Biogenia e o Mistério da Vida

A Biogenia significa literalmente “produção de vida” (bio=vida e genia= produção). A Biogenia trata, portanto, da vida e coloca sua ênfase na vida humana, que é o centro da vida orgânica no planeta Terra.

Os biólogos têm estado discutindo interminavelmente sobre a questão da vida. Mas não resolveram a principal questão, objeto de seu estudo, que é a vida. As ciências que se baseiam na Biologia e na Fisiologia como a Medicina ficam comprometidas em suas teorias e práticas porque partem de pressupostos sem base real. A vida é para eles algo que ocorre, da qual eles pressupõem que venha do NADA!

Para a Biogenia a “nossa maior posse é a vida”, ou seja, nada pode ser mais importante e nada pode diminuir, impedir, prejudicar ou destruir a vida e tudo deve aumentar, franquear, beneficiar e criar vida.

Houve no passado um grande embate entre a abiogênese e a biogênese. A Biologia considera a biogênese um fato, mas paradoxalmente, assume que a vida deve ter acontecido em algum momento, em algum lugar, de alguma forma e a partir daí, tudo caminhou como sobre “rolamentos”, sem nenhum atrito e aqui estamos nós todos. Eles partem, portanto, da abiogênese porque acham que a vida veio por acaso de substância mortas – o que significa algum grau de “geração espontânea”.

Na verdade, se nós estamos vivos, nós já fomos vivos em algum outro organismo VIVO antes. A vida não pode vir de coisas mortas. De onde veio, portanto, o primeiro organismo vivo? Não se pode pensar na vida à parte de organismos vivos.  Com toda a tecnologia existente a vida não foi jamais “criada” em laboratório e certamente não tem a menor possibilidade de ocorrer a partir de matérias inanimadas. Portanto, a tese da abiogênese é incorreta. A vida só vem da vida. O homem, particularmente, compartilha com outros animais superiores uma condição que não pode assimilar nenhuma substância morta. Os sais minerais (oriundos do solo e da água) precisam passar antes através do sistema vegetal para depois poderem servir como alimento para o homem. Não há, a nosso nível, como obter vida da morte. O homem só pode alimentar-se do que está vivo. E esta é a principal tese de nutrição da Biogenia. Alimento morto, cozido, congelado, é sempre impróprio e é um fator de degeneração, de envelhecimento.

A tese biológica de que há uma gradual transição do inanimado para o vivo é um mito e uma impossibilidade já muito bem demonstrada pela natureza.

Somente as coisas vivas movem-se, reproduzem-se, crescem, mantém a sua identidade, e alimentam-se transformando matéria em energia. As coisas vivas dirigem as suas próprias atividades; produzem sua potência específica usando energia de fora; e incrivelmente, se regeneram.

         A vida é por si só um movimento organizador. Ela dirige os materiais e poderes externos para o seu uso e utilidade.

Conhecemos a reprodução da vida como o meio fundamental de produzir mais vida visível através do nascimento de um novo ser independente.

Os biólogos e anatomistas estudam coisas mortas quando dissecam cadáveres: a atual Biologia antes de tudo é necrologia.

Explicar o orgânico em termos de química e mecânica é uma impossibilidade porque não há aí o elemento “vida”. O que nós vemos nos organismos são ações e não meras reações químicas.

A vida é o principal motor da existência. O que ela é; de onde se originou; o que se torna na morte; e qual a sua natureza, não foi nem de longe aproximado pela ciência oficial.

A vida só pode continuar enquanto o organismo controla os meios necessários à vida e não é controlado por eles. A vida representa finalmente, a vitória sobre a morte, sobre o inanimado. O Universo inteiro tem como objetivo “vivificar” a matéria.

Todo o organismo vivo tem um propósito a cumprir sem o qual sua existência é, ou seria inútil. A mente humana é uma pequena parte da enorme mente a qual pertence a vida. Sabemos e somos pouco conscientes da inteligência que nos habita e rege nossa vida e a mantém.

Ao construir o corpo, a vida age como se conhecesse e ainda predissesse. Na vida há ordem, previsão e economia. Não há vida sem inteligência, e vida significa, sem dúvida, inteligência superior, propósito, consciência, mesmo que nem sempre autoconsciência.

O corpo vivo não é construído de fora para dentro, mas de dentro. O desenvolvimento do organismo é a revelação do plano (da ideia que está por trás da vida).

O organismo é produto de evolução e não de involução. E tudo ocorre segundo um plano sem nenhuma possibilidade para o acaso. Não há acaso no mundo orgânico!

A vida comanda as forças químicas e orgânicas e não o contrário. A vida não se manifesta por um corpo construído, ela constrói o corpo!

A vida não é o resultado da complexidade celular, mas é a complexidade celular que é o resultado da vida.

A ciência moderna tende a ser materialista e a negar a existência de propósito na natureza. A ciência insiste que para interpretarmos a vida devemos nos colocar fora de nós mesmos. A Biogenia nos devolve esta perspectiva, de colocar a vida no centro de nosso interesse: tudo o que beneficia a vida é bom, tudo o que a prejudica é mau.

A vida das plantas e dos animais está interligada e entrelaçada em uma interdependência pouco aparente e amarrada a algum grande propósito cósmico.

Toda a vida é relacionada e normalmente cooperativa. Não há possibilidade de sobreviver sem cooperação. Os nossos órgãos e funções cooperam e assim a vida se mantém. A competição é anti-vida e o resultado da ignorância sobre a razão da existência.  

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