Corpo-Tempo

Enquanto o homem natural e a ciência só são capazes de perceber as 3 dimensões do espaço há 6 dimensões que, ao serem percebidas, revelam o universo tal como ele é e não como os limitados sentidos apresentam ao homem não evoluído psiquicamente.

Das 3 dimensões do espaço captadas pelos sentidos há mais três que são dimensões relativas ao Tempo, são invisíveis e só podem ser “vistas” e compreendidas pela mente transformada por uma educação superior de escola esotérica (interior). A ciência e a cultura criam e descartam teorias sobre o universo como se troca de roupa. Não há nada de “cientifico”, de confiável nessas doutrinas sobre o universo e, fica claro que as próprias religiões exotéricas estão apoiadas nas mesmas falácias e sonhos. Todas as ideias da ciência, cultura, religião estão apoiadas nesse mundo incompleto de 3 dimensões que podemos captar num momento, chamado presente onde o passado não mais existe e o futuro é apenas uma esperança de acontecer.

Portanto, se uma pessoa pretende conhecer a verdade, não pode continuar com as ideias que hoje fazem seu pensar. Ela precisa de novas ideias e, ideias, que possam transformar sua mente de maneira que ela seja capaz de perceber muito além de seus sentidos e de sua mente lógica.

As mudanças promovidas por essas novas ideias trabalhadas pelos poderes interiores dos centros sutis (mentes) têm resultados em várias direções – não só a realidade material é vista de uma nova maneira, como as mudanças internas no ser e no conhecimento, são implementadas.

A assim chamada quarta dimensão é a do tempo. Não vemos o tempo e nem nos vemos no tempo – ou seja, não vemos os corpos-tempo de nós mesmos, nem das coisas. Cremos que o passado está morto porque não podemos captá-lo com os sentidos físicos. Para um homem natural, a realidade são os vários momentos presentes, que logo desaparecem. Você não pode tomar uma refeição faz um momento e nem daqui a um momento – você só pode fazer isso agora! Nada é possível fazer no passado ou no futuro, tal como somos em nossa limitação. Os cinco sentidos só são capazes de captar o momento presente, enquanto o passado e o futuro lhe são inacessíveis. A rigor, para os nossos sentidos e mente natural (científica) não há senão o presente e, mesmo assim, é uma realidade fugidia, que breve desaparece – a realidade que se percebe com os sentidos é apenas um corte transversal no Tempo – como olhar para o mundo por uma fresta. De fato, usamos o instrumento inadequado para compreender o universo, a vida, a criação. Os sentidos nos põem em contato com um tempo passageiro. Não somos propriamente conscientes, mas registramos parcialmente o momento, que logo passa. O que resta é uma memória bastante imperfeita e movediça. Sobre o futuro, estamos sempre a imaginar, sonhar, tentando prever como ele será. O presente, somado ao passado e ao futuro, como numa confusa e impura amálgama, chamamos de impropriamente de “consciência”. Nessa “consciência”, como num sonho, pouco mais real do que aqueles sonhos que temos quando adormecidos, algumas percepções podem ser verificadas e comparadas com os outros sonhadores e isso imaginamos ser um instrumento adequado para chegar a verdade!

Entretanto, cada momento presente, cada agora, é eterno, ou pode ser. O que é preciso se dar conta é que o mundo externo, aquele captado pelos sentidos, está mais próximo de um sonho, de um filme que pode ser dividido em pequenos acontecimentos. Entrar em contato com o real, com o mundo de 4 e 5 dimensões independe dos sentidos, de tecnologia, do mundo material. O que precisamos está dentro, na mente e além dela, na consciência. É no cruzamento do tempo com o agora, com a consciência de mim – agora e aqui – que o eterno penetra as dimensões inferiores grosseiras.

A relação do tempo com a eternidade pode ser representada pelo diagrama:

Diagrama tempo-eternidade

A linha horizontal representa a quarta dimensão, o tempo, ou seja, cada momento. A quinta dimensão, a eternidade, corta o tempo. Somente agora, nesse momento, é que há uma abertura para a percepção do real, e onde cada um de nós, pessoalmente, podemos acessar um outro mundo, um outro nível de consciência.

“A quarta dimensão do Tempo contém nossa vida inteira. A experimentamos um instante após o outro. Ela anda apressadamente e é sempre detida pelo sentimento de agora. Se nossa vida se estendesse nessa dimensão, inacessível aos nossos sentidos, está toda ali — nessa invisível dimensão—. Por esta razão tudo o que fazemos agora afeta tanto o passado como o futuro de nossa vida. O ato de não identificação feito agora influi tanto sobre o seu passado como sobre o seu futuro. As relações que teve com as pessoas no passado mudarão, por meio do trabalho sobre si realizado agora. Não só mudará seu próprio passado, senão possivelmente o daquelas pessoas”.

O nosso corpo-tempo vive na eternidade, e nos aguarda num estado superior de consciência, aqui e agora! De fato, tudo está vivo, somos nós que estamos adormecidos num estado hipnótico, incompleto, reativo e automatizado, semelhante as máquinas. Mas, a cada momento, na linha vertical que corta o tempo, a eternidade nos revela outro mundo, real – ao qual temos direito e podemos ascender.

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