessoas com inteligência mediana entender onde sua contribuição resulta.
O fato é que as pessoas se vendem para servir a coisas que não compreendem e que levam ao mal dos outros, delas mesmas e seus descendentes, enquanto os mentores por traz desses projetos perversos, se locupletam e riem dos paspalhos imbecis que se prestam a isso.
É evidente que um trabalhador e profissional não questiona a sua empresa e patrão sobre o uso que se fará do seu trabalho e criação e nem tem a capacidade de imaginar o que resultará. Na verdade, ele não quer saber, nem quer que lhe contem – o objetivo é seu salário e prestígio.


A sociedade legaliza e disciplina milhares de funções que resultam um peças, que montadas, resultam em uma máquina gigante de moer pessoas.

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