Conviver é uma Lei Natural

Não Podemos Viver Isolados


A discussão sobre a condição humana ser naturalmente de um ser social ou não, é importante. Alguns aspectos podem ajudar a ver melhor e entender porque a sociedade não é um estado contra a natureza e proporciona ao indivíduo um ambiente necessário ao desenvolvimento de suas funções.
Se associar é uma necessidade, uma lei da natureza devido a organização interna humana.
Porque:

  1. Há um instinto reprodutivo, do qual a espécie depende, que promove atração entre os sexos e os leva a constituir família e determina sua condição gregária. Por outro lado, qualquer perturbação na sexualidade determina um impedimento reprodutivo, na formação harmoniosa da família e da associação com as pessoas em geral.
  2. O ser humano é naturalmente sensível e tem empatia pelos outros de maneira que compartilha sentimentos e atrações que se constituem em ligações sociais. Entretanto as neuroses emocionais deformam gravemente as relações.
  3. O estado de sociedade, fundado sobre as necessidades humanas, soma-se as outras condições que contribuem a autopreservação. Contrariamente, uma sociedade construída sobre fundamentos falsos e que negligenciam as necessidades do homem, sua natureza, são uma séria ameaça a preservação e a saúde. Nenhuma sociedade tem estabilidade se as pessoas não estão íntegras em suas funções orgânicas de modo a serem capazes de vivenciar, em toda a sua plenitude, suas funções em relação ao seu meio e a outras pessoas. E, se eventualmente estão alteradas em seus instintos e capacidades naturais, toda a condição de associação com outros estará prejudicada e não acontecerá ou se fará de maneira defeituosa. Daí que uma pessoa doente, limitada, intoxicada não somente é incapaz de preservar-se como não dará o passo seguinte que se refere a constituir família, solidarizar-se, alegrar-se e sofrer compartilhadamente com seus semelhantes e, por fim, viver em sociedade de maneira a acrescentar e melhorar as condições que garantem a vida e o bem estar. A associação entre as pessoas é uma necessidade e uma contribuição à evolução. Essas funções naturais são insubstituíveis e essenciais. Entretanto, se criaram ambientes artificiais que não estão apoiados ou se opõem as leis naturais e, fundamentalmente a autopreservação. Essa inversão e desprezo pelos elementos essenciais da vida e da saúde leva, inexoravelmente, a destruição da pessoa e das relações sociais. Assim, o cuidado e a atenção à autopreservação, como função social e como também, a base de conhecimento para a vida pessoal, é fundamental. O indivíduo é o pilar da sociedade, enquanto capaz e íntegro, assim como a sociedade, por sua vez, lhe fornece as condições de conhecimento e de meios para uma vida plena. Essa simbiose entre o indivíduo e um membro do sexo oposto, sua família e, depois, somado as pessoas de seu meio, produzem as condições ideais para a sobrevivência e a evolução. Relações entre os sexos, familiares e na sociedade sobre fundamentos falsos são destrutivas e uma condenação a uma vida de sofrimento e desassossego.

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