Origem


A Lei, a Natureza Terrestre, o Sistema Econômico, o Sistema Político, a Cultura (Ideologia)


O mundo pós-moderno tem como característica principal ignorar e inverter a origem, construindo um mundo artificial, perecível, involutivo, incompreensível, injusto, local, insuficiente, malévolo irracional , enfim, completamente instável, complexo e bizarro.
Essa inversão se observa em muitas áreas, tendo a pseudociência como suporte e crença.


Uma das teses mais emblemáticas dessa pseudociência que invadiu o pensamento humano estabelecendo a inversão e a insanidade no homem é a da evolução casual, inconsciente e automática, do inferior ao superior – da ameba ao homem.
O homem moderno e pós-moderno é o produto dessa superstição. Ao implantar um pensamento do fim para o início, do externo para o interno, do particular para o todo, do inferior para o superior, se constrói um homem invertido, meio louco, incapaz de evoluir, uma casca, só capaz de análise, vazio de significado, uma máquina inconsciente, um robô.


As obras e realizações humanas são o reflexo dessa limitação: esse homem não é somente pobre de espírito, mas louco e perigoso e seus objetivos acompanham essa mediocridade, assim como sua cultura e sua política.
O homem é sua compreensão e não o seu corpo, suas posses ou seu poder mundano, seus títulos. A resposta a pergunta: o que você é? Sempre se resume a: sou pedreiro, engenheiro, médico, filósofo, professor, empresário, artista, rico, governante, juiz, advogado, etc. Ele é, certamente, essa casca sem vida e sem significado, senão o que lhe disseram ser, o título ou função social e acredita, ele próprio, nisso. De humano, ele não tem nada, apenas o nível mais primário, que é a vida orgânica e a forma humana, assim como um animal também está vivo e pertence a sua espécie própria. Aqui a diferença é que o animal se esforça, instintivamente, a se manter vivo e a viver sem causar mal ao todo enquanto esse assim chamado “homem” faz mal a si mesmo e é uma real ameaça a natureza e a seus semelhantes.


Na origem, no que o homem fez ser sua fonte primária: a cultura/ideologia ocupando o lugar da Lei, ou seu reflexo divino, o próprio Homem – com todas suas necessidades superiores, sua biologia e psicologia e sua meta e significado. Assim, restou um amontoado de nulidades, de grosserias, perversões, blasfêmias, de uma cultura/ideologia externa e interna doente e que retroalimenta a si mesma num processo de decadência inexorável até que, ciclicamente explode em violência e destruição.


O fato é que o contato e a ligação com a origem está rompida e esse homem nada sabe a respeito e antes, foge de tudo o que possa lhe lembrar de quem é, verdadeiramente, de sua origem e para onde deveria retornar e ascender – porque ele não veio do inferior, da ameba, por acaso, mas da Lei, pela Vontade. Ele destrói tudo nele e no seu entorno e se precipita em construir suportes, apoios e formas para não perecer de sua própria estupidez e males. A complexidade cultural ideológica de sua civilização, a parafernália tecnológica, política, econômica e de crenças são artificiais, são falsificações grosseiras e perniciosas que, a custo o mantém com vida e o impedem, realmente, de viver e se constituir. A essa “complexidade”, multiculturalismo, oposições, luta, máquinas, chama de progresso, quando são somente ciclos com altos e baixos que se repetem e não vão a parte alguma.


A ilusão de que possa, pela luta entre os opostos, pelo poder político e cultural resolver e salvar a civilização ou transforma-la em algo melhor do que jamais foi, está apoiada numa crença de base – de que seria possível progredir e achar soluções com os elementos da própria civilização. O problema é que não há nada ali que tenha fundamento na realidade, na origem, na Lei. São pedaços desconexos e contraditórios de conhecimento, de crenças e desejos que se anulam.


Não se pode construir nada que permaneça e se eleve sem se apoiar na verdade, na Rocha, e ainda usando materiais impróprios à construção. Tudo se resume, no momento, a tentar sobreviver às ameaças provenientes de um viver contra a Lei, contra a Natureza e contra a essência humana.
Essa civilização constrói uma bela e elaborada Torre apoiada em quimeras e para chegar a lugar algum. Está construindo para o exterior, quando o interior deveria ser seu alvo. A verdadeira evolução só é possível a partir da Lei, da origem como guia e meta e, obviamente, se o reflexo da Lei, a Natureza e o Homem, estão alterados e pervertidos, nada pode verdadeiramente evoluir.
Uma inversão interior, um recomeço sobre bases reais e originais é a única possibilidade de salvação e evolução.
Se dar conta da própria condição é doloroso e frustrante, mas também, libertador.


A Natureza está pronta e funcional, assim como o organismo humano em sua relação simbiótica com a natureza e, somente sobre essa relação e condição é possível começar a construir, que não é nada acessível pelos sentidos, mas um caminho interior só perceptível pelos sentidos internos, psíquicos e espirituais.
Uma metanóia, uma mudança da mente, através de um conhecimento cuja origem está fora e acima da civilização pode ajudar, verdadeiramente. O início é pessoal, íntimo e depois será possível enxergar as contradições exteriores. Nada pode ser mudado/melhorado/curado se não ocorrer uma autocura por um movimento pessoal, pela vontade. Tentar mudar o exterior como forma de mudar a vida e a si mesmo é inútil.

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