A Era da Perturbação


Qual o ponto que hoje tem passado desapercebido? O que não é normal e natural se tornou aceitável e desejável.


As pessoas acham que viver é se submeter a essa condição indigna de guerra civil, competição, medo, agressões e fazem tudo isso por uma promessa e sonho de um paraíso construído pela tecnologia e pelos políticos.


O mundo é o que cada pessoa concebe e se não for reconstruído dentro dela e por ela mesma, a partir da Lei, da verdadeira ciência e consciência, provocará esse estado de carência e insegurança permanente que as leva a se submeterem miseravelmente às autoridades constituídas.
Se entupir com “informações”, com conhecimento falso, pseudociência, se tornou uma mania – agora acrescida de discutir tudo e tentar se impor. Esse vício de buscar informações e discuti-las revela o vazio interior.


A verdade externa é apenas um meio para a compreensão e precisa ser vivida e meditada para que faça parte da pessoa. Se esse pensar e viver for por meio de pseudoverdades, então o estrago será ainda maior. Os ditadores de ocasião e aqueles que pretendem impor essas meias verdades pela violência são aqueles que construíram seu mundo na areia.


É claro que numa sociedade competitiva, onde não há paz e segurança, essa atitude de querer obrigar os outros a se moldar a um padrão estabelecido é a tônica.
Quando as pessoas são autossuficientes e independentes elas têm seu mundo interior preservado e tranquilo – vivem e deixam viver. Ao contrário, a ânsia por comparar e nivelar tudo se deve a que não há mais nenhuma possibilidade de individualidade e o coletivo dominou tudo – o mistério oculto de cada ser humano, aquilo que é a presença do invisível e do Arquétipo em cada um e assim atrai e congrega as pessoas além de todos os interesses mundanos, desapareceu. Essas pessoas são dependentes e não conseguem sobreviver por elas mesmas.


A questão é que nessas condições, de dependência e submissão, a autopreservação e todos os meios para ela estão subdesenvolvidos, impedidos, proibidos e/ou controlados de fora. Essas pessoas jamais desenvolverão uma moral ou senso de justiça. A pouca disciplina voltada para o crescimento interior, pelas religiões, está desaparecendo ou sendo eliminada. E é óbvio que essas pessoas são incapazes de manter a própria vida e assim, põem e risco a vida dos outros. O custo de ser “tutelada” não é inexistente. Os ditadores avançam sobre a liberdade, a propriedade e a igualdade de todos e estabelecem a injustiça e o desassossego geral. E aqui só há senhores e escravos em todos os níveis e instâncias da sociedade.
A pressão por “siga o líder”, por tomar um dos partidos e ideias semeadas na sociedade, não deixou nenhum espaço para o indivíduo, para uma busca pessoal, íntima e exclusiva. Uma das principais razões desse estado de coisas é que, há muito, para ganhar algum $$$, as pessoas se submetem a tudo e temem ser punidas se não seguirem a política de seus patrões.


O guia interior, o Mestre, o Eu Real, desapareceu nessa era. Não há nem mesmo a “pequena fé”. Todos os referenciais são externos e dependem de autoridades. Não se acredita no Bem, mas apenas na violência, na mentira, em obter vantagem, ou numa crença estúpida e supersticiosa – porque nada é feito na Lei para merecer. Para trazer isso para um exemplo mais próximo, não se busca ao Criador, ao invisível e a evolução interior, esperando que tudo mais lhe seja acrescentado mas, em não crendo, se usa de qualquer meio na ânsia de garantir um resultado desejado, obviamente, atropelando a Lei e a qualquer e todo senso moral e de respeito.
Esse é o reflexo, o resultado da total ausência de fé e, por outro lado, na plena demonstração de crer exclusivamente no poder humano, na ciência, em detrimento da Lei e acima dela.


Entre desastres, sofrimento e ajustes constantes, ao custo de saúde, da justiça, da liberdade, da propriedade, da igualdade e da consciência, o mundo segue aos trancos para um de seus inúmeros ocasos e destruição.
A esperança e a supersticiosa crença num “milagre” diante dos evidentes fracassos e dores são próprios da insanidade, do barbarismo pagão. Não se pode esperar nada bom praticando o mal!

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