É possível Mudar e Conquistar a Natureza?

Todas as tentativas de mudar, de consertar, de melhorar o mundo pioram as condições da humanidade criando conflitos contínuos. Todos os supostos progressos em uma área qualquer são imediatamente anulados por um retrocesso em outra área ou na sequência, substituídos por tendências opostas – isso em política, ciência, e na sociedade. Não devemos nos espantar que isso ocorra também com o conhecimento e com as manifestações pessoais de inteligência e bondade. O motivo das coisas serem assim é que há razões cosmológicos para que sejam assim. O homem, junto com toda a vida orgânica serve a um propósito natural, involutivo, ou seja, de forças da criação. Há um equilíbrio necessário que está apoiado na quantidade e qualidade de certas vibrações produzidas pelo conjunto da vida orgânica, da qual a humanidade faz parte. Não há nenhuma “liberdade” em mudar isso por um movimento político, filosófico, social ou científico. As tentativas desastradas e estúpidas em mudar forçadamente os caminhos da humanidade em uma ou outra direção só podem levar a pioras. As leis mecânicas, automáticas e impiedosas que agem a esse nível determinam os destinos do todo. As mudanças possíveis precisam ser implementadas em certos momentos e pontos, em cruzamentos onde há permeabilidade para que forças externas e conscientes possam mudar a direção dessas tendências poderosas. As doutrinas intelectuais não levam em conta a insignificância do homem e continuam o colocando no centro de tudo. Para essa gente, tudo é obra do acaso, o universo não tem nenhum sentido e objetivo intrínseco e assim, o Homem, com seus poderes mentais fortuitamente evoluídos mecânica e inconscientemente pela “seleção natural dos mais capazes”, está no controle de tudo e do todo, que seria passivo e inerte às suas manipulações. É uma megalomania potencializada ao extremo por ignorância e malícia. E há quem acredite, porque tudo fica mais fácil e se pode sonhar com um final feliz, que jamais chega!
Aqueles que desconhecem as leis da criação e como agem, supersticiosamente sonham que certas mudanças são possíveis e acabam por piorar tudo com suas ações grosseiras.
Por outro lado, “todas essas teorias humanitaristas, e igualitárias não são somente irrealizáveis, elas seriam fatais se se realizassem. Tudo, na natureza, tem seu objetivo e seu sentido, a desigualdade do homem tanto quanto seu sofrimento. Destruir a desigualdade equivalerá a destruir toda a possibilidade de evolução. Suavizar o sofrimento levará de início a destruir toda uma série de percepções pelas quais o homem existe, e em seguida a impedir o “choque” , quer dizer, a única força que poderia mudar a situação. E é assim para todas as teorias intelectuais”.
A única evolução possível é a consciente e apoiada em conhecimento relativo ao homem como um microcosmo. O Rei e o Salvador estão dentro, são inacessíveis as pessoas naturais. Nada nem ninguém pode melhorar a vida na Terra senão o próprio ser humano individual que, ao ter um centro magnético em si mesmo, em ter construído uma “lua” nele vai em busca de uma escola do círculo consciente da humanidade e trabalha para a sua própria evolução, ou seja, para o Renascimento, um segundo, quiçá um terceiro e mesmo, um quarto corpo, imortal dentro do sistema solar.
Qualquer progresso e melhora e as tentativas de mudar o mundo são impossíveis ou negativas. A história e a experiência de qualquer adulto saudável comprova isso.

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