As Comunhões com os Poderes visíveis e invisíveis

Reverenciar os Anjos da Mãe, a Terra durante o dia e comungar com o Anjos do Pai Celestial durante a noite revela que somos dependentes dos poderes reais que regem o Universo e nos unem a Mente Universal. Quando conhecemos, servimos a esses poderes e somos merecedores, eles passam a nos servir também. Não há como chegar ao Criador sem antes reverenciar e comungar com as forças que Ele mesmo nos deu e estabeleceu a ordem universal.

O Homem natural, sensual age caoticamente pretendendo dominar a natureza e tudo que está nela com ações e materiais que seus sentidos e sua mente lógica alcançam. Não compreende que esse mundo de aparências é resultado de ideias, de causas que lhe são inacessíveis.

A pretensão de chegar ao Criador por seus próprios meios limitados e inadequados é o extremo da prepotência e da ignorância. Há, certamente uma escala entre ele e o Absoluto que precisa ser preenchida.

Os poderes perceptíveis da natureza e os poderes invisíveis da consciência são a escada, os Anjos, que abrem o mundo superior ao homem. Os ignorantes e enfatuados imaginam que o Universo estaria a seus pés e que podem chegar ao Criador de mãos vazias e agindo contra a Sua Lei. A assim chamada “fé” desses pseudo-crentes está apoiada em superstições, em imaginação.

A relação do homem e as forças da natureza e da consciência através de sua mente, com seu coração e seu corpo são a fonte inesgotável de energia, poder, saúde, amor e sabedoria. Mas, essa geração, no seu orgulho imagina ser capaz de tomar essas coisas através de meios artificiais.

Há uma ordem, uma escala que no mundo moderno e pós-moderno foi desdentada e finalmente ocultada das gerações atuais. O milagroso, o oculto e interior desapareceram da vida do povo e, mesmo nas crianças onde o milagroso é natural, está sendo substituído por heróis tolos e enfatuados destruindo nelas a ligação com o invisível e o mágico.

Para que se tenha a ideia clara sobre esse precioso assunto, nada como as palavras do Mestre Yaohushua no Segundo Livro do Evangelho Essênio da Paz, onde Ele nos instrui sobre as Comunhões.

“Assim como o filho herda a terra de seu pai, assim herdamos nós uma Terra Santa de nossos Pais. Essa terra não é um campo que se deva atar, mas um lugar dentro de nós onde podemos construir nosso Templo Sagrado. E como um templo precisa ser erguido, pedra por pedra, Eu vos darei as pedras para a construção do Templo Sagrado; o que herdamos de nossos Pais, é dos Pais dos seus Pais”.

O Templo Sagrado só pode ser construído com as antigas Comunhões, as que são faladas, as que são pensadas e as que são vividas. Pois se elas forem ditas apenas com a boca, serão como a colmeia morta que as abelhas abandonaram, que já não há mel. As Comunhões são uma ponte entre o homem e os Anjos, e como a ponte, só podem ser construídas com paciência, sim, como a ponte por cima do rio é formada pedra por pedra, à medida que vão sendo encontradas à beira d’água.

E as Comunhões são catorze, como os anjos do Pai Celestial são sete, e os anjos da Mãe, a Terra, são sete. E assim como as raízes da árvore afundam na terra e se alimentam, e os galhos da árvore erguem os braços para o céu, assim o homem é o tronco da árvore, com as raízes no fundo do seio da Mãe, a Terra, enquanto sua alma sobe para as estrelas brilhantes do Pai Celestial. E as raízes da árvore são os anjos da Mãe, a Terra, e os galhos da árvore são os anjos do Pai Celestial. E essa é a sagrada Árvore da Vida que se ergue no Mar da Eternidade”.

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