O Nascimento do Mestre

O Salvador, conhecido hoje como Jesus, o herói desse drama, nasceu há mais de dois mil anos em Israel, em Belém, provavelmente no início de Março e tudo isso está sugerido nas próprias várias versões oficias das escrituras e nas não oficias. Há um motivo para isso e significados em cada passagem que só podem ser compreendidos por você mesmo. Faça o seu esforço, procure instrução, se lhe interessar.
O Nascimento do Salvador
Sobre tudo o que se refere a vida e obra de Jesus, até seu nome, Yaohushua-Miriam, há disputas e isso foi previsto, e não poderia ser de outra maneira.
Aquilo que foi registrado ocorreu de várias maneiras e por muitas pessoas e, sem dúvida, a maioria dos escritos foram reedições.


Recensear é contar, identificar, numerar, quem, o que faz, o que é para uma sociedade. Por que isso estaria registrado na escritura? Localiza um momento na vida da humanidade, quem estava no comando e permanece e que o mundo se submete a certas regras desse governo material. Certas coisas são o cenário onde todos, até o Salvador, deve atuar e viver. Não podemos mudar nada disso e o Mestre nos recordou isso em várias ocasiões. De fato, o ser atrai a vida e portanto, a época e contingências em que vivemos. As mudanças possíveis não podem ocorrer senão pela mudança interior. Nenhuma mudança externa é realmente possível antes disso ou em detrimento disso. Os avatares, como o Cristo, vem sabendo e por escolha a um momento e ali trabalham por uma mudança da humanidade que é sempre interior e nunca exterior. Não é diferente com cada um de nós. Não podemos determinar NADA! Nosso ser atrai nossa vida e essa, é a melhor chance e única, para um crescimento interior. Não aceitar e não compreender essas condições é uma auto sabotagem. Tudo tem significado e motivo, se conseguimos ver. Nada é por acaso e o acaso não existe. A nossa revolta é rebeldia, é ignorância e violência. O Cristo, o Eu Real dentro de nós pode ver que a nossa vida é o que precisa ser para o despertar e a consciência.

Nascer é um presente, uma dádiva, mesmo que o caminho não seja fácil. Se fosse, não haveria nenhuma chance de evolução. Por isso, a vida é Trabalho, um meio para um fim maior. Não podemos esperar o “sucesso” tolo preconizado pela sociedade nessa vida, se compreendemos a que viemos. Vamos fracassar no mundo, mas podemos vencer pessoalmente, dentro, ou ainda, fracassar em ambos. Nascer é necessário e essa graça vem do mundo superior. Já que viemos, precisamos fazer valer tudo. É estupidez se debater e revoltar. É uma dádiva e não pode ser desperdiçada. Mesmo sendo um enviado, o Profeta Verdadeiro, Jesus teve uma vida difícil e foi injustiçado pelo mundo – devemos esperar algo diferente? A natalidade é um verdadeiro presente que recebemos, de graça e a qual, precisamos fazer jus. Se entendemos isso, o Cristo nascerá em nós e o verdadeiro caminho se estenderá e conheceremos a verdade!


Uma das lições mais difíceis é a de aceitar que não podemos fazer nada e que tudo acontece no mundo, mas que podemos trabalhar e, eventualmente, mudar, evoluir. Um bebê nada faz e é cuidado, ele atrai esses cuidados por sua pureza. Temos obrigações como adultos, mas não temos o direito aos frutos de nosso trabalho e as coisas nos chegam e precisamos lidar com elas. Na medida que lembramos, os caminhos para a evolução de abrem; quando esquecemos, nos perdemos na vida de fora. É preciso compreender que o sucesso e o prestígio acontecem ou não, independentes de nós, mas o crescimento interior é uma escolha e demanda esforço.


Alguns aspectos sobre o nascimento de Jesus são notáveis. Seus pais eram da descendência de David, o rei de Israel e profeta, natural de Belém. Eles, porém, moravam na Galileia, comunidade essênia, aos pés do Monte Carmelo, onde Elias e outros profetas (todos essênios – não há profetas em Israel a não ser Essênios e esse é o motivo de terem desaparecido!) tinham origem. Não é um dado desprezível porque indica que eles pertenciam a um ramo importante de uma das três seitas judaicas: saduceus, fariseus e Essênios, daquela época. Os Essênios eram destacadamente diferentes das outras seitas e foram escolhidos pelos romanos como mestres e professores. Josefus, um historiador e regente romano escolheu os Essênios e o mestre Banus para aprender a doutrina. Os Essênios eram pacíficos e com costumes destacadamente diferentes dos saduceus e fariseus. Não comiam carne, viviam em comunidades e alguns, fora das cidades. Só eram celibatários e adotando práticas mais severas de jejum, os Essênios do sul de Israel, aos quais pertencia João, o primo de Jesus. Aqueles da comunidade de Nazaré – daí Jesus ser conhecido como Nazareno, da comunidade essênia nazarena, desprezada pelas outras seitas judaicas – formavam famílias e tinham hábitos menos restritos do que seus irmãos do Sul.
A questão do vegetarianismo é uma constante entre os nazarenos, depois chamados de “cristãos”. O batismo, o vegetarianismo, as comunidades organizadas por doze mais o mestre, roupas brancas, cabelos compridos e repartidos ao meio (como Jesus usava), conhecimento e prática dos ensinamentos esotéricos mosaicos, voto de pobreza (daí os Ebon, o “pobres”, que nada tem a ver com pobres no sentido de posses, mas dos votos) tudo isso e muito mais EXATAMENTE como os Essênios Nazarenos Ebionitas (os “pobres”). Tudo isso era oposto às práticas judaicas das outras seitas!
Há muito mais nessa passagem, mas o que trouxemos ilustra bem alguns aspectos pouco conhecidos da natalidade do Mestre.

ENSINAMENTO 4 – do Evangelho Nazareno – também conhecido como: o Evangelho Completo – o Evangelho Perdido – o Evangelho dos Doze Santos – o Evangelho da Vida Perfeita de Yaohushua-Miriam

O Nascimento de Yaohushua ha Mashiakh

  1. Ora, o nascimento de Yaohushua, o Ungido, ocorreu como se segue. Sucedeu naqueles dias que César Augusto, por meio de decreto, ordenou que o mundo todo fosse recenseado. E todo o povo da Síria, cidade por cidade, foi recenseado, e eram meados do inverno.
  2. E José e Maria também deixaram a Galiléia, saindo da cidade de Nazaré, na Judéia, rumo à cidade de Davi, conhecida por Belém (porque eles eram da casa e da descendência de Davi). Ele e Maria, sua legítima esposa, cuja gravidez se encontrava adiantada, seguiram para ser recenseados.
  3. E assim foi que, durante a permanência deles ali, o tempo de Maria se cumpriu. E ela deu à luz seu primogênito na gruta. Maria envolveu-o em faixas e colocou-o na manjedoura, no interior do lugar, pois não havia aposentos disponíveis na hospedaria. E, para sua surpresa, a gruta ficou tomada de muitas luzes. Eram tão brilhantes quanto o sol em sua glória.
  4. E havia na mesma gruta um boi, um cavalo, um asno e uma ovelha; e sob a manjedoura havia um gato com seus pequenos; e acima havia ainda pombos. E cada criatura tinha um companheiro de sua espécie: o macho com a fêmea.
  5. E isto veio a suceder para que ele nascesse no meio dos animais, os quais veio redimir do sofrimento, por meio da libertação do homem da ignorância e do egoísmo, e pela manifestação dos filhos e filhas de Deus.
  6. E havia, na mesma região, pastores, residindo no campo, vigiando seus rebanhos pela noite. E quando esses pastores chegaram ao campo, admiraram-se ao encontrar um anjo de Deus para saudá-los. E a glória do Altíssimo resplandecia em torno deles; e os pastores estavam temerosos.
  7. E o anjo disse aos pastores: “Não temais. Eis que vos trago uma mensagem de grande alegria para todo o povo. Neste dia, nasceu para vós, na cidade de Davi, o Salvador, o Ungido , o Santo de Deus. E isto será um sinal para poderdes identificar o recém-nascido Salvador: encontrareis o bebê envolto em faixas, deitado numa manjedoura“.
  8. E subitamente havia com o anjo uma multidão de hostes celestes, louvando a Deus e dizendo: ”Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”.
  9. E veio a suceder que, como o anjo os deixou e regressou ao céu, os pastores disseram uns aos outros: “Vamos agora a Belém ver esta coisa que aconteceu, que nosso Deus nos fez conhecer”.
  10. E eles se apressaram e encontraram Maria e José na gruta, e o bebê deitado na manjedoura envolto em faixas. E, quando viram essas coisas, contaram a todos sobre a experiência com o anjo e o que lhes fora dito concernente à criança.
  11. E cada um que ouvia isso se maravilhava diante do que os pastores contavam, mas Maria tomou todas essas coisas para si e ponderou-as em seu coração. E os pastores retornaram, glorificando e louvando a Deus por todas as coisas que tinham ouvido e visto.
  12. E quando oito dias se cumpriram para a sua circuncisão, a criança recebeu como nome Yaohushua-Miriam , como o anjo havia ordenado antes dela ser concebida no ventre. E cumpridos os dias de sua purificação, segundo a lei de Moisés, eles a levaram a Jerusalém, para apresentá-la a Deus (como está escrito na lei de Moisés: “Todo varão que abre o ventre será chamado santo para o Senhor”).
  13. E eis que havia um homem em Jerusalém cujo nome era Simeão; e este homem era justo e devoto, e esperava pela consolação de Israel. E a Ruach Santa estava com ele e revelou-lhe que não conheceria a morte, antes que tivesse visto o Mashiakh de Deus, o Ungido de Deus.
  14. E Simeão foi conduzido pelo Espírito ao templo; e quando Maria e José trouxeram a criança Yaohushua, para oferecê-la a Deus, segundo o costume da Lei, ele percebeu ser ela um pilar de luz. Então Simeão pegou a criança e tomou-a nos braços e, bendizendo a Deus, disse:
  15. “Agora, deixa teu servo partir em paz, segundo a tua palavra. Pois meus olhos viram tua salvação, a qual preparaste diante da face de todo o povo, para ser luz para iluminar os gentios, e para ser a glória de teu povo Israel”. E seus pais maravilharam-se com o que Simeão dissera.
  16. E Simeão abençoou-os e disse a Maria: “Eis que esta criança está determinada à queda e à elevação novamente de muitos em Israel. E sua obra será desafiada pelo poder da espada (pois uma espada trespassará tua própria alma também). E seu nascimento é um sinal de mudança que revelará os verdadeiros pensamentos de muitos corações”.
  17. E havia uma profetiza chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Asher, de idade avançada, que não se afastava do templo, mas servia a Deus dia e noite com jejuns e orações.
  18. E ela deu graças a Deus da mesma forma e falou do Ungido a todos os que procuravam por redenção em Jerusalém. E havendo feito todas as coisas de acordo com a lei, Maria e José retornaram a Galiléia, a sua localidade, Nazaré.

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