Os Remédios Curam?

Aqueles que estão mais atentos às reações de seu corpo desconfiam, e logo se certificam, que os remédios não curam e ao mesmo tempo, seu próprio corpo se recupera naturalmente, sozinho, sem ajuda externa. Se os remédios curassem então não haveria auto cura, isto é, o corpo não poderia regenerar-se como efetivamente o faz. As feridas cicatrizam sozinhas, os ossos se soldam sozinhos, a tosse passa sozinha, idem para o vômito, a febre, a infecção, a gripe, a pneumonia e assim por diante. Se o organismo vivo é auto regenerador significa que há nas funções orgânicas normais, seguindo uma lei e ordem naturais uma capacidade curativa e regenerativa. Os remédios, produtos da farmacodinâmica, se opõe a ordem e a lei naturais e, portanto, só podem ser um obstáculo e um fator de agravamento da enfermidade. Não existe a assim chamada “ação” dos remédios sobre o corpo, simplesmente porque o corpo vivo é que age e reage a eles expulsando-os, porque são venenos. Se um medicamento pudesse “agir” sobre o corpo, então agiria mais sobre uma pessoa mais doente e velha e mais ainda sobre um corpo inerte, morto. Na verdade, as reações mais prontas e agudas aos remédios são das crianças e jovens, cujos corpos são fortes e reativos. Temos muitos indicativos vindos da história que o passado do homem foi luminoso, jubiloso, feliz e que somente o passado mais recente, é que foi lúgubre e em trevas na ignorância, e imundície e brutalidade da Meia Idade, ao contrário do que insistentemente se faz um esforço para tratar o homem ancestral como um meio-macaco, sujeito as doenças e com vida curta. Há registros de longos períodos nos quais o homem não adoecia e que gozava de uma vida longa e paradisíaca. Neste período ele comia apenas os alimentos simples vindo diretamente das plantas e árvores da terra, diretamente delas para a sua boca e não cadáveres e alimentos cozidos e impróprios como faz hoje; ele vivia ao ar livre ao sol e nas florestas e não nas cidades infectas e sufocantes dentro de caixas de pedra sob radiação artificial; ele bebia a água da chuva e dos riachos cristalinos e se banhava frequentemente, diferente das águas drogadas e corrosivas de hoje; admirava a beleza da Natureza e alegrava-se com a vida ao seu redor, diferente da busca da beleza artificial e da alegria forçada e dependente das drogas, álcool, bens materiais, prestígio e poder; compartilhava gratuitamente da saúde das grandes e majestosas árvores ao contrário de hoje que deve pagar por uma falsa saúde induzida artificialmente pelas drogas, médicos e aparelhos; seus pés tocavam a relva que brotava da terra fértil e ele compartilhava deste gozo e poder regenerador inerente à vida nascente, diferente do isolamento que se impôs e lhe foi imposto da sua Mãe a Terra vivendo hoje num gozo forçado, compulsivo e estéril de uma sexualidade doentia. Naquele momento do passado, ou para dizer melhor, naquelas condições ideais, humanas, o homem gozava de saúde e de longevidade, sem sofrer dores, limitações, invalidez, ou morte prematura. Não se registram as atuações ou mesmo a existência de curandeiros, de xamãs, de sacerdotes para assisti-lo, porque ele raramente adoecia, ou jamais e todos reconheciam e sabiam que o poder de cura era inerente e exclusivo do organismo vivo. Depois o homem sofreu uma decadência sistemática onde seus hábitos tornaram-se infectos, bárbaros e ele adoeceu e morria cedo e hoje substitui-se uma superstição por outra. Antes a doença era culpa dos demônios ou um castigo divino e hoje um “ataque” de algum agente misterioso invisível externo na forma de bactérias, vírus, defeito genético, ou algo mais indefinível ainda. E no lugar do xamã e do sacerdote foi colocado o doutor, o médico, com poderes semelhantes aqueles seus ancestrais na cura, poderes misteriosos e indiscutíveis que somente ele deteria. Hoje sua vida é artificial, seus hábitos vão contra as leis da vida, de sua constituição, de sua biologia e fisiologia e mesmo de sua alma. Na Idade Média ele bebia água infectada, comia alimentos podres, passava fome, era brutalizado, vivia com medo, morava em lugares úmidos e bolorentos e então, adoecia frequentemente e morria facilmente, as vezes ao nascer. Nestes períodos os sacerdotes e os curandeiros tornaram-se poderosos, como o médico é hoje, com sua religião chamada de “ciência médica” pela qual é necessário pagar muito para ter o privilégio de conhecê-la. Se o homem ancestral se curava sozinho, tinha excelente saúde quando vivia em harmonia com a Natureza, certamente nós, que não somos outra espécie, mas compartilhamos da mesma biologia, poderíamos voltar aquele estado feliz. É certo que algumas coisas mudaram, mas o homem é o mesmo, sua capacidade de auto cura é a mesma. O fato do homem ter sobrevivido a toda a barbárie do passado recente, perpetrada pela superstição, ganância e ignorância incluindo os maus tratos, maus hábitos e extermínio sistemático, ele sobreviveu e reproduziu-se.

                Curar-se é um processo biológico, não uma arte. Sabemos hoje, revelado pela verdadeira ciência, que a cura é realizada por forças e processos intrínsecos ao organismo vivo e não por substâncias e coisas de fora do corpo. A assim chamada ciência médica oficial tal a como a conhecemos hoje, não tem mais de um século e já se desmentiu milhões de vezes neste período. Anteriormente esta mesma prática era um amontoado de práticas brutais, grotescas e supersticiosas. Portanto, a raça humana não pode gozar quase nada de seus pretendidos benefícios. Mesmo assim, a raça sobreviveu e não parou jamais de crescer e povoar a terra apesar das más condições. 

A evidência do poder de auto cura do corpo vivo é comprovada no fato que através de toda a história da humanidade, pacientes têm se recuperado de todas as espécies de estados de doenças não somente sem tratamento e sob modos de tratamento que hoje reconhecemos que não tinham o menor efeito de ajuda, mas eles teimaram em se recuperar também sob tratamentos que eram excruciantes. Quando se diz que sem medicamentos um paciente se recupera de uma gripe em uma semana e que com remédios ele fica bem em 7 dias, demonstra-se um fato significante. É evidente que há um outro poder, além daquele que os médicos se atribuem, que tem sido responsável pela sobrevivência e a reprodução da raça, a recuperação do doente, para a cura de ferimentos e as fraturas dos ossos.

                O que pode ser responsável pela recuperação do doente hoje? Teriam os meios de cura e restauração mudado radicalmente? Enquanto o enfermo antigamente recuperava-se em virtude de seu próprio poder intrínseco de auto cura, se recuperam agora somente em virtude das medidas terapêuticas de seus médicos e outros tratadores de doenças? A recuperação hoje depende dos mesmos poderes e processos sobre os quais ela se apoiava muito tempo atrás? 

                Nós não pensamos que a resposta correta a essas questões possa suscitar dúvida. A maioria da prática médica é francamente meramente paliativa; não é ainda, nem imaginada ser curativa. Nem o médico nem o leigo pensam que um laxativo cura a constipação ou que uma aspirina cura a dor de cabeça. Os médicos então ocupados em nada mais significante do que aliviar sintomas enquanto os inerentes poderes restauradores do paciente lhe devolvem a saúde. Nós poderíamos aceitar a prática paliativa como útil não fosse pelo fato que os próprios paliativos ocasionam distúrbios e sempre interferem com os processos restauradores do corpo.

                Se um osso é fraturado, pode ser ajustado por arte humana; mas nenhuma arte pode cura-lo (soldá-lo). Tudo o que o cirurgião pode fazer, após ajustar o osso, é esperar sem interferir pelo processo de restauração fazer o seu trabalho. Um ferimento não é uma doença; mas suas atividades vitais – dor, inflamação, febre e outras evidências da ação vital, constituem “doença” ou ação remediante. Estes representam processos pelos quais a cura é realizada. Não pode haver doença onde nada há para ser remediado e não pode haver apreciável remediação de condições anormais sem um esforço remediante – doença. Um osso fraturado, semelhante a uma carne dilacerada, é curada pela ação inflamatória. Só há auto cura. A ação terapêutica não pode curar, atrapalha o processo fisiológico e predispõe para a má saúde.

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