O Fim da Igualdade, da Liberdade e da Propriedade


Foram anuladas as bases humanas da justiça. Não há mais como viver como um ser humano, desenvolver-se ou evoluir sob a atual ordem mundial.
É exasperante assistir a passividade, a alienação e a incapacidade as quais foram levadas a população – nem mesmo suas funções perceptivas e instintivas estão funcionais e normais. Nada falta para a aniquilação, que deixará espaço e toda a estrutura produtiva para os donos do mundo explorarem e usufruírem.
A humanidade insiste em negar a Lei, a Realidade, e no seu orgulho se arroga a capacidade e o direito de construir um mundo a sua imagem – Satanás também tentou isso. O mundo e a natureza humana estão construídos para uma possível evolução, que é interior, psíquica. Não há nada a melhorar e mudar no mundo, mas sim, em nós mesmos, em cada um de nós, pessoalmente. A vida é um meio para um fim maior e não um fim em si mesma. A vida é Trabalho!
A tecnologia, a “ciência” não estão a serviço do povo, da vida, da humanidade. As supostas vantagens e ganhos com essas criações humanas são verdadeiras armadilhas. O prejuízo e o risco envolvido em toda essa parafernália já não pode mais ser negado.
O que ocorreu foi uma escolha: ao invés de se adaptar a natureza, o homem pretende mudar a natureza para que ela se adapte a ele, tal como ele se encontra, isto é, com suas taras, desvios, subdesenvolvimento, ideias falsas.
Nesse processo a natureza, incluído o próprio homem, estão sendo tratados como defeituosos, produtos casuais e imperfeitos do processo “evolutivo”.

Ao não cumprir com a Lei se produzem más consequências, dores, confusões. Então, na sua ignorância, o homem interpreta o desastre como se a natureza fosse sua inimiga e cria meios artificiais de aliviar os efeitos incontornáveis de seus próprios erros. Nessa tentativa, mais desvios acontecem em todos os níveis e em tudo.
A destruição da ordem natural se acelera e uma nova ordem é imposta pela violência, ameaça e engano. Assim, atinge-se o ponto de não retorno.
As necessidades mais essenciais são negadas e a própria natureza alterada, de modo que as pessoas não vejam a igualdade, a liberdade e a propriedade como atributos inerentes a sua natureza. E, com o desaparecimento desses atributos dentro de si, eles também desaparecem na sociedade, o que impossibilita a justiça na vida social.
A igualdade significa que todos os homens tem o mesmo direito a vida e aos alimentos que a mantém. Somos proporcionalmente iguais – todos temos direitos iguais perante as pré-condições e possibilidades da vida e evolução individual.
A liberdade se apoia no fato de que temos sentidos suficientes para a nossa preservação. Ou seja, vivemos por nós mesmos, somos independentes e livres; ninguém está submisso naturalmente a outro e nem tem o direito de dominar o outro.
A propriedade é inerente ao homem porque todos somos constituídos iguais e consequentemente independentes e livres, cada qual é o mestre absoluto, o proprietário absoluto de seu corpo e do produto de seu trabalho.
E a não ser que seja assim, não haverá justiça, que é o equilíbrio derivado desses três atributos onde: ninguém faz aos outros o que não deseja que seja feito a si mesmo – que resume o que é a justiça.
Se as causas do desequilíbrio, a manifestação da injustiça, não são mostradas claramente, as próprias tentativas de fazer e experimentar a equidade resulta em mais injustiça. E é exatamente o que assistimos nesse fim de ciclo.
Obviamente, a justiça verdadeira não é a imposição de regras, leis e decisões de “autoridades constituídas”. Isso não pode ser imposto de fora porque pertence a natureza humana, está em sua base e constituição. A complicação e as dezenas de milhares de regras são uma tentativa patética e perigosa de aliviar as consequências de uma civilização construída sobre valores e ideias falsas – não há saída por aí.


Acontece similarmente o mesmo com a pretensão da ciência em curar e mudar a estrutura humana que, supostamente, apresentaria defeitos e doenças. Como na questão social, também as causas aqui não são compreendidas e se procura “curar”, anulando ou aliviando as consequências de um viver contra as leis naturais. Ora, essas “curas”, através de remédios, vacinas e outras práticas produzem mais desequilíbrios e mais doenças.
E isso está ocorrendo em todas as áreas da manifestação humana levando a construção de um monstro que ameaça devorar e destruir tudo.


Se você não olhar para dentro de si mesmo e não pensar profundamente sobre as bases da justiça, que são a igualdade, a liberdade e a propriedade e como você as entende, vive e estão elas acontecendo em sua vida, você será apenas um servo de maus senhores.

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