As Bases da Sociedade

Viver em sociedade é, certamente, uma necessidade. O problema está sobre que bases – se essas são verdadeiras ou falsas. O fundamento da associação humana deve ser a lei natural.
Se as pessoas são aglutinadas em um conjunto caótico e heterogêneo ao que chamam indevidamente sociedade, país, nação, ao qual dão um nome, uma bandeira e um hino e escrevem um constituição e que não corresponde a natureza humana – o que temos é um povo que tende ao barbarismo, a violência, a escravidão e a miséria.
Não há como viver em harmonia e cooperação se não controlamos a própria vida. A dependência, a incapacidade de preservar-se, é, desde o princípio, um impedimento absoluto à relacionar-se com o sexo oposto, a constituir família e, mais complicado ainda, viver em sociedade.
A construção artificial e sobre bases espúrias e perversas de uma sociedade, a condena ao fracasso e ao sofrimento de seus membros. E essa é a realidade dos países ocidentais.
A instabilidade, o medo, o desassossego são constantes e tendem a piorar. A esperança de que isso possa “melhorar” é completamente tola.
A base natural da sociedade se inicia sob a força do instinto sexual, mesmo que não termine com ele. Entretanto, essa função só pode se manifestar plenamente em pessoas aperfeiçoadas e evoluídas.
Além do controle do psiquismo, a questão da saúde, da integridade dos sentidos é básica para a continuidade e aperfeiçoamento da espécie, pelo pleno exercício da sexualidade saudável.
Na prática o que temos hoje é que o amadurecimento sexual natural que ocorre para as mulheres entre 13 e 15 anos e para os homens entre 17 e 19 anos, acontece em geral com jovens completamente despreparados para compreender o lugar e a função da sexualidade. O resultado é um desastre na vida dessas pessoas e em tudo em torno. A família e a sociedade estão completamente incapacitadas para contribuir para essa condição essencial e sua interferência é negativa.
Sem essa base, que começa com a escolha de um companheiro(a) ideal, nada mais se pode esperar de produtivo e bom para a família e, consequentemente, para a sociedade. A função sexual só se manifesta de forma adequada e em sua plenitude naqueles que são íntegros e que passaram por um disciplina adequada de vida.
A perda do conhecimento e das condições no sentido de levar o jovem a condição onde esteja livre e pronto para essa realização raramente acontecem na prática e é comum que homens e mulheres de 30 anos ainda se mostrem inadequados e incapacitados.
Nenhuma ordem e ameaça externa, originada no estado e/ou governantes, pode contribuir positivamente. De fato, suas interferências são todas negativas.
Se os fundamentos são inadequados nada pode se esperar de bom. A lei natural que nos estimula a relacionar-se e a viver em sociedade necessita de certas condições que estão ausentes nessa civilização decadente. Aquilo que deveria ser para o regozijo e ajuda é para o sofrimento e um obstáculo. Milhares de neuroses psicoses e insanidades derivam dela. O problema é que, na prática, não podemos evoluir sem os outros e a relação com os outros se fez mais destrutiva do que construtiva.
A Civilização pulou e ignorou etapas e na natureza, não há saltos. Somente recomeçando sob as bases corretas e necessárias será possível avançar. E isso nos remete aos princípios da autopreservação. Precisamos de um recomeço sob bases verdadeiras.

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