O Conhecimento


A energia só pode ser transmitida se há matéria.
O conhecimento compartilha com a matéria suas propriedades.
Os conceitos românticos e supersticiosos sobre o conhecimento, especialmente o conhecimento superior, é um real obstáculo para encontrá-lo e adquiri-lo.
Aqui nos interessa particularmente aquela porção do conhecimento chamado de oculto, de esotérico, sobre o qual há muitos mitos e mal-entendidos.
Para a maioria mais culta, há o entendimento de que existe esse conhecimento especial, pouco acessível, até secreto, que superaria a ciência e filosofia, mas que do qual se acaba sabendo pouco, por lendas apenas e que jamais faz parte da cultura estabelecida – é pouco visivel, não interfere aparentemente na vida das pessoas.
As questões daqueles que têm algum interesse sobre isso perguntam:
Por que o ocultam?
Por que não está a disposição de todos?
Por que, aparentemente, aqueles que possuem esse conhecimento não estão interessados em compartilha-lo e assim ajudar a humanidade, tão necessitada?
A resposta é perturbadora: o conhecimento não está oculto; e por sua natureza, não pode estar a disposição de todos.
Na verdade, o conhecimento esotérico é muito mais acessível àqueles que podem assimila-lo do que se supõe; o problema é que a maioria não deseja recebe-lo, não tem interesse e/ou não pode, não é capaz de recebe-lo pelas suas condições limitadas.
O verdadeiro conhecimento não pode pertencer a muitos e nem a todos. A razão disso é que o conhecimento, como tudo o mais, é material e assim, tem todas as características da materialidade.
Assim, o conhecimento, como a matéria, é limitado em uma determinada época e lugar. Portanto, há uma quantidade específica desse conhecimento num determinado momento que está disponível para aqueles que podem e querem recebe-lo.
Se por acaso, esse conhecimento for pulverizado entre muitos, será inútil, ou mesmo perigoso – conhecer pouco é pior que nada!

Para que tenha um bom resultado, cada pessoa precisará receber uma quantidade que transforme essa pessoa, que possa ser trabalhado e desenvolvido. É melhor que um grupo reduzido o receba e o desenvolva para preserva-lo e depois semeá-lo em outros grupos do que seja desperdiçado e perdido ao ser distribuído entre muitos, incapazes e pouco interessados.


Deve notar-se que é exatamente nos momentos de loucura, da queda de civilizações, de catástrofes, terremotos, guerras e revoluções que grandes quantidades de conhecimento ficam disponíveis e precisam ser recolhidas para que não se percam.
As massas não se interessam por conhecer, por evoluir. O caminho é estreito e poucos há que irão por ali!
Assim, não há nenhuma injustiça nisso. E a questão da materialidade do conhecimento é uma lei, tanto quanto há areia e mar – são coisas finitas.
Há ainda aquela ideia de que a respeito do conhecimento superior, diferente do conhecimento comum – ao que todos devem se esforçar muito para obter – esse outro, imagina-se que deveria ser graciosamente doado e distribuído a todos. É óbvio que quanto maior o valor de uma coisa, mais “cara” ela é. A pérola encontrada, o tesouro no campo, leva o discípulo a vender tudo para obtê-los.

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