O Ocaso da Civilização Ocidental


Com todo o seu poder, tecnologia, riqueza e complexidade essa civilização não tem um instante de paz. A ameaça, a incerteza e a agressão são constantes na vida de todos. Pestes, guerras, escravidão, contrastes entre quem não tem nada e os que tem em excesso são evidentes.
Como foi no Egito, Roma, Grécia, Pérsia, Maias e milhares de outras civilizações não há nenhuma garantia de permanência, mas certeza de decadência e extinção.
Os sinais da deterioração, da perda de direção, o vazio de ideias e significado apontam para a queda iminente.
Nada dentro da civilização ou nascida dela pode evitar o final catastrófico. É evidente a pobreza e a confusão cultural
É virtualmente impossível para um membro genuíno dessa cultura sequer enxergar para onde vai e menos ainda imaginar uma saída.
As forças esmagadoras e brutais liberadas para mover o monstro são mortais. Não há como sobreviver permanecendo aqui. Só um Êxodo, organizado poderá salvar os que saírem do sistema.
Os servos desse inegável terror temem as consequências na forma de repressão, perda de direitos e privilégios e mais ainda, de ficarem sem seus opressores – eles acham que precisam da parafernália caótica, da ciência e tecnologia, de líderes e de toda a complexidade incompreensível mesmo que essa custe 90% de suas vidas em tempo e vitalidade.
Estão completamente convencidos de que não há outro mundo possível e viável além desse e que qualquer outra coisa seria pior. Mas, entre todos os motivos, está a hipnose que os cega e a mentalidade de escravos. Nem mesmo conseguem ver o que se passa e menos ainda sonhar com uma saída que exclua todas as “maravilhas” da tecnologia, da república, do estado, do conforto e de um paraíso mítico que viria num esperado futuro.
Poder, dinheiro e emoções negativas são os deuses dessa civilização pagã. Medo, raiva, ciúmes, inveja, orgulho, ressentimento, autopiedade, são desenvolvidas e incentivadas desde o berço. Ainda, a competição ocupa o lugar da cooperação. Essa civilização cultiva pessoas vazias, inteiramente voltadas para o exterior, máquinas biológicas defeituosas. Há muito, a mentira e o engano está no centro das relações sociais. Como o importante é vencer e enriquecer e/ou dominar estão em guerra com os outros e consigo mesmos. E isso é assim porque se são uma ameaça para os outros, os outros serão para eles. A autopreservação desde logo fica impossível e eles se tornam completamente dependentes dos que detém o poder e daí para a escravidão, é um só passo. Que sociedade, que nação pode ser construída sobre esses alicerces? Competição é outra palavra para guerra. A luta por prestigio, por bens materiais deforma a alma.
A “ascensão social” é uma tara e é representada por bens materiais, prestígio e profissões. Ao produzir cidadãos com essas características, essas sociedades estão condenadas a aniquilarem ou serem aniquiladas. De fato, a guerra interna, representada pelo que chamam de “política” dispensa agressores externos.
A injustiça e o desassossego torna impossível qualquer estabilidade e aqui, o dia seguinte não está garantido.
O fundamento da justiça, da equidade, em forma de igualdade, de liberdade e propriedade não pode subsistir e prosperar numa civilização assim.
Há uma inversão completa na gênesis da civilização e assim, a construíram sobre a areia e com materiais impróprios para o tamanho da obra.


A fonte necessariamente deve ser a Lei, a Lei determina a Natureza Humana; essa, determina, pelas suas necessidades, a Economia; a Economia a Política; e essa, a Cultura, ou seja, a Ideologia.
Isso foi completamente colocado de cabeça para baixo, invertido, na atual civilização ocidental de modo que: a ideologia/cultura determina a política, a política a economia e a economia pretende criar um homem artificial, imaginário, e esse homem, por sua vez, cria um deus, à sua imagem e semelhança. A coisa desce ainda a níveis mais baixos de maneira que esse deus está frequentemente na forma de líderes, governantes, no estado, num partido e/ou numa Constituição diante da qual esses pseudo-humanos se ajoelham e adoram.


Pode-se questionar, qual o problema da cultura, ideologia determinar a política, a política a economia e a economia o Homem?
Como essa cultura/ideologia é um produto casual, caprichoso e, provavelmente, uma construção comprometida com metas de poder e posses, não tem nenhuma base real, mas é uma invenção para justificar certas ações que afetam outras pessoas. Os desvios, as taras, as bizarrices, a doença mental, a moda, são o que ousam chamar agora de “cultura”. Pode ser observado que um modo de vida, crenças e valores são atribuídos à sociedade para justificar medidas políticas. Uma pessoa que ignora e despreza a Lei, a Natureza (incluída a humana) está apoiada em quimeras, em sonhos insanos e é um risco para ela e para todos e tudo.
Na mesma esteira, a manipulação do poder pelas ações políticas é ocasião de, autoritariamente, criar teorias econômicas e manipular a vida do cidadão. É claro que essa doutrina econômica visa, principalmente, manter o projeto de poder.
A economia vai moldar as pessoas segundo as bases imaginárias e com motivos políticos (poder), de modo que a coletividade servirá aos objetivos daqueles que controlam o poder.
O homem, produto artificial dessa inversão, perde toda a conexão com sua natureza real e passa a se comportar como uma máquina que precisa de estímulo e comandos – um mero animal inconsciente e estúpido.
A Aliança foi rompida e o Homem está por sua própria conta. O resultado é desastroso. É evidente que a Torre de Babel da confusão e da inversão dos valores está cambaleante.

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