Sobre cientistas, especialistas e doutores


Estão usando, maliciosamente, os representantes da ciência como instrumento de opressão. As opiniões e declarações dos doutores, não importa sua veracidade ou valor, estão sendo empregadas como lei, ou seja, como uma regra mandatória, acrescida de apêndices punitivos à recusa de sua obediência cega.


Sejam as opiniões dos especialistas verdadeiras ou falsas, elas não podem ser impostas. A lei natural tem como sua essência consequências positivas ou negativas sobre as quais nenhuma outra punição ou benefício artificial deva ser acrescentado. Mudar isso, de fato, é a destruição do próprio princípio da ciência.
Condenar alguém antecipadamente, já que as consequências de não seguir a lei natural são suficientes para ensinar o correto caminho de vida, é uma fraude por definição porque, se uma pessoa é impedida de agir, de decidir ela mesma sobre a própria vida, ela jamais saberá se acertou ou errou e continuará ignorante.

Acrescente-se que todos os achados da “ciência” são totalmente falsos ou parcialmente incorretos, porque, é impossível reproduzir fielmente uma lei natural com leis formuladas artificialmente. A própria ciência de hoje reconhece que não é detentora da verdade, mas que apenas pode se aproximar dela por tentativas e erros – ao que chamam isso de “descobertas” e evolução da ciência! O que ontem foi tomado como uma verdade, hoje e amanhã será reconhecido como um erro parcial e substituído. Por outro lado, a natureza está apoiada na lei justa, benévola, universal, racional, suficiente, primária, justa, imutável,… ou seja, ela não somente ensina, mas é um meio de evolução, de melhora. A lei natural é eterna e imutável ao contrário do cientista que pretende conhecer mais do que as outras pessoas, mas apenas está de posse de algum conhecimento relativo passageiro e falho.


Impedir de uma pessoa aprender pelos seus próprios meios é condená-la a ignorância e ao barbarismo. Ensinar a lei natural é sempre positivo e impedir alguém de conhece-la é criminoso.
As pessoas só podem evoluir e se tornar úteis e melhores pelo próprio esforço. As ações dos outros impedem o conhecimento de si mesmo e do mundo. Não se pode obrigar a evolução e o aperfeiçoamento com ameaça e pelo uso da força. Esse, certamente, é um crime muito mais grave do que os erros eventuais do cidadão. Tudo deve ser voluntário e pessoal.


Se negar a seguir ordens e a se submeter é, portanto, uma necessidade, autodefesa e um direito natural. Seguir qualquer imposição ou sugestão sem que se compreenda porquê, ou ainda por temor, é absolutamente estúpido e uma falta grave. É um direito não querer, não aceitar doutrinas que contrariam os princípios morais e crenças.


Por outro lado, não há nada que qualquer pessoa possa compreender que só os doutores possam. É falso e injusto que a sabedoria não possa ou não deva ser conquistada por todos. Nenhum título, nenhuma escola autoriza ninguém a submeter ou punir outros porque ainda, supostamente, não sabem tanto quanto os doutores porque eles não têm um titulo ou lhes foi conferida autoridade oficial como a esses membros da elite governante. Ninguém é detentor, proprietário da verdade – isso é uma regressão e um abuso da força.


O objetivo e a aventura da vida é compreender, evoluir interiormente. E é evidente que isso tem um custo. Se os outros resolvem os seus problemas pessoais você ficará estagnado e certamente, regredirá. O sofrimento, o esforço, a aventura de viver, são elementos inerentes à vida. Não se pode pretender viver pelas opiniões de outros porque isso não é vida absolutamente, mas uma farsa temerária. A ciência é um guia positivo e instigante e não pode ser usado como lei com penas e ameaças acrescidas.


Não haverá justiça sem igualdade, liberdade e propriedade. No caso da imposição violenta pelo Estado e governantes da opinião dos cientistas, a igualdade, a liberdade e a propriedade, elementos essenciais da natureza humana, são roubados e assaltados pelo uso da força e do ocultamento. Regredimos hoje, ao barbarismo, com o suporte da tecnologia.

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