A Autopreservação é uma Obrigação e um Direito


Não há maior erro e blasfêmia do que entregar a própria vida aos cuidados e domínio de outros porque a primeira lei dos princípios cósmicos e naturais relativos ao homem é a autopreservação .
Somos ordenados a nos preservar desde dentro através de duas sensações, o prazer e a dor. Fomos dotados de sentidos internos básicos que nos permitem a autopreservação e isso é pessoal e não pode ser entregue a ninguém porque é uma função interior, instintiva, pessoal. Ninguém pode em nenhum momento substituir essas sensações e/ou fazer aquilo que é nossa função exclusiva, que é a de manter a nossa própria vida e saúde.
É impossível para qualquer pessoa determinar as nossas necessidades e também é uma obrigação pessoal conhecer a si mesmo de tal maneira a não somente ser fiel as sensações, como conhecer o que nos faz bem e mal como também, disciplinar-se de maneira a não abusar de nosso organismo pela busca descontrolada do prazer.
É evidente, sob essa lei, que é nossa responsabilidade e obrigação a autopreservação e que ninguém pode fazer isso por nós.
É falso, portanto, em principio e de fato, que alguém possa nos substituir nessa obrigação e assim, o suposto poder e direito de outros em nos preservar através de um pretenso conhecimento, como agora fazem os médicos e/ou o estado. Na verdade, é função sagrada dos sábios em saúde ensinar as leis da vida ou sugerir alguns caminhos, mas jamais, em nenhum momento, submeter ou interferir nas funções orgânicas de outra pessoa.
Toda a prática de drogar e invadir o corpo alheio é charlatanismo e crime contra a vida porque os cuidados com a vida são pessoais e toda pretenção de conhecer o que se passa no outro e suas necessidades, interferindo com métodos artificiais e antifisiológicos, são errados e mistificação.
O resultado de tais abominações resultou na supressão absoluta a todo o direito ao corpo, a vida e a liberdade e é isso o que assistimos estupefatos agora!
O avanço sobre o mais sagrado direito e posse que é a vida, anulou a condição humana e com ela toda a moral, responsabilidade, autonomia, direitos e deveres.
O caos, a anarquia, e o barbarismo foram impostos a humanidade através da negação do direito a exercer os instintos de preservação e de conhecer a lei da vida e aplica-la a si mesmo. No lugar das leis cósmicas e naturais, se ensina a mentira e a falsidade sobre a natureza humana e que supostamente não poderíamos sobreviver a não ser nos submetendo a uma ordem externa coletiva, ao arrepio das nossas necessidades e funções.
Não há outro caminho para a vida senão o de instruir-se no conhecimento sobre as leis cósmicas e naturais e na disciplina de nossos desejos.
Depois de se entregar a maus regentes que invadem a nossa intimidade controlando absolutamente tudo em nós, em nossas vidas e em nosso corpo, somos os escravos mais abjetos e rastejantes – não sobrou nada de humano e digno em nós. Quem não pode mais se dar conta dessa sua condição revela que essa constatação é verdadeira.

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