Percepcão Humana


Compreender porque nossos sentidos apresentam o mundo como faz nossa visão, nossa audição, nosso olfato, paladar, nosso tato, nosso sentido de equilíbrio sensação de peso e localização espacial e como são ativadas e desenvolvidas as funções psíquicas derivadas delas e ainda, todas as funções de manutenção da vida que trabalham independentemente de nós, é muito mais do que uma curiosidade analítica e formal, é compreender o porquê fomos feitos dessa maneira – qual o motivo fomos projetados assim e não de outra maneira.


Há outras funções, sob o comando das funções psíquicas derivadas dos sentidos que nos capacitam ao trabalho, movimento, postura, e reprodução. Ainda, temos funções semi-instintivas como o sono, comer, beber, repouso e atividade. Tudo isso e muito mais faz parte, de maneira coordenada e harmônica, para a autopreservação. Nada disso é casual ou acidental. Qualquer disfunção ou defeito pode ser fatal, assim como um desenvolvimento e ideias defeituosas e contrarias a vida diminuem as chances de sobrevivência, de uma vida plena e resultam em prejuízos gerais a todos e a tudo.
O homem tem como base seus instintos e seus sentidos estão à frente não somente das funções vitais, mas como do desenvolvimento de capacidades superiores.
O ponto a ser observado aqui é: porque fomos dotados assim, porque nossos olhos, ouvidos, pele, olfato, equilíbrio e coordenação tem a amplitude e a limitação que têm.
Não é por acaso que a espécie humana tem essa capacidade de percepção e não outra – menor ou maior!
Nossos ouvidos, olhos, nariz e pele só percebem o mundo por uma fresta muito estreita. Ou seja, o mundo não é o que percebemos dele, mas uma coisa muito diferente, muito maior e mais complexa. Por outro lado, se percebêssemos o mundo de outra maneira simplesmente não seríamos humanos!
Fomos dotados da maneira que fomos para nos fazer humanos, para que pudéssemos viver e nos desenvolver como homens!

Ao alterar a nossa percepção e o mundo pela tecnologia, alteramos e arriscamos perverter nossos instintos e percepção do mundo e assim, produzir um desvio nas nossas funções e desenvolvimento do pensar, sentir e toda a nossa psicologia – não mais crescemos e agimos como humanos, mas como uma coisa artificial, híbrida.
Isso tem sérias consequências e se apresenta agora na sociedade e na vida pessoal. As relações do homem com o mundo tal como ele percebe não são casuais e sem motivo e, qualquer alteração e impedimento dessa percepção e das relações derivadas delas, diminuem ou impedem a formação humana e selam o destino da humanidade ameaçando gravemente a preservação.
Não compreender que a extensão e o uso natural dos sentidos e instintos é uma necessidade para o crescimento e a autopreservação é uma condenação à degradação e alteração da natureza humana.
Ao criar um mundo artificial onde o desenvolvimento e o uso dos sentidos está alterado ou impedido, resulta numa mudança importante e imprevisível do homem. Certamente, sem nenhuma dúvida, com uma importante limitação do pensar, do sentir e das condições e capacidades relativas a preservação.

O que se observa diretamente é que o comportamento humano sofreu uma mutação violenta que segue de perto as alterações da natureza pela tecnologia.
Não pode haver dúvida que uma das consequências dessa interferência no mundo, com a resultante atrofia e perversão dos sentidos, é o impedimento da evolução possível ao homem de suas potencialidades psíquicas.
Ainda, para enfatizar a questão do motivo de porque nossos sentidos são como são e não maiores ou menores, está no que é o homem. Se visto pela ótica do materialismo científico: como um acidente, um produto casual de uma evolução mecânica inconsciente e automática, exatamente como imaginado ter sido o surgimento da vida do inerte (minerais) e a formação do universo, então tudo está permitido, porque não tem sentido e pode ser usado e alterado livremente – desde que, por essa perspectiva, o homem é imperfeito porque está perpetuamente sofrendo um processo evolutivo, ou talvez, por que não, um processo degenerativo?
Se, por outro lado, somos a criação por uma Mente Superior e temos uma função preservadora e uma possibilidade evolutiva pessoal além do natural e vital então, alterar e impedir o desdobramento e uso funcional dos sentidos seria a destruição do humano.
A beleza, a harmonia, o prazer, tal como nossos sentidos nos apresentam o mundo não são casuais e obviamente, não condiz com a visão do materialismo científico, quase hegemônico na sociedade. A Lei natural e sua relação harmônica e benévola com o homem, de cooperação e desenvolvimento, se opõe a visão mecanicista e competitiva.
O que deriva daí é que o esforço e a inteligência devem ser utilizados para o homem, para a preservação de sua natureza e para sua evolução interior e não para uma transformação do mundo via tecnologia com o suposto objetivo de facilitar, mudar e salvar o Homem de uma suposta natureza agressiva e perigosa e de si mesmo, também incapacitado e vítima.

Seria por acaso, acidental, que nossos olhos são capazes de receber uma curta faixa de radiação luminosa? Assim também, os nossos ouvidos que só captam certas frequências sonoras? Ao alterar isso através de equipamentos alteramos todo o projeto e propósito – mais ou menos como dar uma arma nas mãos de uma criança ou a direção de um carro. Isso não pode deixar de ser questionado. O que a tecnologia tem a ver com o homem e como o afeta?!

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