Somos o Ápice da Evolução?

As Limitações Humanas

Um dos fatos menos reconhecidos é a limitação extrema, bordeline, da psiquê humana natural.

Sempre que se aborda os problemas, as dificuldades e as conquistas humanas e científicas se faz sem considerar que o Homem, tal como se encontra naturalmente, não importa quão preparado intelectualmente e no conhecimento, está em um estado de desorganização interior, de incapacidade de reunir em um todo informações relacionadas, de memória plena, de coerência.

O que chamamos de materialismo científico afirma que para todas as suas ações, que o Homem é capaz por si mesmo de obter um conhecimento completo das leis e da natureza de tudo. Essa atitude exclui os graus superiores de consciência, de verdade e qualquer nova forma de experiência psíquica – parte de que a única aceitável e a máxima condição de consciência é aquela comum a todos os seres humanos “normais” a qual chama de consciência desperta.

É, então, essa postura “cientifica” a única maneira de compreender e experimentar a vida? Estão excluídas todas as outras modalidades de experiência? Estamos tão avançados que todos os outros estados são inconcebíveis ou anormais? Não seriam esses outros estados da consciência os que provavelmente constituem a chave para a compreensão das complexidades e contradições que tem surgido em todas as buscas humanas?

Para essa posição filosófica não existe um acima e um abaixo, um superior e um inferior; uma condição especial de conectar tudo. A condição humana, sensual e sua capacidade de relacionar os fatos percebidos seria o ápice do possível alcançável pela mente. Deve-se lembrar que toda a ciência médica, psicologia, ciência, política e justiça estão condicionadas a essa postura absolutista. Portanto, o materialismo científico, ao negar todo o sentido de escala, não admite o que é mais que o homem e nem o que é mais no homem – ou seja, não há nada superior a condição humana e/ou nega tudo o que ela não alcança com a sua capacidade de perceber ou compreender. Rapidamente essa atitude da ciência está se tornando lei e regulamentos permitindo a punição dos cidadãos pelos tribunais. Isso significa que discordar da ciência é crime.

Aqui fica claro que essa atitude generalizada em toda a atual civilização, e considerada a correta e superior, é, verdadeiramente, um obstáculo a evolução interior humana ao partir do princípio que a consciência natural é a única possível e aceitável e ao invés de se ocupar em superar essa limitação, com a busca de um conhecimento, de práticas e uma nova compreensão de si e do universo, ela se esforça em “descobrir” no exterior, pela tecnologia as causas primeiras de tudo.

Até a divisão entre a religião e a ciência, como posturas irreconciliáveis e que tinham essa questão como motivo, estão hoje diluídas porque a religião e filosofia atuais capitularam de suas bases e se renderam ao cientificismo, que está sendo feito lei e punirá com processos e prisão todas as opiniões contrárias.

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