O Exterminador do Presente – o Domínio das Máquinas


Em especial o cinema trouxe, sobre várias formas, durante muitas décadas, a narrativa de que a civilização mostra o avanço apoiada não no homem, na filosofia, nas ideias, na compreensão e consciência, mas nas suas máquinas, na química e bioquímica, enfim, em tudo aquilo que o homem não pode ver, ouvir, fazer com seus sentidos e corpo, mas as máquinas e a tecnologia podem.
Tudo isso avançou tanto que não se concebe mais a vida e a própria sobrevivência sem esses suportes tecnológicos. Acompanha esse estado de coisas todo um corpo de “especialistas”, doutores, pesquisadores e cientistas que interpretam os dados, fazem previsões e estabelecem ações e normas. Isso está sendo usado pelo Estado e governantes para determinar absolutamente tudo na vida do povo – acrescente-se punições e processos aos “rebeldes”.
A ficção literalmente atropelou a realidade. O avanço do artificial sobre o natural é esmagador. O que se imagina no cinema já aconteceu ou está acontecendo ainda mais fantasticamente. As máquinas e toda a tecnologia dominaram o humano em todas as atividades e manifestações sociais e humanas.
A propaganda massiva e continuada é que o homem seria incapaz de sobreviver sem a tecnologia. Isso o faz dependente e subordinado as máquinas e/ou aqueles que as controlam e as possuem. Essa complexidade é cara e pressupõe que a pessoa se renda incondicionalmente a “ciência”, como a um deus.
Os sentidos e o entendimento derivado deles, ao que chamamos justamente de ciência, não tem mais nenhum valor no mundo ou esta em vias de desaparecer. As pessoas não podem mais dar um passo, literalmente, sem que um exame, máquina, computador seja consultado e determine o que é e o que não é, como, quando, onde e quanto.
Essa “facilidade e certeza” proporcionada pela substituição das funções humanas pela da tecnologia tem um preço. O preço é a completa perda da autonomia, liberdade e a estupidificação do homem.
Assistimos isso ao vivo e a cores, de tal maneira que, cada crise, a corda aperta e se perde espaço para a automação e o não humano.
A negação do humano é uma realidade. Em todos os campos da manifestação humana a percepção, o julgamento, o desejo e aspiração foram anulados em favor de supostos testes, exames, resultados de máquinas.
Aquilo que não se vê, não se ouve, não se sente, não se entende é supostamente visto, é percebido, identificado e explicado por equipamentos ou seus operadores.
É necessário compreender o que isso significa. Não só não precisamos usar nossos sentidos, como não precisamos ou não devemos pensar ou querer porque tudo está pronto e resolvido. Isso obviamente está conduzindo as pessoas a uma involução completa.

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