Superstição


Tudo o que não é um fato acessível aos sentidos, que não está em harmonia com a lei de causa e efeito, que não é racional, universal, reproduzível é algo imaginado, um sonho, uma superstição.
Sobre isso, poucos teriam dificuldade para concordar. Entretanto, paradoxalmente, o avanço da tecnologia/ciência criou certos paradigmas bizarros que conduziram a ciência adotar ares de crença religiosa e de substituir o rigor pela superstição.
Não só os leigos, mas os pesquisadores, cientistas e doutores “acreditam” em coisas que não compreendem e não veem. Quase tudo hoje em ciência não é um fato, mas suposições sobre testes, imagens macro e micro, reações químicas complexas e teorias duvidosas.
A ciência verdadeira se limita a compreensão e as ações em harmonia e concordância com as leis naturais. Estamos falando de coisas e fenômenos exclusivamente acessíveis aos sentidos. Quando esses sentidos são ampliados através de tecnologia não se referem mais ao homem. Não é por acaso que nossos sentidos tem o alcance natural que nos permite perceber o mundo dentro desses limites perceptivos – o que somos capazes de ver, ouvir e tocar é uma parte muito pequena e distorcida do universo. A tentativa e a invasão violenta do mundo inacessível aos sentidos perturba o equilíbrio natural fora e dentro e resulta em um mundo alterado. A manipulação do mundo micro e eletrônico tem ainda outras consequências funestas. Elas se referem a posse de tecnologias que submetem as pessoas àqueles que as detém. Toda essa invasão indevida a esse mundo, antes inacessível, é desnecessária e perniciosa pelo desequilíbrio que leva e por conferir um poder desproporcional aos que possuem as condições de controlá-la.
A propaganda de que seriam para o bem e a segurança é obviamente falsa e isso se revelou inequivocamente nessa crise atual.
As teorias, doutrinas e métodos da assim chamada ciência atual não são acessíveis aos sentidos e não se constituem de fatos, também estão apoiadas em coisas passadas, enquanto recebem a etiqueta e o galardão de “ciência” como um véu e obstáculo ao leigo, ao povo e, ainda, não são racionais, mas se constituem em doutrinas complexas e inacessíveis, com um dialeto propositadamente incompreensível. Ou seja, são doutrinas autoritárias e enganosas construídas para calar e impedir o acesso a verdade.
As Leis cósmicas e naturais se constituem em fatos cuja demonstração pode ser repetida e se revela uma ciência absolutamente precisa e exata como a matemática. Os homens que desconhecem e negligenciam essas leis agem contra a própria preservação.
A questão mais aguda e terminal sobre o homem e a sociedade está na Lei natural. Não há como ter qualquer progresso sem o conhecimento e o viver a Lei na vida pessoal e social.
A base está no homem como ser individual e naquilo que é a essência da Lei, que é a autopreservação. E isso não é uma questão filosófica ou teórica, mas inteiramente prática e sempre presente.
Daí não se pode falar senão em auto salvação, auto evolução auto cura, auto iniciação auto conhecimento enfim, ninguém pode fazer pelo homem individual aquilo que só ele mesmo pode fazer, exatamente como: respirar, dormir, comer, beber, comer, digerir, reproduzir. Os outros, a sociedade, a pseudociência, a religião, só podem ser um obstáculo as funções e conquistas ou pior, em geral se constituem num dano irreparável a toda a vida e vitalidade humana.
De fato, a sociedade com sua estrutura esmagadora do Estado cria problemas graves e coloca um peso enorme sobre os ombros dos cidadãos. As regras externas, artificiais, baseadas em ideias quiméricas e tolas só têm o lado negativo – são desnecessárias e prejudiciais. A tutela, a condução do homem pelo Estado, pelos governos acabou por substituir a Lei Cósmica e Natural por uma montanha de regras incoerentes e estúpidas.
O sonho que foi induzido no cidadão de que basta que ele cumpra com as regras sociais e estatais que sua vida estará resolvida – o Paraíso se encontraria logo ali na próxima esquina – é um engodo, uma armadilha mortal!
A ignorância é o pior vício e submete o ignorante e o idiota que não conhece a causa e os efeitos de nada e comete erros a cada passo, sendo um prejuízo para si e para os outros. A ciência, por outro lado, que ilumina o homem sobre as causas e os efeitos de tudo na vida, aplica-se cuidadosamente a sua preservação e ao conhecimento.
E isso só é possível se toda a sua vida está apoiada sobre a autopreservação. Nenhuma ciência pode ser construída sobre um fundamento correto e sólido que não parta da autopreservação e de toda a moral clara e direta que deriva dela. Os conceitos de bem e mal, de certo e errado dependem desse fundamento e a ciência não pode ser uma simples manipulação do mundo e da natureza. Esse é o primordial vício da civilização que só tem como objetivo as posses materiais, o poder e a luxúria.
A superstição está muito mais presente no homem, produto dessa civilização, como jamais esteve nos povos assim chamados “selvagens”.
Só um retorno as bases da vida poderá salvar a humanidade de uma queda abrupta e iminente no barbarismo.

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