As Dimensões

                                                         

“O que chamamos tempo é a realização de uma possibilidade em cada momento, a quarta dimensão.

A quinta dimensão é a repetição disso.

A sexta dimensão é a realização de diferentes possibilidades. Ou, a superação da repetição no plano da quinta dimensão – uma elipse no tempo.

A nossa dificuldade em conceber o tempo como uma curva, no lugar de uma reta é que torna impossível compreender as dimensões superiores além das três que captamos com os nossos sentidos.

A vida é a quarta dimensão, um círculo, a realização de uma possibilidade. Quando a vida chega ao fim se encontra com o seu próprio princípio. O momento da morte corresponde ao momento do nascimento, e então a vida começa de novo, talvez com algumas alterações, que não significam nada. Sempre retorna a mesma linha”.

Um dos significados e consequência dessa limitação mental é que estamos presos e restritos a uma vida na qual o passado desapareceu e está perdido, o presente nos escapa e o futuro ainda não chegou, está inacessível e, talvez não chegue. Se é assim, de fato, que a maioria da humanidade vê a vida, seus pensamentos, sentimentos e ações estarão condicionados por essa distorção da realidade, como ele concebe a vida, isto é, o tempo.  o problema está no psiquismo que distorce e limita a realidade.

Aparentemente, os fatos, corroborados pelos sentidos nos dizem que assim é a vida, o tempo – uma linha reta começando no passado, tocando o presente e se encaminhando para o futuro.

É preciso fazer um esforço para compreender que vemos assim porque estamos incapacitados de ver a realidade, e o mundo, para nós, é uma interpretação segundo essa limitação, mas que isso é uma ilusão, um engano produzido por uma mente passiva, reativa.

A expressão “mundo de aparências” para o que os nossos sentidos e a mente condicionada são capazes de perceber e entender como a “realidade”, é exata – o que somos capazes de perceber, naturalmente, são apenas aparências.

Finalmente, é preciso dizer que essa condição incapacitada, a qual compartilha a maior parte da humanidade, pode ser superada (e deve!). Há uma pequena trinca na parede virtual dessa prisão. Fomos concebidos não somente para viver uma vida de ovelhas criadas para o abate e consumo, mas para nos elevarmos acima desse estado hipnótico e estúpido e assumirmos o nosso lugar ao lado das forças da Criação!

Precisamos de uma marreta poderosa e de um cinzel afiado para derrubar as paredes e grades que nos prendem – esses equipamentos são as ideias novas que precisam ser pensadas por nós mesmos e produzirem uma inversão e transformação, uma metanóia, uma mudança radical na nossa mente, mudança essa que faz sentido, mas que está muito além do que a mente lógica e a percepção sempre nos mostraram. Não há nenhum outro caminho para conhecer a si e ao universo do que aquele que começa pela mudança da mente. Apenas concebam o que significa ver o tempo como um círculo fechado, no lugar de uma linha reta; o tempo como algo nosso, íntimo, no lugar de um tempo universal, que seria o mesmo para todos (o tempo marcado pelo relógio e o registrado na história é uma invenção maliciosa que nada acrescenta ao que é relevante para o entendimento da vida); a morte como ocasião do imediato nascimento, no lugar de um término e uma solução mágica forçada de certas crenças; o passado como futuro e o futuro como passado, no lugar de coisas que nunca se encontram, já que num círculo não há princípio ou fim e o antes e o depois dependem de uma perspectiva, mas não são reais, como acontece no conceito linear do tempo, adotado pela ciência e pelas religiões exotéricas. Ideias como essa das dimensões superiores temporais abrem a mente para um mundo novo para aqueles que começam a olhar a vida por elas e questionar as velhas, supersticiosas e impostas ideias pseudo-científicas.

O tempo está vivo, e assim o nosso passado e o nosso futuro. Somos nós que estamos cegos para ver. Será preciso renascer aqui e agora para nos livrarmos da ilusão de um tempo e de uma vida que começa e termina como um sonho, ou um pesadelo, sem nenhum sentido para nós mesmos – sem lembrança, sem rastro e sem significado. A história, como um registro, questionável, de eventos não nos acrescenta nada, senão a de um mundo confuso e a desesperança, não há nada de nosso, de pessoal ali. O que deve interessar são os estados interiores pessoais, o acrescentamento da compreensão e da conexão com tudo e o se dar conta de nós mesmos. Ou seja, o que está fora é um meio para a verdadeira vida e tempo – que está dentro – e só pode ser acessado por cada ser humano particularmente.

As três dimensões do espaço, acessível através dos sentidos por todos, é natural, necessária, para viver uma vida muito semelhante àquela compartilhada por todos os seres vivos. Mas, é parcial, pequena, limitada. Há muito mais além disso.

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