Nossos Sentidos Enganam


Não é preciso ir muito longe para se dar conta que essa geração se ocupa e se interessa por tudo o que está fora, no exterior, e quase nada, de seu lado interior, invisível.
Dessa maneira, necessariamente, afirmando ser o resultado de sua percepção o “mundo objetivo” e o psiquismo o “mundo subjetivo”, cada vez mais eles estão submetidos às provas, acumulação desconexas dos fatos e coisas. Essa atitude os conduz a grave doença do vazio de significados e a atrofia seu pensar livre e pessoal. É claro que por esse motivo ficam carentes e esperam por milagres, apoiando-se em dogmas, provas científicas, soluções tecnológicas, líderes, entre outras soluções do mundo de aparências.
O que o nosso olho é capaz de ver é uma fração ínfima das vibrações que viajam a 300.000 km/s pelo universo, classificadas como energia radiante. Vemos bem pouco das oitavas de radiação do chamado espectro “visível”, que correspondem a 1/50 de todas as outras radiações emitidas, desde aquelas iguais e superiores aos RX até as ondas de rádio. Ou seja, nosso olho é incapaz de ver e o nosso cérebro de processar a maioria do que se passa no universo/Terra – somos quase cegos! Passamos a vida vendo apenas 1/50 dos fenômenos. O que vemos, sempre é o passado de tudo – o que não é mais. O sol que vemos já se deslocou 8 minutos daquela posição que imaginamos vê-lo e algumas estrelas, milhares de anos – o que vemos, não está mais onde imaginamos estar e talvez, nem exista mais. Assim acontece com nossa capacidade auditiva limitada a poucas frequências e a um intervalo de potência também medíocre (que percebe as vibrações do ar que viajam à 320 m/s); o mesmo ocorre com a nossa percepção táctil, com o nosso olfato e, necessariamente e consequentemente, a mente logica material condicionada e formada por esses sentidos é estúpida e errática – tanto quanto são limitados os nossos sentidos.
Portanto, o que percebemos e somos capazes de pensar sobre o mundo são apenas aparências, é um mundo restrito e pequeno que não corresponde à realidade, mas é uma parte ínfima e distorcida dela.
Ao apoiar a vida nas três dimensões do espaço, a quarta dimensão, o Tempo, é mal percebido e se torna, junto com as funções psíquicas, fator de escravidão e de limitações funcionais e evolutivas.
De fato, as pessoas não são o que delas vemos, ouvimos ou tocamos, mas aquilo que é inalcançável pelos sentidos – seus pensamentos, sentimentos e compreensão. O mundo que nos revela os sentidos é pequeno e enganoso. A maior parte está no invisível e nas dimensões superiores do tempo. Assim como as verdadeiras pessoas são invisíveis para nós, nós mesmos somos também invisíveis. Ou seja, somente nós mesmos podemos nos conhecer e, ao se voltar só para o mundo de aparências e se apoiar nos sentidos, esquecemos de nós mesmos e passamos a vida num verdadeiro sonho hipnótico – acreditando em meras percepções limitadas. Aquilo que nossos sentidos são incapazes de captar, os nossos pensamentos, sentimentos e compreensão e ideias – o mundo invisível, é onde a verdade que procuramos fora, se encontra dentro!

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