As Escrituras não são livros científicos!


Esses documentos tratam do Homem e suas possibilidades e não da Terra, da criação do universo e outras coisas tolas e irrelevantes. Eles são livros esotéricos!
Quando se lê que em Gênesis “E no principio criou Deus o céu e a terra” se refere ao Homem, se refere ao Homem e ao que pode se tornar, que foi criado com a possibilidade de evoluir e chegar a um nível superior de desenvolvimento. A terra se refere a base, ao nível inferior e o céu ao nível superior. O Homem contém nele o potencial para esse salto do inferior ao superior.
Também, em outra escritura mais original, que se manteve próxima a tradição esotérica lemos: “sem principio a Lei cria vida e pensamento”. Corroborando a ideia que o Gênesis e toda a Escritura simbólica e parabólica se refere ao Homem e, mais particularmente, ao homem interior, a sua psiquê, a compreensão e pouco ou nada tem a ver com valores morais e/ou coisas materiais, ou sobre o “pecado” e “inferno” no sentido decaído que chegou a ter hoje.
É claro que um homem tem de desenvolver pensamentos, emoções e habilidades que o capacitem a viver (constituir uma personalidade – contra a qual terá que lutar) antes de atingir um nível superior nele mesmo através de um caminho interior. E esses são representados na Escritura como vegetação, animais e sua reprodução, como simbolismos de coisas interiores e fases de desenvolvimento possíveis.
Então, logo mais a frente no Gênesis, o Homem chega a ser criado a imagem de Deus. Claro que o Homem não é simplesmente o seu corpo físico, sua força, seus instintos – ele é, desde o ponto de vista esotérico, a sua compreensão. E esses homens, a imagem de Deus, são escassos. O homem a imagem de Deus é uma possibilidade, assim como chegar a ser um ser vivente pelo sopro de Deus. A humanidade está ao nível terra, mas pode chegar ao nível céu.
Todo o esoterismo trata em vencer a violência e de acrescentar a Consciência e a Vontade primeiro em si mesmo e depois nos outros.
A não ser que um homem seja instruído através de um ensinamento superior, que não se encontra na vida, mas unicamente num caminho esotérico, não poderá sequer entender o nível mais rudimentar das escrituras.
Tentar trazer as escrituras para coisas físicas, para a política, para movimentos sociais, como meio de obter bens materiais, para doutrinas científicas, que eventualmente se oporiam a ciência, é destruir seu significado maior, esotérico – que é interior e se refere ao Homem como ser capaz de uma evolução específica espiritual.

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