O Caminho

Não há e não pode haver qualquer dúvida que o Evangelho foi pesadamente editado e falsificado pela igreja – falsificaram a bíblia, portanto, as escrituras usadas por todas as crenças cristãs. Aqueles que tomaram as escrituras para si e as manipularam, certamente não sabiam e não sabem do que elas se tratavam ou se tratam, ainda hoje.

 Sua linguagem é simbólica e parabólica. Seu alvo é a alma, o Eu Real e não a personalidade e a mente lógica. Portanto, a questão histórica importa menos do que os significados. O Evangelho é uma ponte para acessar os centros superiores e não pode ser utilizado sem uma adequada preparação e guia – as escolas esotéricas que deram origem a maioria das escrituras, estão invisíveis e enfraquecidas nessa nossa Era.  Entretanto, a igreja e seus padres, que são ignorantes ou maliciosos, não sabem do que o Evangelho se trata. A advertência de que o Evangelho deveria ser recebido pelas crianças se refere a criança interior de cada um de nós – a Essência e não a Personalidade! Se as histórias, as parábolas, não conseguirem passar a barreira da personalidade, chegando ao real e genuíno em nós, será destruído pela mente formatória logo na entrada. O Mestre, o Mashiakh está dentro, esperando para “descer” do céu sobre cada um de nós – Deus está dentro. O personagem Jesus somos nós mesmos, é a nossa possível história a qual pode acontecer ou não. Se for tomada como algo externo, não tem nenhuma utilidade, ou pior, causará mais mal do que bem. Cada um de nós representa a encarnação de Deus na Terra. Atualizar e realizar isso é uma possibilidade individual e voluntária. Não existe a salvação vicariante pelo sacrifício alheio de um avatar como teria sido o do suposto Jesus. Cada ser humano precisa fazer o sacrifício pessoal, precisa passar por tudo o que, alegoricamente e parabolicamente Jesus passou. Acreditar que o sacrifício de sangue de outro – um semi-deus, nos salvaria, se apenas acreditamos, é idolatria, paganismo, superstição.

O fanatismo, o sectarismo e a violência têm as suas raízes em salvadores, nos messias e profetas. “O meu é o verdadeiro e o único”! “O seu é, portanto, falso”! O que se imagina que pode resultar disso? Motivo para impor sua crença e destruir e aniquilar todos os outros. O verdadeiro foco, a evolução espiritual fica relegada. O messianismo, a jihad, o controle de tudo e de todos, com o motivo de imaginar que se está de posse da verdade e da justiça, está autorizado.

Há tantos Caminhos quanto pessoas. Somos todos diferentes, indivíduos. Os problemas surgem quando as pessoas se juntam em torno não de ideias, mas de líderes e avatares. É difícil para muitos compreender que seu caminho é único, suas soluções são pessoais e próprias e isso é muito mais agudo na busca espiritual. Não há uma solução coletiva para algo tão único como cada ser humano. Imaginar que o Criador nos fez todos diferentes, mas planejou um caminho único para todos congregados em uma única “igreja” é contraditório, impossível. Os enviados, iluminados, os irmãos mais velhos e experientes que se propuseram a indicar o caminho, são legião. Não há um messias, um profeta acima de outros que tenha vindo em determinada época e lugar – por si só isso seria injusto, inaceitável. Todas as doutrinas que pregam tal aberração são perniciosas, falsas, perigosas. Finalmente, as sugestões e diretivas de todos esses professores são preciosas, são necessárias para cada tipo, cultura, época e lugar, mas jamais suficientes.

O verdadeiro Caminho começa quando as instruções são internalizadas, pensadas, sentidas, faladas e vividas e isso, é absolutamente pessoal! Não se está dizendo que pessoas não possam se reunir em escolas e se auxiliarem – isso, certamente, é fundamental. Porém, isso é o externo, o exotérico. O verdadeiro Caminho começa dentro – é esotérico. Quando uma pessoa chega nesse ponto, o Mestre, o Verdadeiro e Único aparece e assume a direção e ele está dentro e é pessoal.

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