Remova as Causas e não os Efeitos (doenças)

As assim chamadas doenças não devem ser curadas. Sendo que elas são processos de cura, elas devem ser deixadas como estão“. Essa é a essência da ciência da saúde. O que contraria a atual medicina alopática.

Então, como podemos retornar a saúde e/ou contribuir para isso?

A resposta é que somente suas causas devem receber atenção e não os efeitos, os sintomas – que pela alopatia são chamadas de doenças e, portanto, eles as atacam com um arsenal ofensivo para o organismo, para a vida. Todo o nosso esforço deve ser em viver de tal maneira que promovamos a saúde. Mais do que combater a “doença” importa não destruir a saúde e construi-la em agir em harmonia com as leis naturais que a regem. A doença, olhada pela medicina como o mal a ser combatido, é na verdade, a tentativa de reparo conduzida pelo próprio organismo. Não é difícil mostrar que as assim chamadas doenças são muito mais agudas em crianças e jovens e, sempre crônicas e amenas nos idosos e naqueles já fracos.

A humanidade tem, cada vez mais, a título pragmático, atacado o mal, ou o que escolheram chamar assim, produzindo outros males, exatamente como a medicina alopática faz: no afã de curar, de eliminar os sintomas, ela destrói a saúde, o organismo, quando não o mata com seus venenos e o bisturi.

Quase, senão em todas as áreas de atuação, essa nossa civilização se especializou em combater o mal e/ou aplicar um remédio ao qual se atribui o poder para salvar, para curar, para ganhar o poder político.

Todas essas ações são supersticiosas porque implicam em uma certa dose de fé, de crença que dispomos do poder adequado. Acredita-se que o problema está fora, no outro, na bactéria, no diabo. Essa é uma simplificação ingênua da vida que impede um olhar e análise racional e desapaixonada que sempre imagina que há um inimigo a ser derrotado ou um adversário a ser vencido.

Em todos os casos a compreensão do processo, a busca das causas, e o consequente reconhecimento do papel pessoal, interior e, portanto, psíquico, é ignorado e negligenciado.

Há 150 anos, no que se veio a chamar Higiene Natural nos EUA, um grupo de médicos e cientistas retomou o elo perdido da filosofia da saúde onde o foco é o indivíduo inteligente e não a doença.

Essa atitude honesta e radicalmente científica de rejeitar toda a superstição e de não atribuir ao outro, ao mundo, a culpa, é a verdadeira cura, a real salvação e o único possível caminho para a paz e harmonia social.

A raiz da violência, do engano, está na tentação de uma solução pragmática e violenta, de remover o problema, de acreditar em coisas e soluções que não foram compreendidas ou que dependem de outros, do uso de força como meio de mudar a natureza. Essa é a marca dessa época de ilusão, de sonho, e frustração. Nenhuma doença foi jamais curada, ninguém foi salvo e voltou para contar e a sombra da escravidão e da guerra ronda a sociedade “ideal” aqui e agora.

Para aqueles que se interessam em curar-se, em salvar-se, em conquistar primeiro a si mesmos, é para eles que nos dirigimos.

A solução está dentro, assim como Deus. E, se Ele está dentro, você não vai achar nada real e verdadeiro fora. Mas, a todos é permitido continuar se enganando.

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