Os Dois Paradigmas da Saúde

Estranhamente valores do passado, coisas tomadas como eternas, se relativizaram e perderam seu valor absoluto nas décadas recentes. É um fenômeno que precisa de um olhar mais crítico.

Entre eles está a saúde. A mudança na filosofia da saúde está intimamente relacionada com a visão da doença e seu tratamento. A medicina trata a doença e não o paciente – voce, pessoa não interessa para a medicina, mas sua doença.

O que aconteceu aqui é que o foco se deslocou para a doença, agora não mais vista como a perda da saúde, mas como entidades, coisas vivas com a intenção de causar dor e até matar. Essas coisas “malignas” foram e continuam sendo nominadas, descritas, estudadas em detalhes e todo o esforço se volta para a “cura” da doença, para o combate, erradicação, eliminação dela.

A saúde como meta da civilização desapareceu e de tal maneira que a definição da saúde se tornou impossível porque o que importa são os sintomas, as doenças, e o combate à elas. Não é de estranhar que o mesmo aconteceu com o interesse e sobre o conceito de vida – a morte tendo se tornado mais estudada. Determinar quando a vida termina e a dissecação de cadáveres como uma prática macabra levada a cabo pela medicina, pela biologia e ciências correlatas, canalizou recursos para práticas que têm um retorno lucrativo permanente. Sendo a vida, como o psiquismo, invisível, impalpável, a ciência – que só trabalha com “fatos”, coisas, não está a vontade com aquilo que não podem medir, pesar, ver, e então, se voltam para os resultados no corpo daquilo que podem perceber com os sentidos ou por equipamentos. No caso, a doença é algo que deixa mais rastros no organismo ou no cadáver. O lucro, para a medicina e seus agregados está na doença e não na saúde. Nesse contexto o interesse nos distúrbios e sua solução move as ações voltadas para a cura e, as causas reais, seja da doença ou da saúde não interessam, mas só os sintomas e sua supressão.   

Assim, a consequência inexorável foi o desprezo por manter e recuperar a saúde, substituído por prevenir as doenças e tratá-las.

 A cada dia a busca e o interesse pela saúde, por aquilo que a desenvolve e a mantém, diminui e, tudo o que se refere a doença e a morte avança e toma conta dos esforços de profissionais, pesquisadores e o inconsciente do povo.

Há uma inversão bizarra de valores, que hoje já se tornou “normal”, costumeira. A sociedade foi convencida de que a doença faz parte do viver mais do que a saúde e que se medicar é necessário tanto quanto se alimentar. Chegou-se ao ponto de conceber que a saúde só pode ser possível pelos remédios, vacinas e a intervenção médica e que não podemos viver sem essas conquistas e recursos.

O modelo oficial da saúde é aquele da medicalização, de que a doença é uma condição natural humana, mais do que a saúde – que seria a exceção. Uma outra consequência desse paradigma é que o ambiente com todos os seus fatores perde sua importância. A qualidade do ar, água, insolação, pureza, qualidade, frequência e quantidade dos alimentos, ruídos, condições sociais e psíquicas são desprezadas. É claro que essa maneira de ver e atuar é ela mesma uma destruidora da saúde. As assim chamadas doenças iatrogênicas, provocadas pelos tratamentos, já ocupam mais de 50% das causas gerais das enfermidades e a negligência com os fatores necessários à vida e a saúde, o resto das causas.

A medicina é um grande negócio e consome trilhões $$$ do budget das Nações. Portanto, o interesse nesse modelo não é desprezível para aqueles que lucram através dele e por aqueles que precisam pagar pelo custo.

O nosso paradigma da saúde se opõe radicalmente ao modelo médico oficial prevalente hoje. Nosso foco é na saúde, sua manutenção, produção e evolução, nos meios naturais necessários a garantir isso e nas causas que levam a perda da saúde. Ao contrário do que afirma o modelo alopático e farmacodinâmico, afirmamos que a condição natural do ser humano é a saúde e que a perda da saúde é o resultado de não observar as leis naturais – as relações fisiológicas entre o homem e o meio ambiente. A simples observância e correção das condições desarmônicas são suficientes para garantir saúde, longevidade e bem estar. A atuação dos nossos profissionais é em toda a extensão da vida, mas especialmente no ensino dos princípios que são necessários à saúde. Esses princípios, em sua maioria, são autoaplicáveis e as ações auxiliares são pontuais em casos de crises.

Ao contrário do paradigma médico oficial, o alopático, totalmente apoiado na intervenção, na química, onde o sujeito deve obrigatoriamente ser “paciente” e jamais agente e, portanto, se submeter, sem compreender a atuação médica, no paradigma da higiene natural o sujeito compreende todo o processo e é auxiliado na recuperação e, sua vida é conforme com os princípios que reforçam sua saúde e a mantém. Nesse modelo o custo principal está na aprendizagem dos princípios e no auxílio de seu emprego em situações especiais. Em pessoas que seguem os princípios que regem a saúde 90% das ocorrências desaparecem e pelo menos diminuem em 1/5 todos os custos astronômicos empregados para suprimir sintomas e intervir com drogas, hospitais, vacinas, etc.

Também é notável que aqueles que vivem em harmonia com os princípios naturais e se tratam com eles vivem mais e melhor e são muito mais capazes em resistência e funções psíquicas. Portanto, entre todas as vantagens, são pessoas mais felizes, capazes e úteis do que aquelas submetidas a escravidão estúpida do modelo químico que tem como objetivo suprimir sintomas e com isso controlar e lucrar.

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