Desvelando o Materialismo

A não ser que as formas veladas do materialismo sejam completamente conhecidas não haverá progresso humano.

Tentaremos mostrar aqui como e onde, sob vários disfarces essa doutrina comanda a vida da civilização ocidental.

Transferir para a política a origem do materialismo foi uma forma de camuflar a onipresença de sua influência perversa em toda a vida – não há nada mais hipócrita que isso.

Os materialistas de hoje estão em todo lugar. Estão presentes nas igrejas, são sacerdotes, escreveram as escrituras, são cientistas, médicos e conservadores e são eles que acusam outros de serem materialistas e não reconhecem ser eles mesmos tão materialistas quanto os que se definem e se comportam explicitamente assim. O que é, então o materialismo? Sob que disfarces essa crença supersticiosa perverte a mente e o comportamento?

A civilização ocidental foi construída sobre a crença de que o que os nossos sentidos nos apresentam são a realidade, a única realidade – e isso começa muito cedo na vida de todos com os orgulhosos pais ensinando os filhos a “realidade da vida”!

O próprio cristianismo está apoiado em crenças semelhantes. Há até seitas como o espiritismo kardecista que diz que sua doutrina é “cientifica”.

As doutrinas materialistas lançaram suas raízes insidiosas por todas as principais manifestações humanas de modo a cercarem a mente e a não permitirem nenhuma liberdade ou progresso no mundo interior.

O interesse em pesquisar com mais extensão esse tema tem a ver com as suas consequências profundas sobre o psiquismo. Somente ao transcender a perspectiva sensual e material um homem poderá ver e subir pela escada de níveis disponíveis em consciência, compreensão e conhecimento funcional, disponíveis para aqueles que se livram das limitações de uma visão materialista do universo e de si mesmas.

Já se tornou natural e fora de discussão que a busca por soluções deve ser fora e que lá se encontra também a causa de tudo – esse é o dogma materialista. Os religiosos e “espiritualistas” buscam a existência de Deus na vida fenomênica. É frequente que se as coisas vão mal, a fé se enfraquece e se poderá dizer que “Deus não existe” ou se vão bem, que sua crença ou religião é a maior. Ao mesmo tempo, se busca as causas do fenômeno no mundo – nas partículas da matéria. Assim, as duas atitudes estão apoiadas na mesma base. Na primeira o espírito é procurado no visível e material e, no segundo, acredita-se que as causas estariam na matéria, no átomo e ainda dentro dele. Também a origem da vida é procurada nos processos fisiológicos e químicos. Isso não está muito distante de querer encontrar a verdadeira causa de uma casa nos tijolos e no cimento e não na ideia que há por trás dela.

 O materialista não pode conceber aquilo que seus sentidos, o telescópio ou o microscópio não lhe mostram. O seu mundo será sempre algo carente de ideias, de significado, vê tudo como algo casual e acidental, morto, onde nada pode ter concebido tudo o que se descortina diante dele. Finalmente, o materialista ignorará e desprezará tudo o que não pode encontrar no espaço de três dimensões. E é exatamente essa atitude dogmática e supersticiosa que lhe é o impedimento para ir mais longe e evoluir numa outra direção, para dentro e para cima, para o invisível, para o que, de fato, tem instrumentos esperando para serem utilizados e desenvolvidos.

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