Civilização Doente

Josefus – São a coragem e a força do corpo e mente virtudes segundo a lei cósmica e natural?
Banus – Sim, e as mais importantes virtudes; porque são meios eficientes e indispensáveis para servir à nossa preservação e bem-estar. O homem corajoso e forte repele a opressão, defende sua vida, sua liberdade, e sua propriedade; pelo seu trabalho proporciona a si mesmo subsistência abundante e goza em tranquilidade e paz da mente. Se cai em desgraças, das quais sua prudência não pôde protegê-lo, suporta-as com fortaleza e resignação; e é por esta razão que os antigos moralistas tomaram a força e a coragem entre as principais virtudes.
Josefus – Devem a fraqueza e a covardia ser consideradas como vícios segundo a lei cósmica e natural?
Banus – Sim, desde que é certo que elas produzem inúmeras calamidades. O homem fraco ou covarde vive em perpétuas penúrias e agonias; solapa sua saúde pelo medo, frequentemente mal fundado em perigos e ataques; e seu medo, que é um mal, não é um remédio; ele o torna, ao contrário, escravo de quem deseja oprimi-lo; e pela servidão e o rebaixamento de todas as suas faculdades, o medo degrada e diminui seus meios de existência, tanto quanto o ser de sua vida depende da vontade e capricho de outro homem.”


Esse breve extrato do Código Essênio da Vida resume magistralmente a virtude da coragem e o vício que representa a covardia.
Banus, o mestre Essênio ensina a Josefus, isso há aproximadamente 2.000 anos sobre a sabedoria necessária à vida.
É necessário se representar como foram os homens daquela época e o que são hoje – a decadência física e moral em que se encontra a humanidade hoje é um impedimento para tudo o que é bom. São raros, se é que existem hoje, homens como Banus, Josefus, Jesus, Pedro, Moisés ou ainda qualquer homem comum.
Josefus escolheu, aos 17 anos, entre as três seitas judaicas predominantes (fariseus, saduceus e essênios) e dos Essênios pediu para ser aceito como discípulo de Banus, com o qual estudou por 3 anos. Quando formulou essas questões, e muitas outras, tinha em torno de 20 anos.
Falar hoje em coragem, força e vitalidade sem ter modelos como dos homens do passado é absolutamente inútil e tolo.
Aqueles homens nem mesmo adoeciam sequer uma vez durante toda a sua vida e seus poderes eram incomparavelmente superiores aos decadentes semi-humanos atuais.
Para resumir, é impossível sequer se aproximar dos modelos do passado.
A vida atual nas cidades, submetida as piores influências morais, de alimentação, ar poluído, água contaminada, toxinas em tudo e de hábitos pervertidos, produz homens incapacitados, decrépitos, que jamais poderão se erguer para construir as qualidades exigidas para a evolução interior.
A vida segundo a civilização atual é contra a saúde, contra o equilíbrio, a paz, a justiça, porque está apoiada na perversão da Lei cósmica e natural.
Esse mundo, com suas cidades, seu modo de vida, valores, pseudociência e tecnologia é anti-humano.
Já devia ter acabado há muito – e vai piorar. Os sinais do fim com todas as suas dores estão evidentes.

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